quarta-feira, 11 de março de 2020


CHINADEPENDÊNCIA


                                                                                                                                                                      Krretta

“A China anunciou mais 22 mortes provocadas pelo novo coronavírus, enquanto o número diário de infecções por covid-19 registrou o menor nível desde o início da compilação de dados em janeiro.
As autoridades de saúde informaram 40 novos casos confirmados, a maioria na província de Hubei, epicentro da epidemia.
As 22 novas mortes - 21 delas em Hubei - elevam o número de mortes no país a 3.119. Mais de 80.700 pessoas foram infectadas na China continental. Todos os novos casos registrados hoje aconteceram em Wuhan, capital da província e berço da epidemia no fim de 2019.... “(Fonte: Portal UOL)

            Estas são as últimas notícias vindas do continente asiático, quando escrevo esta coluna, nesta segunda-feira pela manhã, com mais um dia ensolarado e de muito calor.
            Aliás, castigando sobremaneira o nosso Estado, e, com certeza, ocasionando prejuízos enormes aos produtores rurais.
            Também vamos sofrer as consequências desta seca, pois já está bem perto de uma calamidade pública, visto que estado de emergência, muitos e muitos municípios já decretaram.
            E, digo também tendo em vista que agora estamos percebendo a nossa Chinadependência (sic).
            É claro que esta é uma palavra que não existe em nenhum dicionário e, foi inventado por este escriba, mas que traduz um sentimento que percebo no exato momento em que estamos à beira de um “falta de tudo”.
            E por que eu digo isso?
            Se o prezado leitor ou leitora tomar ciência do que se aproxima, consequência desta epidemia que acendeu a luz de alerta no mundo inteiro, verá que muito em breve o nosso comércio irá arrefecer todas as suas vendas, principalmente no que tange a produtos manufaturados.
            Afinal de contas, hoje em dia, tudo o que você for comprar, vai estar lá na etiqueta: Made in China.    
                Tirando produtos alimentícios de primeira necessidade e olha que ainda tem muita coisa que vem de lá (comida enlatada, congelada, condimentos, temperos e até algumas frutas, como o melão, por exemplo, todo o resto, ou praticamente todo o resto que você consome tem algo em sua composição que é da China, se não for cem por cento.
            Recentemente entrei num site desses de compras via internet e, posso lhes garantir que a variedade de produtos é extensa, muito extensa e, que nós adquirimos em nosso dia-a-dia e, nem percebemos ser da China.
            Querem ver um exemplo: o que você está vestindo hoje que não é da China, ou melhor, fabricado na China, ou ainda, que tenha em sua composição algum produto da China?
            E assim é com produtos químicos, remédios, elementos de computação, peças e acessórios de veículos automotores, artesanato, aparelhos eletroeletrônicos, artigos de esporte e recreação, brinquedos, construção civil, artigos de couro, segurança, proteção...
            Creiam, é uma infinidade de coisas que vêm da China que, se torna impossível colocar neste pequeno espaço de jornal.
            Basta dizer que Wuhan, por exemplo, é a capital da província de Hubei, um dos centros industriais da China e, o epicentro desta epidemia.
            Ali, tudo parou.
            Só para o leitor e a leitora terem uma base do que está vindo por aí, as principais montadoras japonesas Honda e Nissan têm fábricas lá, assim como vários de seus concorrentes europeus.
Produtores de autopeças, componentes eletrônicos e equipamentos industriais também possuem importantes instalações de fabricação na região.
Muitas dessas fábricas tiveram que interromper a produção, porque seus funcionários não puderam retornar após o feriado do Ano Novo Chinês.
Estamos em maus lençóis, pois que muito em breve, as prateleiras do nosso comércio estarão vazias, no entanto, pode ser que só assim vamos acordar para este fenômeno que se chama: CHINADEPENDÊNCIA.
           

quinta-feira, 5 de março de 2020


COMENTÁRIOS DE JOHN


A RAZÃO

        Pelo segundo ano consecutivo, o RS registrou queda no número de mortes no trânsito.
        Isso merece uma grande comemoração.
        Seguem os números: “em 2019 foram 1.591 óbitos em vias municipais, estaduais e federais; retração de 4,7%, comparado a 2018, segundo dados do Detran-RS”.
        A fonte é do jornal Zero Hora, pasmem...o mesmo jornal que através de seus editoriais e de seus colunistas, desfilaram críticas ferrenhas quando da retirada dos pardais das estradas...
        Quem tem ou não tem razão, aqui não interessa, o que interessa é que os gaúchos estão morrendo menos nas estradas, até que enfim.


UMA LUTA ETERNA

        Os dados estatísticos dão conta de que existem no país em torno de 970 mil pessoas trabalhando na informalidade, ou seja, sem carteira assinada.
        Por outro lado, empresários reclamam veementemente que não é possível assinar carteira visto o alto custo dos impostos pagos para ter empregados.
        E, por aí caminha a humanidade...
        Esta é uma guerra sem fim se, e sempre o “se” ...o governo não interferir, também, veementemente.


O MÍNIMO...

        Com a confirmação dos prejuízos ocasionados pela estiagem no RS, particularmente, é urgente e totalmente necessário que venha do Planalto, mais especificamente do Ministério da Agricultura, o socorro que tanto os produtores gaúchos necessitam.
        Prorrogação dos financiamentos é o mínimo que estes produtores esperam e merecem.
        A tristeza pelos prejuízos está à vista, quando passamos pelas estradas e enxergamos trator “roçando” a lavoura para outros fins, porque ali não vai nascer nada e, o que nasceu, morreu.
        Teremos reflexos negativos logo ali na esquina...


BRIGA

        As rusgas e troca de farpas entre o Presidente Bolsonaro e a imprensa, ou um certo setor da imprensa, está ficando cada vez mais acirrado.
        Não tem um dia em que novos “rounds”, não sejam divulgados.
        Depois de tantas brigas, sem nenhum arrefecimento, é de acreditar que realmente algum “caso” muito grave existe neste relacionamento.
        Não é possível que não se gostem assim e por tanto tempo.
        Onde isso vai terminar, ninguém sabe, mas sabe-se que não terá um bom termo essa relação.
        Uma lástima para o país e para nós brasileiros.


VINHOS

        Muito embora esta mesma estiagem tenha feito algum estrago também na vinicultura, a produção que foi obtida, em contrapartida, será matéria prima para a origem de excelentes vinhos, segundo enólogos e experts da área.
        A grande concentração de açúcar na fruta devido a seca, vai ser o grande motivo para a produção de grandes vinhos gaúchos.
        Ao menos uma boa notícia no meio de tanta tristeza.
        Aguardemos, pois.



quarta-feira, 4 de março de 2020


SETE PASTÉIS

                                                                                                            Krretta

        Há bem pouco tempo atrás, tinha um armazém aqui na cidade que foi muito frequentado.
        Era um armazém qualificado, não só pela quantidade de mercadorias que possuía, daqueles armazéns que não faltava nada, mas também por “juntar” pessoas de todos os credos, tendências políticas, preferências clubísticas, profissões e raças.
        E, por incrível que pareça, não era uma Torre de Babel, ao contrário, pois sempre ali reinou a paz e a boa convivência.
        Mesmo que, no plenário, o aperitivo era quem reinava absoluto.
        Embora isso possa parecer paradoxal, a mistura de pessoas e bebidas, era a harmonia que sempre imperava.
        Amizade, respeito mútuo e a boa conversa.
        E, nunca teve restrição de assuntos a serem abordados.
        Muitos e muitos causos foram contados naquele ambiente e, outras tantas histórias aconteceram por ali.
        Algumas normas regiam o funcionamento do armazém, como por exemplo, quando o dono começava a fechar as portas, sabia-se que era terminar o que tinha na garrafa ou no copo e, não tinha mais chance nenhuma de tomar a “saideira”; a “cuba” só podia ser acompanhada pela Coca-Cola garrafa ou lata, nunca 1 litro... 2 litros nem pensar...
        Levar para casa podia e era a alegria do dono.
        Senhores, senhoras, crianças, moças, entravam no armazém e, nunca se ouviu falar que alguém tivesse feito uma piada ou um mexerico de mau gosto.
        Essa era outra característica dos seus frequentadores, ou seja, o respeito pelos outros fregueses do estabelecimento, e, também, a certeza dos outros fregueses que ali podiam entrar sem nenhum constrangimento, isso se faz necessário que se registre.
        Ali, tinha um dos melhores pastéis da cidade, para acompanhar o aperitivo ou, até mesmo, para lanchar.
        E, quando chegava, ainda com o recheio fumegante, era um manjar dos deuses, visto que, conforme um parente meu: beber exige que se alimente...
        O prato estava sempre em cima do balcão frigorífico, a disposição do freguês.
        Certa feita, aconteceu um fato bastante hilário com um desses raros frequentadores, pois que sim eles existiam e eram como o cometa Halley...
        É preciso esclarecer que este personagem tinha uma estatura meio que avantajada, lateral e “práfrentemente”, como dizia o célebre personagem de Dias Gomes, Odorico Paraguaçu.
        Muito embora fosse um tanto quanto retaco.
        Mas, o causo se deu da seguinte maneira...
        Certa feita o dito cujo chegou no armazém, deu uma enrolada por ali, uma conversada com as pessoas que estavam no recinto e, sem titubear, começou a degustar os tais pastéis, um por um, sem dar tempo prá ninguém falar.
        O dono do estabelecimento, que já conhecia o gajo, em nada estranhou aquele apetite voraz, mas os presentes ficaram atônitos, pois nunca tinham visto uma pessoa ingerir SETE pastéis, e, pior ainda, comê-los sem nenhum fastio.
        Sim, o gajo comeu SETE pastéis.
        Como diria o gaúcho: bota esganado nisso!
        Mas, tinha justificativa, pois encher aquele “panduio” todo, não seria em hipótese alguma com um ou dois pastéis.
        SETE pastéis! Oigaletê, louco!
        Mas o espanto ficou para o depois, ou melhor para o pedido final, depois de ter ingerido os tais SETE pastéis...
        Diga-se de passagem, o que ocasionou uma perplexidade bem maior e gargalhadas muitas dos presentes... depois...
- Fulano! Me dá uma Coca Diet!!
 Ãh? Coca-Cola ZERO?
Convenhamos, depois de SETE pastéis...???