domingo, 18 de outubro de 2026

 


“ Do a hard reset!”

 

                                                                                     Beto Carretta

 

         Meu Senhor, que pandemia!

         Cruz, credo!

         Valei-me Meu Deus!

         Chatices, aborrecimentos, importunações, ignorâncias, violências, agastamento, enfado...e, a dita e tão execrável, asquerosa, repugnante, hedionda, desprezível e nauseabunda polarização política, neste pilhado, rapinado, saqueado, subtraído país.

         Eleições, ah!, as eleições...

         Deixou, já há muito tempo de ser o tal do “exercício da democracia”, a “festa democrática”, o “ato de direito civil obrigatório”, vez que os mesmos políticos se encarregaram de transformar as famigeradas “urnas eletrônicas”, num exercício abominável.

         Vejam que milhares de brasileiros deixaram de ir às urnas, e por quê?

         Porque não aguentam mais tanta desfaçatez dessa classe, porque não toleram mais tanta roubalheira nos cofres públicos, porque não suportam mais a quantidade de impostos para as pessoas físicas e jurídicas, pela corrupção, pela sem-vergonhice, pela cretinice de mentirem descaradamente, despudoradamente nesta época, ou seja, tempo das eleições...e, depois, o “dolce far niente”.

         A grande verdade é que a propaganda política deveria ser, terminantemente proibida, pois ali mora a mentira, o engodo, as promessas vazias e inexequíveis, o papo furado, ali pintam este país vilipendiado de o “país das maravilhas”...

         Ora, por favor, deixem de ser idiotas, imbecis...

         Pregam a moral que não as têm, valorizam muito mais as aparências porque caráter não os têm, como também tentam  ludibriar os honestos, porque honra não as têm.

         Viver neste período de eleições, no ano dos embustes, das falsidades, na época das mentiras, das ilusões, das promessas fúteis, da insaciabilidade de poder e riqueza, já não se suporta mais.

         Principalmente porque e além de tudo o que já foi citado, sabe-se de antemão que, o desejo de todos eles (naturalmente e, como sempre digo: toda a regra possui exceções...), o que visam é a moeda sonante em suas já abarrotadas contas nos bancos dos paraísos fiscais.

         Votar no Brasil passou a ser um suplício, uma verdadeira tarefa repugnante e, que, se possível fosse, tenho a certeza absoluta de que a abstenção passaria, tranquilamente, dos 21,8% (33,4 milhões de eleitores), que deixaram de votar neste primeiro turno de 2026.

         Do jeito que deixaram a democracia se transfigurar para extremamente incômoda, insensata e inconveniente neste país, ninguém mais têm a apetência de exercer o seu direito ao voto.

         Quando possível é, quer estar longe, muito longe das urnas eletrônicas e, estão com a mais pura e incontestável razão, pois que, ninguém tem a coragem de a isto, contradizer, caso contrário, residem a léguas da sensatez, da probidade, da honradez...quando os tolos são mais devassos, canalhas, do que os sábios...

         Tudo neste Brasil, corrompido, vilipendiado, aviltado nesses mais de 20 anos da tal democracia, e, principalmente em ano das eleições, é para não se ler e nem se ouvir, é para se ausentar, abandonar, se distanciar e, a solução está na devolução do país aos índios, ou, às portas dos aeroportos internacionais...

         Diriam os gringos: “Do a hard reset!”

-:-

 

CARA-A-CARA

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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 


A VERGONHA DO 7 DE SETEMBRO

 

                                                                                     Beto Carretta

 

 

         ...as ruas eram cheias de pessoas, velhos, jovens, crianças, de estudantes, de povo verde-amarelo, de bandeiras, de bandas, de fanfarras, de música, de hinos, de respeito, de honestidade, de probidade, de democracia, de brasilidade espontânea e, liberta da contaminação imoral que hoje emana dos corredores fétidos palacianos...

         Ah! Como era lindo o Dia 7 de Setembro!

         Este 7 de Setembro quem viu e viveu, foi como se fosse um quadro de pintura, tal qual foi pintado “O Grito da Independência”, por Pedro Américo de Figueiredo e Mello, hoje exposto no Salão Nobre do Museu Paulista (Museu do Ipiranga)...lindo!

         Hoje, o que se tem é uma fotografia em preto e branco, totalmente desfocada, feia, triste, configurando plenamente o abismo que o “estado brasileiro” construiu nesses anos, afastando-se totalmente de um povo, já sofrido e penalizado por tantas desmesuras governamentais.

         Os fétidos corredores palacianos...

         Onde se abriga a corrupção, a desonra, os delitos de posses indevidas, o desperdício inaceitável da riqueza tupiniquim, a indiferença, o profissionalismo político, a incompetência perdulária administrativa, enfim, a decadência, o crepúsculo, o descrédito de uma governança extremamente egoísta e interesseira aos seus projetos pessoais.

         Um governo que não deveria existir, aliás, não existe para o seu povo, a não ser àqueles que estão subjugados pelas esmolas sociais.

         O 7 de Setembro naufragou, soçobrou pelas mãos daqueles que, deliberadamente, não possuem nenhum respeito pelos símbolos nacionais, ao contrário, adotam outros, copiados de países que possuem muros, para aprisionar os seus cidadãos.

         O 7 de Setembro das antigas, nas ruas, nos gramados, nas janelas das casas, nas praças, ainda ontem dava-se o valor devido as nossas insígnias nacionais, ao contrário do que aí está, onde se vê apenas um punhado de gente “encabrestados” pelos empregos sociais, do toma lá, dá cá.

         Uma total imoralidade.

         O 7 de Setembro...ao invés de manifestações de louvor pelas administrações probas, eficientes, progressistas, viu-se na mídia nacional faixas marqueteiras extravasando, errônea e politicamente, bravatas sobre a soberania nacional.

         Como afirmou o competente jornalista, Alexandre Garcia, em uma das suas maravilhosas crônicas: “O povo brasileiro perdeu a soberania”.

         Porque nada mais decide coisa alguma, lhe é imposto.

         O autoritarismo, a ditadura disfarçada, a manipulação contaminada, diluída, misturada com a corrupção, com o enriquecimento ilícito, com as mordomias de um reino privado, pessoal, invulgar, cada vez mais desmerecem o 7 de Setembro.

         A palavra liberdade encontra-se “sub judice”.

         O Estado, neste momento, luta arduamente, para levar o povo brasileiro à sua colônia.

         E o Dia 7 de Setembro?

         Uma vergonha.

-:-

 

DESASSOSSEGOS

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 


REDIRECIONAR...

 

                                                                                     Beto Carretta

 

                Este fato é verdadeiro e muito atual.

            Aconteceu comigo e, há muito tempo venho batendo nesta tecla, para que todos percebam do que vai acontecer com a humanidade ali, logo na frente e, rapidamente.

            Vejam bem:

No Rio Grande do Sul, as pessoas com 60 anos ou mais somam cerca de 2,2 milhões a 2,3 milhões de habitantes, o que representa 20,6% da população total do estado.

            O Rio Grande do Sul é o estado com o maior percentual de idosos do Brasil.

Comparação etária: A população com 60 anos ou mais já supera a de crianças e jovens com menos de 15 anos (que representam 17,7%).

Índice de envelhecimento: São cerca de 115 idosos para cada 100 jovens no estado (e esse número chega a 137 por 100 em Porto Alegre).

            Então, estava eu na sala de espera de um laboratório de análises clínicas, com uma ficha de atendimento prioritário, é lógico,  pela minha idade de 69 anos e, naturalmente, a observar os movimentos...

            Depois de uns 15 minutos, entrou um jovem, bem apessoado, tranquilo e, trazia em suas mãos, uma ficha de atendimento normal, ou seja, para o público em geral.

            Olhei-o de soslaio e, mentalmente falei para com os meus botões: esse menino vai ser atendido bem depois de mim.

            Segue os atendimentos e, as meninas chamando os pacientes pelas fichas em ordem de chegada.

            Vejam bem, a minha ficha de atendimento era do “prioritário”, sessenta anos para mais, pois que já existe, também, as fichas para oitenta anos ou mais...

            E, não mais do que de repente, aquele jovem que sentou ao meu lado, foi chamado.

            Como assim?

            O meu atendimento é prioritário, tenho mais de sessenta anos, e, o garoto chegou bem depois de mim...como assim?

            Então, caiu a ficha...

            Haviam quatro moças atendentes, todavia, apenas uma garota chamava as fichas prioritárias, inclusive dos 80+.

            Pois que, é lógico, ou seja, para prioritários somente uma menina e, para os demais, três meninas.

            Bom, então, tenham paciência, mas o meu atendimento e para os demais 60+ e 80+, NÃO É PRIORITÁRIO!

            Os gestores que tratam de atendimento ao público, precisam se reciclarem, precisam lerem, estudarem, conhecerem a realidade deste estado e, também do país, coisa que está clara e decididamente que não fazem.

            Hoje, conforme os dados colhidos pelo IBGE, a população está envelhecendo vertiginosamente e, é para eles (e para mim também), que as políticas TODAS, saúde, segurança, educação, infraestrutura, inclusão e muito mais, devem ser, imediatamente, direcionadas a este fenômeno que já é a realidade, principalmente do RS, sob pena de uma degradação populacional injustificada e indicada pelo desleixo, pelo abandono das autoridades encarregadas do setor público e privado.

            Precisam redirecionarem as suas diretrizes e determinações.

            O RS é o estado com maior percentual de idosos do país...será preciso desenhar?

            Deveria ser, nem tanto ao mar e nem tanto a terra: 2 meninas para os idosos e, duas meninas para os demais...por enquanto.

            Daí, o jovem foi, fez toda a burocracia dos papéis, e, mais alguns minutos passou por mim, já colhido o material, dando-me um “adeusinho”...

            ...voltei a olhar a minha ficha de atendimento: PO26!

-:-

 

COTIDIANO

hcarretta@yahoo.com.br

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