NÃO É SOBRE JOVENS, É SOBRE ABSURDOS
Beto Carretta
Existem tantos absurdos neste país que, é mais em conta conversarmos dos mais atuais, pois que, todas as pessoas que se inteiram de nossa putrefacta política, com todas a certeza sabem que nossa Carta Magna está totalmente defasada.
Partindo deste relapso do Congresso Nacional, onde já de muito tempo seria de bom alvitre e responsabilidade a reforma política neste país, dando ênfase ao legislativo e judiciário, adaptando-os a realidade posta aos tupiniquins, a quem interessa.
Num primeiro instante, vamos ao tamanho absurdo das retenções carcerárias acontecidas nos fatos de oito de janeiro de 2023, onde deveriam sim, quem fez a invasão e as depredações ao patrimônio público, pagar as consequências, mas não as pessoas que lá nada fizeram.
Estavam em frente a um órgão de proteção nacional, pessoas de meia idade, idosos, idosas, com comorbidades, homens e mulheres que apenas participaram de uma manifestação, acampados e não em invasões e depredações, todavia, foram presos.
Aliás, até hoje, sendo que se soube de algumas mortes no cárcere por falta de remédios, por falta de atendimento, por falta de princípios humanos, por falta de sensibilidade e, com uma intensidade de vingança incomensurável.
O judiciário.
Este mesmo judiciário que, uma senhora com dois filhos menores necessitando sua presença diária, nesta mesma ocasião, foi presa por mais de dois anos, por apenas pintar com batom a estátua solitária da justiça.
O batom era a arma da “revolução” que o judiciário criminalizou?
Aliás, solitária a estátua, pois que não quer nem ser próxima de quem habita aquela alcaçaria, donde faisão, caviar, salmão, regados a vinhos e uísques importados ressoam em seus nauseabundos corredores, com interpretações das leis ao bel prazer dos julgadores.
E, aí estão as eleições. Mais um absurdo, ao entendimento deste escriba, pois que não são os jovens os réus, mas a lei que permite aos dezesseis anos dar a eles a aptidão ao voto, contudo, a emancipação de sua idade para a responsabilização de seus atos, na sociedade, tal como as infrações criminais, não se enquadra.
Como assim? Pois é, dois pesos e duas medidas.
Votar pode, pois a lei dá a eles esse direito, no entanto, nega à sociedade, a reprimenda da justiça aos seus atos ilícitos.
Vai entender tais absurdos...
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PAPO-RETO
hcarretta.blogspot.com
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