quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 

O mar, que mesmo contra a rocha,                      esculpe sua história

                                                                                                            Beto Carretta

 

Eu preciso acordar, e voltar a ser mais destemido.

Tenho a certeza de que já enfrentei o inferno,

Mas ainda não consegui sair de lá.

Nada é tão fácil assim.

Já chorei calado, na chuva, embaixo do chuveiro, para que ninguém percebesse as minhas lágrimas.

Afinal de contas, para o mundo eu preciso ser forte, viver o hoje, sem quebrar o silêncio para prosseguir.

Não, não é para deixar o cansaço me apagar quem eu sou, ou melhor, quem eu fui.

A força que me trouxe até aqui, ainda vive dentro de mim, será?

Ninguém calçou as minhas sandálias...

Então, mandam os preceitos e conselhos, insensíveis e ausentes de convicção, para eu me levantar...

Respirar fundo e voltar a vida pretérita que o mundo está tentando me destruir, mas que só vai me deixar mais forte.

Em que tempo, se é que vai existir este tempo?

Cada dia não é um dia a mais, é um dia a menos...

Melhor animar minha história, beijar mais, abraçar mais, amar mais...o último encontro ninguém sabe quando vai ser.

-:-

Direitos Reservados na Lei 9610/98.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026


 "Estou pensando no quanto tenho orgulho de trabalhar na RBS. Uma empresa inquieta, que faz jornalismo independente, que valoriza profissionais competentes, enfim, uma empresa moderna."

Pedro Ernesto Denardin, pelos 99 anos da Rádio Gaúcha


...jornalismo independente, profissionais competentes?

 Nem tanto e nem todos.

Falamos do alto dos mais de 30 anos de assinante de Zero Hora e, 40 anos daquela excelente Rádio Gaúcha, e hoje não mais. Perdeu definitivamente seu elã. 

 Não somos mais, nem ouvintes e muito menos assinantes.

Estes canais de propagação, possuem em seus quadros, jornalistas tendenciosos, com luminosidade em suas cores partidários, parciais, repulsivos e, que trazem em si alucinações doutrinárias, ignorando plenamente a inteligência dos que lhes ouvem ou escutam.

Jornalistas independentes, competentes?

E onde fica a imprensa imparcial, honesta, competente?

Prezado Sr.Pedro Ernesto, sua postura não tem guarida nestes percalços malévolos e, portanto, aceite a nossa simpatia e bemquerença. 

                       -:-

Texto de informação e opinião pessoal.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

 


SERMOS FELIZES?

 

                                                                                                                                            Beto Carretta

 

Achei esta frase por aí, nas redes sociais, aonde uma distraída leitura, pode nos trazer algum lenitivo para as coisas aceleradas que invadem nossos dias e, que, às vezes, mesmo não sendo das melhores, ajudam:

“Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados”.

Tudo bem, é até verossímil, persuasível, válido, todavia, nem todos nós, seres críveis nas filosofias existentes e dada a autoria em nome do Criador, temos que acreditar e, vejam a resposta:

- “Acho que Ele me confundiu com o Rambo!”

Deixemos as tolices de lado, (ninguém é “guerreiro invencível”...), pois é preciso, às vezes ou sempre, parar um pouco e refletir sobre o peso que apoiam sobre nós mesmos.

Lutarmos por nós, eis o que é preciso...quem disse que damos conta de tudo?

Está mais do que claro que, em muitas oportunidades, é preciso ser egoísta, individualista, egocêntrico, e não está errado quem pensa em si, afinal de contas, quem busca a nossa felicidade, se não somos nós mesmos?  O interesse em endereçar a felicidade, o amor, a paz e o sucesso, aos nossos intentos, muitas das vezes precisa estar dentro de nós, daí este egoísmo.

Todavia...Cuidado!

Ás vezes adoecemos emocionalmente porque fomos cultuados a sempre pensar no próximo, a tentar trazer a eles a felicidade, fazer a todo o mundo o bem, prósperos, jubilados, ao invés de nós mesmos.

E, deixem de ser pasmos, pois que não somos nenhum Rambo.

Apreciem estes dizeres:

“Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: leve tudo o que é desnecessário.

Ando cansada de bagagens pesadas...

Daqui para frente apenas o que couber na bolsa e no coração.”

Cora Coralina

Estou bastante convicto com e em parceria desta escritora, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889–1985), e que foi uma aclamada poetisa, contista e doceira brasileira, reconhecida como uma das vozes mais autênticas da literatura nacional. Natural da Cidade de Goiás, publicou seu primeiro livro apenas aos 75 anos, destacando-se pela linguagem simples, temas do cotidiano, vida rural e oralidade, que carrega nesta profecia, bem mais verdades do que os “melhores” soldados da vida.

“...daqui para frente apenas o que couber na bolsa e no coração...”

Muitos, e não são poucos, se acham os incríveis guerreiros, os invencíveis, no entanto, seus ombros carregam pesadas arrecovas e, que, ao epílogo da caminhada terão seus reflexos negativos, como a angústia, o pesar, o esmorecimento e, o inevitável decesso. 

Buscar nas batalhas mais difíceis, com seus modelares guerreiros, o quê? A paz, a tranquilidade de viver no amor e serenidade da vida finita?

Não, definitivamente EU não sou o Rambo....prefiro uma casa no campo, onde eu possa ficar do tamanho da paz...

Afinal de contas: ser feliz...os “melhores” guerreiros, os invencíveis soldados, nas árduas batalhas ou não ser o Rambo?

-:-

AGENDA

Esta crônica contém opinião e informação.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.