SOBRANCELHAS...preteridas?
Beto Carretta
Quantas
vezes você se olhou no espelho e, enxergou suas sobrancelhas?
Tanto
faz se você recém levantou de seu sono e de seus sonhos, se você foi fazer seu
asseamento bucal após as refeições, se você está se secando após um banho
reconfortante...você mirou as suas sobrancelhas?
Lhes
deu o devido valor?
Também
tanto faz, homens ou mulheres...definidos ou não, até mesmo aqueles que sabe
exatamente quem são e para onde vão...
A
grande e também valorosa questão: quantas vezes na vida você penteou as suas
sobrancelhas e lhes deu a importância necessária?
Aparou-as...?
Penteou-as? Acarinhou-as?
Aquelas
sobrancelhas espessas, desorganizadas, com fios brancos e
desalinhados...quantas vezes na vida você as emparelhou, as tratou com o devido
respeito, dando-lhes o valor que merecem, pois que são componentes do seu
visual, quer queira ou não?
Todos
nós sabemos que elas existem, que elas estão ali, no nosso semblante, na
configuração completa de nossas imagens, no frio e enregelante termo, direto e
sem rodeios, ou seja: na cara!
Pois
é, eu também sei que elas, as sobrancelhas, os nossos riscos de podem ser
pontos de interrogação, que podem ser um caminho, uma seta a seguir, que sobem
e traduzem seriedade, respeito, ira, ou que abaixam e se deixam admitir pela
humildade e aquiescência da vida, sim, elas ali estão, e você, as veem com
naturalidade e companheirismo? Com amor e respeito?
Com
parceria, amizade e conforto, pela complementação, apêndice, conclusão ou
remate de uma figura desenhada pela vida e, agora e sempre, ali, na sua frente,
no espelho da sua casa...você as ignora?
Quando
e quantas vezes você as tratou com um grande carinho, com um grande respeito,
com amizade e paciência, com parcimônia e quietude, muito também pelas atribulações,
angústias e adversidades que os dias de hoje nos trazem?
Sei
lá...onde será que está o sentimento que nos impede de agir com a falta de
consideração, com o olvidar, no pretérito do esquecimento, da omissão e
ablepsia das suas existências?
Reconhece-las,
é sermos fiel à sua existência, é a mais alta forma de dignidade, pois quando
as descobrimos, deixamos de mendigar gratulações, ao conhecer seus próprios
valores, sem depender de qualquer vontade alheia e, seguirmos caminhos...
Nem
“as”, nem “das”... pois que o que aí está posto, não é só sobre sobrancelhas...
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MISCELÂNEA
hcarretta.blogspot.com
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