sexta-feira, 3 de julho de 2026

 



PARA O MUNDO SABER... ESTÁ 

 OFF!

 

Beto Carretta

 

 

Vocês conhecem o sentido deste título?

Deixemos para depois.

O que estou aqui, hoje, tentando refletir com vocês, é o problema da educação no Brasil.

Totalmente sucateada.

Recentemente e, infelizmente, não fiquei com o site da informação... tinha lá a afirmação de que, na surdina, estão modificando totalmente o currículo da educação brasileira, para moldar ao estilo do que hoje se vive neste país.

Não é preciso desenhar, não é mesmo?

Um total absurdo.

Aliás, o desempenho do nosso país nas regulações em relação a educação, está abaixo da média global.

Ninguém, até hoje, no que tange ao currículo escolar, conseguiu me convencer de que, ao que eu vivi, não tem e nunca terá nada parecido.

O melhor, o mais autêntico, o ideal, e, que, nos trouxe até aqui, fundamentado em valores de vida, ou seja, a educação propriamente dita, o conhecimento, a sapiência para a caminhada que trilhamos, com honestidade, responsabilidade e sentido pátrio.

Química, Biologia, Matemática (até hoje sabemos de cor e salteado que 2 + 2 = 4, coisa que agora, nem todos os alunos conseguem chegar ao resultado...duvidam?), Geografia, História, Inglês, Francês, Física, Português, ah! o Português...

Posso afirmar que este currículo cumpria sensacionalmente o seu intuito, porque aconteceu (graças a Deus) comigo, sendo que fiz vestibular sem fazer cursinho e fui aprovado.

E, quem oportunizou tudo isso? Os extraordinários professore(as) e o currículo escolar das décadas de 60 e 70.

Que tempo maravilhoso foi aquele.

O ano letivo tinha 9 meses, sim, nove meses, ou seja, de março a dezembro, com férias em julho, ...não tinha nenhum arreglo.

Mínimo nota 7 para passar por média, senão, exame e, se não fosse aprovado nos exames de primeira época, sem sombra de dúvidas ia para a segunda época e, se porventura também não passasse, estava rodado de ano.

Hoje, as coisas estão totalmente diferentes...dizem por aí que o aluno pode ficar sem aprovação em até 5 matérias...que ficariam pendentes para o próximo ano...

Outro absurdo.

E, vejam bem, o que também precisa ser aqui ressaltado é o ensino público, que não remunera os professores(as) devidamente, todavia, para os políticos, as extensas e impróprias mordomias... para as escolas, no que tange as suas estruturas, nada, absolutamente nada.

Um verdadeiro terror na educação brasileira.

Prédios com goteiras (muitas cidades nordestinas, nem prédios escolares possuem, onde os alunos têm aulas embaixo das árvores e, o banheiro - a famosa casinha-  é no mato... cadeiras e carteiras deterioradas, pisos detonados, e, pasmem...existem pessoas em cargos públicos que desviam ou roubam as merendas escolares, sim, roubam...está dito pela imprensa nacional...deixando os alunos da escola pública com mais fome ainda...

O que também é preocupante: as famílias estão “lavando as suas mãos” e, entregando a educação de seus filhos(as), para os professores(as), quando deveria ser o contrário, ou seja, a educação é responsabilidade das famílias e, o conhecimento sim, tarefa dos professores(as).

Hoje, por razões indesculpáveis da própria família, alunos estão agredindo professores e, até, levando muitos, as piores consequências.

Isto é educação? Mas, é no Brasil...

Para o mundo saber, a educação tupiniquim está “OFF”!

Infelizmente.

-:-

E.T. - ...teríamos mais, muito mais a dizer...

-:-

PAPO-RETO

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hcarretta.bolgspot.com

quarta-feira, 1 de julho de 2026

 



QUE CADA DIA VOCÊ VIVA SUA VITÓRIA, NO SEU TEMPO

Beto Carretta

Falei com ele, um grande amigo.
Quase que também deixei partir o meu ânimo, as minhas forças, na profusão de intensas lutas e na aluvião de suas dores.
Não é mole não...
Ser confidente, detentor de tanta confiança e refúgio, nos e pelos, maremotos da vida de um fraterno confrade.
E, assim, começamos e nos tornamos aptos a acudir tantos desalentos, quando entendemos que, nessa caminhada é o “meu” pé que dói, no sapato apertado dos meus dias.
Sim, meu querido amigo, está doendo e estás quieto, porque também tenho essa concepção de que nem toda a dor precisa ser gritada, pois que muitas, podem ser seguradas firmes no seu peito, ao que é necessário respirares fundo e, carrega-las em silêncio.
Eu estou aqui!
Deus sabe muito bem o peso dos teus fardos, todavia, também sabe, e muito bem, das tuas forças e, aonde elas podem chegar.
Não tenhas medo.
Pois é, quem sou eu para te dizer que não tenhas medo...medo, raiva, indignação, dor e tristezas...também são temores por não se saber onde tudo isso vai chegar.
É tanto tempo em lutas, grandes e feias, no intuito da sobrevivência, que, “mi hermano”, sei que esquecestes de como é viver dias leves, alegres e soltos...eu sei...
A paz também vai embora, é verdade, mas, ela faz parte da vida e, mesmo que digas que isso não a sente mais, é imprescindível, substancial, buscá-la, para conquistar o teu aconchego.
As dores que carregas, tantas inseguranças em não ter o amanhã, porque a vida lhe bate com muita força, e, ainda mais, pelas vezes que quase caístes, por diversas vezes quase fraquejastes, tenha fé.
Busque lá dentro do teu coração e da tua alma, busque, resgate, faça emergir a esperança de novos e ensolarados dias.
Sim, eu sei, não é nada fácil, mas, tente e, tente outra vez, pois que um dia, tudo isso poderá acabar, ao, ponto de esqueceres todo o mal que estes nefastos dias te causaram.
Ah, sim! Não, nunca e jamais pense que isso possa acabar de vez e, para sempre...a caminhada.
As dores mudam o ritmo da vida, mas não definem o valor de quem as vive!
Um abraço, um sorriso, um novo amanhecer, ensolarado e lindo...
Muchas gracias...este personaje soy yo!
-:-
MISCELÂNEA
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quarta-feira, 24 de junho de 2026


 

O BRASIL NÃO TEM POVO...

 

                                                                                       Beto Carretta

 

         Esta frase, ou esta filosofia, ou este adágio, como queiram, nos dá a real dimensão do país em que vivemos.

         E, não é injusto não!

         Sabem o por quê?

         Porque somos um povo plácido (está lá, em nosso Hino Nacional), brando, totalmente sossegado (carnaval, samba e futebol), que nunca e jamais pensa em algum dia, mudar tudo isso que se passa diante dos seus olhos, aliás, também dos meus.

“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta, público assiste de camarote.

Lima Barreto, início do século XX

         E, de lá para cá, nada, absolutamente nada mudou, a não ser um tsunami chamado corrupção, ladroíces escandalosas, enriquecimentos ilícitos, falcatruas,  tudo diante dos nossos olhos...e o que fizemos, ou tentamos fazer?

         Patavinas!

         Se dispusermos nossa vã filosofia a pensar no dito de Lima Barreto, vamos chegar à conclusão de que, a mais de cem anos, tais palavras ecoam como uma grande denúncia.

         Quantos de nós (todavia, e é bom lembrar-vos, no ano de 2016, eu tentei...simplesmente não quiseram...) decidiram ser agentes de transformação neste país?

         Sim, falo de política, falo, dentro da responsabilidade, da honestidade...

 Falo da probidade, da rectidão, da honradez, respeitabilidade e integridade, no rumo de transformar este Brasil em um país de alicerces sólidos, de princípios embasados na moral, no pudor, na decência, donde deve refletir um comportamento justo, perfeito, íntegro...

“...Sirvam nossas façanhas, de modelo à toda Terra...!”

Ou será que a boa cadeira macia e confortável, na plateia, somente observando a todas essas mazelas brasileiras que implodem a economia, a segurança, a saúde, a educação tupiniquim e, tantos outros seguimentos, é a melhor coisa a fazer?

Você pressupõe de que não temos nada a ver com isso, de que não estamos implicados neste caos, neste turbilhão de escândalos (INSS, Master...), de corrupção, de leis aprovadas na calada da noite, da ditadura judiciária, etc. e tal...como vamos ainda deixar que o corpo político deste nosso Brasil possua as rédeas e, nada fazermos?

Em que prateleira das suas aspirações por um Brasil melhor, está a sua indignação?

Estamos, definitivamente vivendo como em novelas da televisão brasileira, ou seja, nossa realidade está sendo tratada como ficção, pois que, logo após o epílogo do folhetim, vem o esquecimento, a cortina de fumaça, quando nossos direitos estão sendo amarfanhados, nossa vida precarizada, nossas oportunidades destruídas...

Estamos sendo, nada mais e nada menos do que apenas e tão somente, espectadores, quando a realidade se impõe de que somos, decididamente, os personagens afetados pela trama.

Ah, sim, assistir é muito mais exequível, tranquilo, confortável do que atuar, agir, labutar.

Afinal de contas, onde foi parar nossa consciência crítica, nossa disposição para o embate, nossa braveza?

Estamos fragmentados em ações estéreis, em extremismos inócuos, enquanto nossos inimigos estão blindados em seus bastidores, arregimentados em armas e canhões ao longo de todos esses anos, pela impunidade e corrupção.

Pela nossa acinesia, infelizmente.

Até quando seremos público de auditório?

-:-

CISMAS

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