quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A CHATICE DO: “TEM QUE RESPONDER...”

 

                                                    Beto Carretta

 

Não, não é assim ,mas, não é assim mesmo.

E olha que isso é corriqueiro.

Todos os dias acontece.

E, para todos que possuem em seus celulares, o aplicativo chamado WhatsApp.

Não é mesmo?

Ah, sim, não disse, ou melhor, não escrevi o que acontece...

Pois vamos falar sobre a tal da comunicação via WhatsApp, que a todo momento “se trumbica”.

Jargão do “Velho Guerreiro”: Quem não se comunica, se trumbica!.

Putz, o tema é muito extenso e, teríamos que abordar os prós e os contras da comunicação moderna, teríamos que falar sobre notícias nos meios de comunicação, ligações de celulares, onde as empresas detentoras da exploração dos serviços deixam muito a desejar, teríamos que falar da extrema rapidez dos dias, anos, do dia-a-dia de cada um, seus compromissos, seus “senões”...

É TUDO PARA ONTEM!

Calma.

Muita calma nessa hora, já diria um grande amigo de minhas relações.

Não é bem assim.

Pois então, o que acontece é que as pessoas mandam uma mensagem pelo WhatsApp, e, querem uma resposta imediatamente.

Calma, muita calma nessa hora.

Também acontece com as ligações telefônicas, uma vez que nos dias de hoje, praticamente todas as pessoas estão de posse de um celular, ali, na mão e, bem que o atendimento poderia ser feito...

Só que não.

Assim como em um celular, também e neste mesmo celular, no aplicativo WhatsApp, nem todos podem atender, podem responder a mensagem de pronto, naquele exato momento em que esperam as respostas.

Não é bem assim.

Estão numa reunião, estão fazendo compras, estão numa consulta médica, estão numa visita em um hospital, estão atendendo a uma criança, estão em tantas e diversas situações que, os “indagadores”, precisam ter “feeling”, percepção, consciência de que as coisas nem sempre estão à sua disposição, na hora, no instante, no momento em que eles querem.

Calma, muito calma nessa hora.

Se você precisa de uma resposta a um assunto em que, a necessidade de uma resposta urge, planeje, preconceba, presuma de que você pode não obter o resultado desejado, pelas situações já citadas, então, faça-a antecipadamente.

Preveja que as coisas nem sempre vão estar à sua disposição, que as pessoas também têm os seus perrengues, os seus compromissos, as suas urgências e, assim, o convívio, o relacionamento, o cotidiano será bem melhor, mais ameno, com muito mais cordialidade e educação.

Ah, mas é uma urgência!

Ah, mas a pessoa do outro lado nem sempre, ou, quase nunca vai estar esperando uma urgência...medite, considere e aja, mas...

Calma, muita calma nessa hora.

Procure uma outra melhor solução e, “take it easy = relax”!

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Esta crônica contém informação e opinião.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Uma dúvida atroz

 

                                                            Beto Carretta

 

Apesar que atroz é um pouco demasiado, visto que lá no “amansa néscio”, está escrito que também é “selvagem, atemorizador, horripilante”, quando não é tudo isso que se quer dizer.

Nesta dúvida a gente tem vida...

Mudemos: na vida a gente tem muitas dúvidas, que são presentes, possuem vitalidade, são existentes e pulsam, não é mesmo.

O nosso cotidiano é um aldeamento de interrogações que, nem sempre, temos as respostas.

Ainda bem.

Imaginem se soubéssemos de tudo, qual seria o sentido de viver, pela monotonia de ter respostas para todas as perguntas?

A “des-investigação” nas perguntas, nas dúvidas, do não saber, nos traria um apaziguamento ao caminho para a evolução, o que poderia nos levar ao tosco viver, ocultismo do desenvolvimento sapiente, ou seja, haveria a possibilidade de voltarmos ao paleolítico convívio no agreste.

Aliás, de muito tempo já dizem que a dúvida não é um sinal de asnice, mas, o primeiro passo para o conhecimento.

Por falarmos em tempos paleolíticos, vale também afirmar que as incertezas nas nossas vidas deveriam de ser a “faísca” na busca e oportunidade de crescermos no aprendizado.

Ah, como é muito gratificante o aprendizado...

Mesmo longe dos bancos escolares, buscar a evolução do saber é uma ocupação que nos dá regozijo, ou, ao menos deveria ser assim (comigo é), nos traz entusiasmo em acrescentar cada vez mais o entendimento das coisas que nos são pares, ou seja, estão em nosso arredor, dançam conosco.

Ah, sim, eu estava a falar no cotidiano, das coisas no cotidiano, aliás, em algum tempo atrás já falei por aqui nestas pequenas coisas, nas pequenas indagações, nas diminutas curiosidades e, que, passam longe da busca sensata de uma resposta, podem crer.

Querem ver, ou melhor, querem responder?

Por exemplo, quando você vai mexer o seu café com aquela pequena colher, o movimento que você faz é pela direita ou pela esquerda?

No seu banheiro, você prefere que o papel higiênico esteja a sua direita ou a sua esquerda? E o “lixinho”?

Quando você pega um vidro de xarope para tomar, você segura o vidro na mão esquerda e a colher(de sopa, geralmente), ou, aquele copinho que já vem na embalagem, na mão direita, ou ao contrário?

Qual o pé que você coloca no chão primeiro, ao levantar?

Quantos passos tem o chão?

Qual a fórmula da Coca-Cola? E, do sabonete?

Médicos(as), nutricionistas, só comem verduras?

Por que o céu é azul e o mar é verde? O céu não se espelha no mar?

São muitas, são tantas, são infinitas as dúvidas...e eu, neste momento, estou a me perguntar: seria cultura inútil?

Sei lá...

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COTIDIANO

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Esta crônica contém opinião e cultura inútil.

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sábado, 1 de agosto de 2026

 


A primeira é muito melhor do que a segunda

 

                                                                                       Beto Carretta

 

         Eu tenho quase certeza absoluta que muitas mentes “poluídas”, devem estar pensando em outras coisas...

         É ou não é?

         Viajar no pensamento é coisa que não paga imposto e, traz em si muita criatividade e alegria, traz reflexões, determinações, consequências inatas aos sonhadores.

         Que maravilha!

         Em frente, ponha um  alto astral em sua cadência, precisa-se sempre um grande entusiasmo para encarar, cada um, os seus caminhos, não é mesmo?

         E, acreditem: a primeira é muito melhor do que a segunda.

         Aliás, esta foi uma das inúmeras regras cotidianas que fizeram, ou melhor, trouxeram muitas alegrias ao meu estimado sogro, Bacharel Belisário Francisco da Silva.

         Minha excelentíssima esposa(Helena), filha do Tio Belisa, como sempre foi, carinhosamente chamado, ou, Tio Bilia, pois ela também é fã desta regra, deste ato, desta atitude: a primeira é muito melhor do que a segunda.

         Pois, saibam, que eu também cheguei a esta conclusão, onde verdadeiramente se determinar a esta regra, traduz os sabores pertinentes as coisas boas da vida.

         E, olha que não é uma e nem duas, são inúmeras atitudes, atos, desejos que estão englobados na regra, digamos, “Beliseriana”.

         Pronto! Neste momento, determino que este princípio, que serve como padrão, como norma, como um preceito a que todos deveriam ao menos experimentar, regra básica, mandamento número 1, aos comensais, como um “Decreto”.

         E, volto a ter certeza: não vão se arrepender nunca.

         Também acredito que, muito embora ainda não tenham percebido o quanto este mandamento, este preceito, esta regra acontece no dia-a-dia de cada um, seja bastante casual.

         Mas, e daí, Carretta, do que tu estás a falar?

         Pois é, vamos lá então, proferir, DECRETAR, o “Ensaio Dialético Beliseriano”:

- Tomem café numa caneca, e grande; nunca numa xícara.

Razão: se estiverem tomando café numa xícara, e aí a certeza, de que a primeira(xícara) é sempre muito melhor do que a segunda(esta não vai ter o mesmo sabor do que a primeira), portanto, se você tomar o café numa caneca, e grande, estará satisfeito com o melhor, e sempre, ou seja, uma caneca grande com um café sempre muito bom, sem ser preciso a segunda xícara, e, nunca igual a primeira, “capiti”?

         E, o “Ensaio Dialético Beliseriano” serve para um café, para um prato(fundo) de feijão, um pudim de leite consensado numa tigela e, não num pratinho (às favas as boas maneiras, mas, se estiver na sua casa), enfim...seja feliz, sempre, com a primeira...

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