quinta-feira, 19 de março de 2026


 


O OCASO DOS DESAFIOS

 

                                                            Beto Carretta


Às vezes, o homem, por uma vontade indomável de aventurar-se no desconhecido, cria em sua volta momentos intermináveis de angústia.

A angústia de criar, de entregar, de se fazer ler e de satisfazer, leva-o ao “brainstorming”, ou seja, uma confusão ordenada de pensamentos, tornando-o absorto, silencioso e sozinho.

São momentos de necessidade incontrolável que surgem de dentro para fora, a necessidade de gerar, de compor, de externar e, os desafios começam a tomar forma.

O próximo passo, posterior a idealização, a criação e o aceite, vem a adotação com sentimento paternalista, como a geração de um mundo totalmente novo que ali está, a existir.

Todos nós sabemos que existe, é palpável, real e perpetuado com manchas de tinta, no papel.

Um rebento.

São instintos do homem animal na preservação da sua identidade, como o surgimento de grandes criações: a lâmpada, o telefone, o avião, os computadores e suas variações, como as teorias inatacáveis, até os dias de hoje.

Nenhum prazer é superior ao do espírito.

Inegável os momentos da necessidade destes grandes criadores, os quais foram indiferentes aos mais absurdos comentários, levando em frente um projeto no qual acreditavam.

Foram momentos de enfrentar o desconhecido, momentos de enfrentar as incertezas, momentos de enfrentar os desafios, com a cara e a coragem que lhes é peculiar.

Assim é que compartimos.

Persistentes, criativos, inventores.

Hoje, muita coisa mudou...ler é quase uma perda de tempo, onde os escritores, poetas, cronistas, estão sendo jogados ao ostracismo, infelizmente.

O mundo tem pressa...ora parar para ler... é perda de tempo e dinheiro...

A beleza da arte, se eles não sabem, nascem do atrevimento de criar, a coragem e ousadia de ser levado em suas palavras, ao crivo de nomes pretensos como Epicuro de Samos, Heráclito ou Sêneca...

Se não houvesse tristeza, não haveria a arte.

Apenas existem os que ignoram à vontade, o desejo, a necessidade dentro dos artistas de externarem seus sentimentos: o escritor tem seu desejo mágico, ou seja, de fazer soar de novo, a melodia esquecida.

Por isso, surgimos de vontades, desejos, curiosidade e, da necessidade de um grande desafio, ou seja, levar a toda uma comunidade palavras nascidas de um grande propósito: escrever, no sentido de operar ressurreições.

Surgimos de uma imensa vontade de permanecer, mas o tempo, ah! o tempo, nos dá hoje a certeza de que passou...

Foi assim que iniciamos nossa caminhada, há exatos 35 anos, quando grafamos a primeira coluna no Jornal 19 de Julho que acabava de nascer, trazendo para a comunidade encruzilhadense, mais uma opção como fonte de entretenimento e cultura.

Tive o privilégio de estar em sua primeira edição e, depois destes trinta e cinco anos de convivência semanal, só uma coisa existe para ser dita: foi imensamente gratificante estar na companhia de todos os (as) leitores (as) deste semanário, e, não poderia ser diferente, agradecer-lhes profundamente pelas palavras carregadas de carinho e de elogios com que nos receberam a cada edição, impelindo-nos, instigando-nos, suscitando-nos a darmos continuidade nesta relação, com a verdade e a responsabilidade que o jornalismo requer.  

Sentimo-nos honrados e jubilosos em fazer parte desta história.

A imensa vontade de criar nos trouxe a fé de que o projeto era vencedor, nos deu a esperança de que lograríamos êxito, e, sem sombra de dúvidas o Jornal 19 de julho, o mais lido, o mais comentado, foi para mim, mais que uma realidade, uma façanha de um sonho convertido em vitória.

Do Guido, a criação, o desafio e a ideia posta em prática.

Do Pedro Paulo e da Cristina, a coragem, a persistência e a criatividade, o sonho de ontem, que permaneceu.

Nossa estimada redatora-chefe, Juliana, a garra, a vontade, a coragem de prosseguir neste intrépido caminho.

 Dos leitores e leitoras, o mérito da conquista deste grande sucesso.

É extremamente ditoso ter pertencido a este grupo

que aceitou os reptos, e, com toda a certeza, suplantou-os com garra, dedicação e galhardia.

35 anos – é uma vida.

A alma anda para trás, navega ao sabor do suave sopro da saudade.

Ficam as lágrimas do ocaso...

Obrigado, família JORNAL 19 DE JULHO!!!!

“Toda a saudade é uma espécie de velhice.

É por isso que os olhos dos velhos vão se enchendo de ausências.”

Rubem Alves

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Esta crônica contém informação e opinião.

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terça-feira, 17 de março de 2026

                                                           


                                         CUMULUS NIMBUS

 

                                                                  Beto Carretta

...é preciso...

Cumulonimbus (ou Cumulus Nimbus) são nuvens densas e de grande desenvolvimento vertical, conhecidas como "reis das nuvens", que causam temporais severos. Formadas por forte convecção de ar, atingem até 20 km de altitude com topos em forma de bigorna, provocando chuvas fortes, granizo, raios e ventos fortes.” - Google

Sim, é preciso de que aprofundemos nossos conhecimentos, para que possamos nos defender não só das intempéries mas, de tantas e tantas outras calamidades que acontecem em nosso país.

Por isso que é necessário inflar nossos conhecimentos, tal qual um adágio que diz mais ou menos assim: é fundamental eu aprender a  conhecer a vida, para que outras pessoas não tentem me ensinar a viver.

Praticamente em todas as regiões brasileiras, estamos convivendo com as adversidades do clima, e, outras tantas “coisitas”...

Cumulus e Nimbus.

Vejam tudo o que estas nuvens, e outros tantos percalços nesta nação, podem ocasionar, dando-nos a total insegurança sobre o nosso patrimônio, tanto particular como público, que, consequentemente, traz enormes prejuízos às nossas vidas.

Juntemos a isso as regras de conduta, principalmente no âmbito do espírito humano, a moralidade.

Não só casas alagadas, destelhadas, abandonadas, ruas enlameadas, encostas desmoronadas, alimentação precária, ajuda humanitária, escassez, inflação, depredação pelo roubo, pela falta de respeito, consideração... Operação Zelotes, Correios, Mensalão, Petrolão, INSS, Master, os poderes fúteis, efêmeros, submissos e tudo aquilo que é prometido e não chega...

...não excetuamos aqui a “presunção da inculpabilidade”, por certo e devido.

Ah! Cumulus e Nimbus...

Compreendamos...

Empíricamente, no que tange ao absoluto e real - quem ocasiona a balbúrdia, a insegurança, a desorganização, a prevaricação, o pandemônio financeiro, a incoerência na ordem e na justiça...

...o que é tirado, o que é penalizado, o que é roubado e não é dado...a inexistência e total abandono dos preceitos e obrigatoriedades da Carta Magna...

...não é só o temporal, a tempestade, as nuvens Cumulus e Nimbus, que trazem esses danos, mas, também...a subversão, a depreciação, o aviltamento dos bons comportamentos, se é que ainda existem...

Experenciadamente, “cumulus e nimbus”, pelo resultado da prática e da observação, não da teoria,  tem a similitude do país dos tupiniquins, lamentavelmente.

-:-

MISCELÂNEA

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quarta-feira, 11 de março de 2026

                 


               

                                       UM PARADOXO

Beto Carretta
TEMOS QUE APRENDER A VIVER, NOVAMENTE.
UNS FALAM QUE É ASSIM...OUTROS FALAM QUE É ASSADO...
VAI SABER...
EXISTE NO MEIO DO CAMINHO, ESTRONDOSAMENTE, UM DIAGNÓSTICO...
É PRECISO RUMINÁ-LO, DEPOIS, É PRECISO LEVANTAR-SE.
E DE ONDE AS FORÇAS?
VAMOS LÁ, ENTÃO, ENFRENTÁ-LO.
PARA UNS, FORÇA, FÉ, FOCO, PARA OUTROS CORAGEM, PENSAMENTO POSITIVO, TUDO VAI DAR CERTO...
O TEMPO ENFRAQUECE A ALMA, O CORPO, O ÂNIMO...A FÉ, E, ARRUINA A CORAGEM.
TEM QUE SE TER DETERMINAÇÃO, INTREPIDEZ, NO ENTANTO AS CONSEQUÊNCIAS TRAZEM DESALENTOS E, DESCOLORE A VIDA.
VAMOS LÁ, VIVA O DIA DE HOJE, POIS QUE O ONTEM NÃO MAIS TE PERTENCE E, O FUTURO, O FUTURO É UM ENIGMA, UM MISTÉRIO.
O ONTEM, PASSOU, MAS E O AMANHÃ, É QUANDO?
AH! MAS TENS O HOJE.
ÂNIMO!?...UM HOJE SEM VONTADE, SEM CORES, NUBLADO E SEM PERSPECTIVAS.
CORAGEM?
SIM, CORAGEM FAZ PARTE DE TODO O PROCESSO ATÉ ENTÃO, TODAVIA, TODO ESTE SENTIMENTO E SEM RESULTADOS.
CONFUNDEM-SE OS DIAS.
UM DIA ANIMADO, TRISTE E FELIZ.
EIS O PARADOXO DE UM RECONHECIMENTO, DA IDENTIFICAÇÃO CLARA, SUCINTA, DOS DIAS CINZAS, MAS PRECISAM TER POSITIVIDADE.
OS IMPOSSÍVEIS DIAS NORMAIS, DENTRO DAS VERDADES, DA FÉ, CORAGEM E FOCO.
"Adelante, que la vida sigue"
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MISCELÂNEA
Este “exposto calado” (senão, não seria um paradoxo), contém informação e opinião.
Direitos Reservados na Lei 9610/98.