quarta-feira, 1 de abril de 2026

                          


        

                                      Princípios e valores

 

                                                Beto Carretta

 

 

Li uma frase, nas redes sociais dia desses, que muito me impactou.

Jamais e em tempo algum, uma verdade como essa, me levou tão rapidamente à mesa e aos guarda-roupas da minha casa, lá pelos anos 70.

Sei lá porque cargas d’água, me joga a memória para justamente um apartamento que moramos, na Rua Hipólito Ribeiro, na minha querida e inesquecível Bagé.

Lembro que, no inverno, nosso apartamento era maravilhoso, pois os fornos da padaria embaixo, aqueciam-no, contudo, no verão, vocês já podem imaginar.

Naquela época, ainda não haviam, presumo, os fornos elétricos, ao passo que a panificadora essa, se utilizava de fornos à lenha.

Tenho em mente todas as peças dele, sendo que a escrivaninha de meu pai, situava-se numa extensa sala de visitas, onde em sua bancada existia um planner.

Ele era dado as frases, filosofias, dizeres, de filósofos, pensadores, adágios populares e, dentre uma delas, a que estava, sozinha, em destaque no seu planner, dizia assim: Quanto mais largas vastidões abrange o saber, tanto mais razão de serem modestos os seus cultores"  - de autoria de Rui Barbosa. 

Nunca mais a esqueci.

Mas, essa não é a frase que me trouxe até aqui, para conversar com vocês.

Contudo, a frase das redes sociais, o apartamento lá de Bagé, o planner na bancada da escrivaninha do seu Carretta, esta citação e a mesa e os armários, me levam pela brisa das saudades e das lembranças da minha terra, aos meus pais e aos valores e princípios que eles, sabiamente, nos ensinaram.

Verdadeiros valores e princípios são aqueles que aprendemos em tenra idade, doados magistralmente por nossos pais, que, independente do contexto de vida, souberam transmitir.

E, nós, a aprender, muito embora as dificuldades que existiam, todavia, na educação, o aprendizado da responsabilidade e, principalmente da honestidade.

Esta é a grande herança que nos foi presenteada e que, tenho a plena certeza de que a seguimos, sem vacilar e sem deixar de apregoa-los em todos os dias das nossas existências, eu e meus irmãos.

Sinto-me totalmente satisfeito, pois que a minha vida valeu por tudo isso, sem vacilos, indecisões e descrenças, no andejo pela estrada condensada pela compressão dos princípios e valores aprendidos.

Que lindo os meus pais...obrigado!

Ah, sim, a frase que li nas redes sociais:

“Quem cresceu comendo o que tinha no prato e usando o que os pais podiam dar, entende que a maior herança são princípios e valores”.

-:-

 

MISCELÂNEA

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segunda-feira, 30 de março de 2026


AS FRALDAS E O NOSSO PAÍS

 

                                                                                                                                Beto Carretta

 

Edson Arantes do Nascimento, nosso inigualável Pelé, foi em tempos atrás, crucificado por uma grande verdade que disse, todavia, o povo brasileiro naquela época, não entendeu e, hoje, parece-me que dão toda a razão a ele: “O povo brasileiro não sabe votar!”.

E não sabe mesmo, prova está a mediocridade do nosso país.

Podemos complementar essa reflexão de Pelé, que buscou entender a realidade pela razão, em outra grande filosofia de Sigmund Freud: “As massas nunca tiveram sede de verdade. Eles querem ilusões e não vivem sem elas.”

A política em nosso país não, ou nunca foi, um meio para melhorar a situação de seu povo, nunca foi do povo, para o povo e pelo povo, mas, e não sejamos hipócritas de renegar a verdade, a política em nosso país é para os políticos, pelos políticos e dos políticos.

Ou seja: venham a mim ou louros dos lucros e riquezas!

O povo? A gente engana com pão e circo.

Estamos errados?

Aliás, estamos ferrados!

Toda a regra tem exceção, que fique bem claro isso.

Dentre o joio, volta e meia se encontra um grão de trigo nesta multidão.

A política no Brasil se tornou uma excelente profissão, extremamente bem remunerada e, principalmente, e o que eles mais gostam, a tranquilidade de não serem molestados por suas “peraltices”.

Não está aí a derrubada do relatório final da CPMI do INSS?

E os nossos “velhinhos”, como ficam? Quem roubou, devolveu o dinheiro? Ou somos nós que, também e mais uma vez, estamos pagando pelo roubo alheio?

Quem foi para a cadeia? Não existe investigação, não existe inquérito, não existem “apropriadores do dinheiro alheio”?

Que coisa interessante: como os políticos brasileiros gostam de pizza...

Renato Russo/Legião Urbana ainda não foram contemplados com a resposta da pergunta mais intrínseca, atual e totalmente procedente a todos nós: “Que País é Este?”

Ah! A profissão mais desejada...a política.

Mark Twain certa feita, meditou: “A política é a única profissão em que se pode mentir, enganar e roubar e, ainda assim, ser respeitado”.

Discordo em parte, “data vênia” mestre Twain, pois que “respeitado”, acredito que de tantas imoralidades, já não o são mais.

E, nem vamos entrar no assunto da justiça partidária, de conveniência política e arbitrária, que, ao seu bel prazer, destituem a Carta Magna e, lambuzam-se com “interpretações individuais”.

Um escárnio, um desdém e depreciação aos nossos direitos.

Democracia?

Quem e quando alguém vai acabar com tudo isso?

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo.

Eça de Queiroz

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MISCELÂNEA

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segunda-feira, 23 de março de 2026

 



      





 ESTÃO FERRANDO O PAÍS


                                                          Beto Carretta



Não existe título melhor do que este, para o que vamos conversar.

Duvido.

Aristóteles, filósofo da Grécia Antiga, em sua “Ética a Nicômaco”, afirmou: “A política é a atividade mestra, que ocupa o topo da hierarquia das atividades, ciências e técnicas, porque cabe a ela determinar até que ponto e em que medida serão exercidas todas as outras, da medicina à cultura, da economia ao direito penal e à educação.”

Data Vênia, luzidio filósofo, daqui de minha singela, humilde e sóbria opinião, devo desmistificar tal efeito nesta asseveração, pois que, não neste país, não no nosso país, não no Brasil, este perceptível manifesto tem guarida.

A política em nosso país não deixa de ser incompetente, corrupta, dependente, e nefasta para as pretensões dos brasileiros, como agora, neste ano, nas urnas da dita e imaginada, “festa da democracia”.

Festa?

Para quem?

Claro, é evidente e todos vocês sabem muito bem para quem as eleições servem neste país...

Quer se queira, quer não se queira, vivemos em solo de fanáticos, de radicais, de pessoas que amam, que cultuam, que admiram exageradamente os políticos, e isso é extremamente maléfico.

E, passivamente, estamos convivendo com estes absurdos.

Essa gente está doente, nós estamos doentes, estamos sendo coniventes com todos esses políticos nauseabundos e ferrando nosso país.

Sim, vamos ser coerentes: toda a regra tem exceção.

Como hoje, neste turbilhão, entre política misturada com justiça e justiça sendo maior que todos os poderes (por que será?), está em voga e expressão: “presunção da inculpabilidade”.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Todavia, vocês sabem muito bem o que isso significa: ditadura, disfarçada (que já nem mais disfarçam tanto assim), mas ditadura.

Aos inimigos, a lei; aos amigos, a bonança e o perdão...remunerado.

Indignação.

Nosso povo é benevolente, ao contrário e no momento que exige de si a braveza de contestar sobre todas essas coisas, pois que, ao invés da serenidade, uma cobrança intensa, forte e firme, contra as sujeiras à vista e nos labirintos dos esgotos palacianos.

Acredito, somos um bando de vassalos, submissos, dependentes e subordinados às leis de uma dissimulada e cruel ditadura.

Nega-se a realidade, enquanto a caravana passa, com seus grandes carros de boi, atulhados com suas riquezas furtivas...

Estão ferrando o país...

Podemos nos espelhar no que, algum dia, alguém disse (há quem atribua ao professor de direito da PUC, Michel Gralha):

“Não tenho político de estimação e nem preferido, pelo contrário, tenho opinião constante: Estado mínimo, respeito às liberdades individuais, independência dos poderes, livre economia, respeito às diferenças e ao próximo.”

Lembrem-se disso: as eleições vêm aí...

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Miscelânea

hcarretta.blogspot.com

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