quarta-feira, 30 de setembro de 2026


 O QUE VAI, VOLTA...

                                                                                        Beto Carretta

 

Não tem, é bem verdade, nada que possa consolar a perda de um ente querido.

Sabe-se que a vida é assim mesmo, pois que a morte é a maior verdade do que se possa ter, e, não me venham com filosofias baratas na construção das suas argumentações, porque não vai rolar.

A partir do momento que você entende que a cada dia que passa, é mais um passo para a sua finitude, você vai perceber que não há nada para comemorar, naturalmente se você gosta da vida.

Da sua vida.

Mas, é claro que, existem vários, inúmeros bons momentos em nossas existências, que é salutar e recomendável a festividade.

A vida não é só espinhos.

Contudo, os passos, em todos os momentos da nossa existência, trilham caminhos que certamente terá em seu destino, a eternidade.

Não há como olvidar, e, sempre existe um porém...porém, é preciso que este ensinamento, que existe e é evidente, não participe de todos os seus instantes de sua personificação “vitae”.

Caso contrário, como um colega meu sempre dizia: você terá incontáveis “dias de depressão”.

E,em todos os momentos, instantes destes dias em que relembramos dos momentos de grandes desequilíbrios, principalmente quando o assunto trata-se de saúde, não falta nunca o amarfanhado dito: tu tens que viver um dia após o outro...um dia de cada vez...tenha forças, tenha fé!

Quem isto entoa, tenho a certeza disso, não conhece, não sabe e, provavelmente nunca vão conhecer a cor dos dias das pessoas que carregam,  o padecimento das dores de uma moléstia, incurável.

Os passos, os dias, claro que mais apressadamente do que o normal, correm para o que se parece finito.

Quando? As forças sublimes, que ultrapassam o comum, o que transcende aos nossos conhecimentos e razão, possuem esta resposta.

Quando um diagnóstico malfadado, desditoso se lhe apresenta, ali num consultório, à frente de um médico, quando o mundo desaba, escurece, e o desejo é, naquele desventurado momento, ser Tom Hanks, em Forrest Gump...

Tenha força, tenha fé, viva um dia após o outro...de que modo, de que jeito...!?

E, no seio das famílias, a extinção da matéria, a cessação completa da vida chega, e, também àqueles que ali atrás, lhes diziam: viva um dia após o outro...um passo de cada vez...TENHA FORÇA...TENHA FÉ!

Ao ouvirem o mesmo amolgado exposto, então, o retorno é surpreendente:

- Que passo de cada vez? Que dia após o outro?

- Força da onde? Fé, que fé?

O melhor lenitivo é: O TEMPO!

-:-

ECOS

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 


QUEREM SALVAR O MUNDO, MAS...

 

                                                                                  Beto Carretta

 

         Que coisa engraçada tudo isso...querem salvar o mundo, querem salvar o Brasil, Estado e municípios, todavia, nada fazem a não ser jogar palavras fora.

         Contudo, as palavras fora, muita das vezes, encontram guarida no peito, alma e coração de muitos néscios, os quais, acreditam até na historinha do Lobo Mau.

         Outro momento, tais imbecis proferem zombarias às crianças, as quais, nas suas inocências, acreditam em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

         Mas, e eles, os tontos, os idiotas, os palermas, que acreditam nos políticos brasileiros?

         Pense, mas pense bem: em quem você votou nas eleições passadas e o que o seu político de estimação fez, de concreto, e, que estava em seu plano de ação, nas suas promessas eleitoreiras, até hoje?

         E aí, o que ele fez?

         Dias desses, em entrevistas com alguns candidatos ao cargo máximo da Nação, lá eles disseram que se eleitos fossem, um prometeu casa, carro e uma viagem ao exterior, para cada brasileiro, por ano; outro aumentar o salário mínimo para 8 mil reais; outro erradicar a fome neste país, mesmo que já tenha governado este mesmo país por mais de 18 anos, com os seus comparsas, ou melhor, com os seus 40 ladrões; outro, substituir a mão-de-obra pela IA...e, assim por diante...

         Depois, são as crianças que acreditam em contos da carochinha...

         Fácil, muito fácil estar com um microfone na mão e ideias estapafúrdias na mente, para atirar aos tolos, quando, na verdade, nem passa pela intenção deles, realizar 0,001% daquilo que estão a dizer.

“É terrível viver em uma época em que idiotas governam cegos”

William Shakespeare

         Não acreditam, não creem, todavia votam e votam errado, bem como disse certa feita e, foi intensamente criticado, nosso Rei Pelé: os brasileiros não sabem votar!

         O que é uma imensa verdade, pois caem nas mentiras, nas balelas, nos engodos, já de muito tempo, de políticos mal intencionados que, já nem mais encobrem, dissimulam, escondem as suas peripécias desonradas, suas falcatruas, suas corrupções, porque possuem uma clientela que lhes carregam aos cargos eletivos sem maiores transtornos.

         Onde estão os debates e soluções para o fortalecimento da nossa economia, a ampliação do poder de compras dos tupiniquins, a industrialização do nosso país, a redução da dívida pública, o superávit comercial, a geração de mais empregos, a redução dos impostos, a modernização efetiva da nossa educação...onde?

         Lamentável.

         “Querem salvar o mundo, querem salvar o Brasil, Estados e municípios, mas, estes mesmos espertalhões, trapaceiros, velhacos, nunca tentaram, algum dia, salvar as suas próprias mães de uma pia cheia de louças sujas.

         Fácil é “jogar” soluções exaltando os seus heroísmos, em coisas grandes, porque sabem que nunca vão precisar fazê-las!

-:-

CISMAS

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domingo, 6 de setembro de 2026

 


A IMBECILIDADE EMPACOTADA

 

                                                             Beto Carretta

 

         Estamos as vésperas de mais uma eleição neste país.

         Aliás, um país desmontado, totalmente despedaçado, caído do abismo das irregularidades, das corrupções, das hipocrisias, do inacreditável, onde o que menos se espera, pois é justamente o que acontece.

         Sim, o país é este, o país é o Brasil, infelizmente.

         Nada aqui pode-se dizer que é verdadeiro.

         Vivemos numa incomensurável mentira, sempre, todos os dias, pois quem deveria dar rumo aos bons destinos desta nação, endereçam o leme para as tempestades escuras e revoltas, nos mares das transgressões, das contravenções, do delito.

         Somos embalados por uma associação, não tão secreta assim, de malfeitores, aos moldes do século XIX, como na Sicília, se podem lembrar.

         Está aí, agora, em mãos de quem caberia o julgamento justo, decente, idôneo, as malignidades explícitas nas investigações dos corredores judiciais.

         Bate à nossa porta, novamente, a oportunidade de mudanças radicais e benfeitoras, todavia, é preciso apuradamente, ter a sensibilidade de separar o joio do trigo.

         Mas, esquecem. Nosso povo não tem memória.

         Na oportunidade, em dezoito anos de erradicaram a fome, como prometeram, não extinguiram...

         Não, nossas eleições não é uma festa democrática quanto dizem por aí.

         É uma grande balela.

         Se algum dia foi, hoje, com toda a certeza é uma seara de mentiras e falácias, pelo o que os pretensos a cargos muito bem remunerados proferem, pelo o que tingem os papéis com seus projetos, suas ideias, pelo que falam e prometem...palavras jogadas à arena, como gladiadores eram jogados aos leões.

         Como pão aos famintos lobos...a lama aos porcos.

         Presumem, com toda a certeza, a imbecilidade empacotada.

         Este país não é sério e, não é mesmo...atribuem este dito a Charles de Gaulle, todavia, a frase foi cunhada pelo diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, que era embaixador do Brasil em Paris, no ano de 1962.

         Este país, sim o nosso despossuído país, é uma grande piada, um enorme deserto de honestidade, de boas intenções, de ordem e de progresso, donde a imbecilidade empacotada, cada vez mais, se adianta e, leva aos destinos deste navio, mãos totalmente desvirtuadas de sentimento probo, honrado, honesto, aos seus desígnios.

         Veem sim, o enriquecimento complacente, desfrutável, apetitoso, nas ilicitudes de que praticam, mas que os protagonistas da vontade popular, como a oportunidade de eleger, esquecem, se enrolam e caem nas palavras brandas, mas tóxicas, nefastas, infestas das mentiras, das ilusões de uma vida próspera e alvissareira.

         De um futuro resplandecente.

         Promessas, nada mais do que promessas que nunca, em recanto algum deste desventurado país, vão se realizar!

         Deixem de ser ridículos, hipócritas, parvos, estultos...

         Ora festa democrática...tudo isso e todos esses consideram, isto sim, um povo e as suas imbecilidades empacotadas...em seus oásis fiscais, ora bolas.

-:-

 

PAPO-RETO

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