MISCELÂNEA
Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar. Francis Bacon – filósofo inglês
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
CADUM, CADUM...
Beto Carretta
- Mas então, amigo Pilhério, como estás? E as festas de fim-de ano, tudo numa boa?
- Bah, Carretta véio, tudo as mil maravilhas, pois que tu sabes, tendo saúde, o resto a gente corre atrás.
- Sim, com certeza, esta é uma grande verdade...saúde é tudo nesta vida, amigo Pilhério.
- E, Carretta véio, a gente tendo saúde, tudo nesta vida passa a ser mais fácil, mais agradável, mais divertido, que, até lamber uma “tirinha de alumínio”, daquelas que fecham um iogurte, quando se abre o potinho, é ótimo.
Que beleza as pessoas aproveitarem as coisas simples da vida...você está nessa?
- Então, amigo Pilhério, tu és um daqueles, divertidos, que abre um potinho de iogurte e te atraca dando uma lambida na tampa?
- Mas bah, Carretta véio, é claro que sim.
- Eu não dou bola para aquelas pessoas que dizem que isso é errado, que não é educado, que não é isso ou aquilo...
- Carretta véio, cada um tem as suas atitudes, suas preferências, suas manias e, lamber uma tampa de iogurte é uma dessas...eu não deixo de aproveitar...
- Afinal de contas, quem pagou fui eu, o dinheiro é meu, trabalhei para isso honestamente, então, faço o que quiser...vai dizer que não? O que alguém tem a ver com isso?
- Absolutamente, amigo Pilhério, pois que cada um faz aquilo que quiser, desde que respeite sempre o “quadrado” dos outros...cada um no seu espaço, sem invadir o do próximo.É preciso entender muito bem esta premissa.
Estamos vivendo muito isso, ou seja, não a lambida na tampa do pote do iogurte, mas a invasão da privacidade das pessoas e, sabe-se muito bem que as redes sociais são as principais rotas para as desavenças.
Precisamos no moldar a certos princípios, centenários é bem verdade, e este que foi citado é um deles, ou seja, o respeito às delimitações da liberdade das pessoas. Comecemos por aí.
- Carretta véio, dia desses falei de um outro hábito que as pessoas mais antigas faziam e, tinham lá as suas razões, mas que, hoje, se citarmos aqui, haverão inúmeras críticas...era aquela de juntar pedaços de sabonete que sobravam e, ao amassá-los bem amassadinhos, lá se formava outro sabonete e, de diversos perfumes.
- E a erva que sobrava nas cuias, que não estava molhada...pimba para a geladeira para outro chimarrão...ou, secar a erva para o outro dia...
- Um pouco de água no tubo de xampu, para misturar com o resto que ficou e, já dá uma outra lavada de cabelo...
- Arroz, arroz carreteiro, bolinho de arroz...bife, guisado, almôndega, croquete...
- Pois é, amigo Pilhério, ninguém tem nada a ver com que as pessoas fazem ou deixam de fazer, dentro do conceito de respeitar a liberdade do próximo, é bem verdade.
- Cada um, cada um, com suas manias, jeitos, ações...e, já que estamos no início do ano, amigo Pilhério, nada demais incluir este preceito no dia-a-dia, por menos desavenças e mais paz neste mundo.
- Isto aí, Carretta véio, respeitar... CADUM, CADUM...
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