segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 


QUEREM SALVAR O MUNDO, MAS...

 

                                                                                  Beto Carretta

 

         Que coisa engraçada tudo isso...querem salvar o mundo, querem salvar o Brasil, Estado e municípios, todavia, nada fazem a não ser jogar palavras fora.

         Contudo, as palavras fora, muita das vezes, encontram guarida no peito, alma e coração de muitos néscios, os quais, acreditam até na historinha do Lobo Mau.

         Outro momento, tais imbecis proferem zombarias às crianças, as quais, nas suas inocências, acreditam em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

         Mas, e eles, os tontos, os idiotas, os palermas, que acreditam nos políticos brasileiros?

         Pense, mas pense bem: em quem você votou nas eleições passadas e o que o seu político de estimação fez, de concreto, e, que estava em seu plano de ação, nas suas promessas eleitoreiras, até hoje?

         E aí, o que ele fez?

         Dias desses, em entrevistas com alguns candidatos ao cargo máximo da Nação, lá eles disseram que se eleitos fossem, um prometeu casa, carro e uma viagem ao exterior, para cada brasileiro, por ano; outro aumentar o salário mínimo para 8 mil reais; outro erradicar a fome neste país, mesmo que já tenha governado este mesmo país por mais de 18 anos, com os seus comparsas, ou melhor, com os seus 40 ladrões; outro, substituir a mão-de-obra pela IA...e, assim por diante...

         Depois, são as crianças que acreditam em contos da carochinha...

         Fácil, muito fácil estar com um microfone na mão e ideias estapafúrdias na mente, para atirar aos tolos, quando, na verdade, nem passa pela intenção deles, realizar 0,001% daquilo que estão a dizer.

“É terrível viver em uma época em que idiotas governam cegos”

William Shakespeare

         Não acreditam, não creem, todavia votam e votam errado, bem como disse certa feita e, foi intensamente criticado, nosso Rei Pelé: os brasileiros não sabem votar!

         O que é uma imensa verdade, pois caem nas mentiras, nas balelas, nos engodos, já de muito tempo, de políticos mal intencionados que, já nem mais encobrem, dissimulam, escondem as suas peripécias desonradas, suas falcatruas, suas corrupções, porque possuem uma clientela que lhes carregam aos cargos eletivos sem maiores transtornos.

         Onde estão os debates e soluções para o fortalecimento da nossa economia, a ampliação do poder de compras dos tupiniquins, a industrialização do nosso país, a redução da dívida pública, o superávit comercial, a geração de mais empregos, a redução dos impostos, a modernização efetiva da nossa educação...onde?

         Lamentável.

         “Querem salvar o mundo, querem salvar o Brasil, Estados e municípios, mas, estes mesmos espertalhões, trapaceiros, velhacos, nunca tentaram, algum dia, salvar as suas próprias mães de uma pia cheia de louças sujas.

         Fácil é “jogar” soluções exaltando os seus heroísmos, em coisas grandes, porque sabe que nunca vai precisar fazê-las!

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CISMAS

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Esta crônica contém informação e opinião.

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domingo, 6 de setembro de 2026

 


A IMBECILIDADE EMPACOTADA

 

                                                             Beto Carretta

 

         Estamos as vésperas de mais uma eleição neste país.

         Aliás, um país desmontado, totalmente despedaçado, caído do abismo das irregularidades, das corrupções, das hipocrisias, do inacreditável, onde o que menos se espera, pois é justamente o que acontece.

         Sim, o país é este, o país é o Brasil, infelizmente.

         Nada aqui pode-se dizer que é verdadeiro.

         Vivemos numa incomensurável mentira, sempre, todos os dias, pois quem deveria dar rumo aos bons destinos desta nação, endereçam o leme para as tempestades escuras e revoltas, nos mares das transgressões, das contravenções, do delito.

         Somos embalados por uma associação, não tão secreta assim, de malfeitores, aos moldes do século XIX, como na Sicília, se podem lembrar.

         Está aí, agora, em mãos de quem caberia o julgamento justo, decente, idôneo, as malignidades explícitas nas investigações dos corredores judiciais.

         Bate à nossa porta, novamente, a oportunidade de mudanças radicais e benfeitoras, todavia, é preciso apuradamente, ter a sensibilidade de separar o joio do trigo.

         Mas, esquecem. Nosso povo não tem memória.

         Na oportunidade, em dezoito anos de erradicaram a fome, como prometeram, não extinguiram...

         Não, nossas eleições não é uma festa democrática quanto dizem por aí.

         É uma grande balela.

         Se algum dia foi, hoje, com toda a certeza é uma seara de mentiras e falácias, pelo o que os pretensos a cargos muito bem remunerados proferem, pelo o que tingem os papéis com seus projetos, suas ideias, pelo que falam e prometem...palavras jogadas à arena, como gladiadores eram jogados aos leões.

         Como pão aos famintos lobos...a lama aos porcos.

         Presumem, com toda a certeza, a imbecilidade empacotada.

         Este país não é sério e, não é mesmo...atribuem este dito a Charles de Gaulle, todavia, a frase foi cunhada pelo diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, que era embaixador do Brasil em Paris, no ano de 1962.

         Este país, sim o nosso despossuído país, é uma grande piada, um enorme deserto de honestidade, de boas intenções, de ordem e de progresso, donde a imbecilidade empacotada, cada vez mais, se adianta e, leva aos destinos deste navio, mãos totalmente desvirtuadas de sentimento probo, honrado, honesto, aos seus desígnios.

         Veem sim, o enriquecimento complacente, desfrutável, apetitoso, nas ilicitudes de que praticam, mas que os protagonistas da vontade popular, como a oportunidade de eleger, esquecem, se enrolam e caem nas palavras brandas, mas tóxicas, nefastas, infestas das mentiras, das ilusões de uma vida próspera e alvissareira.

         De um futuro resplandecente.

         Promessas, nada mais do que promessas que nunca, em recanto algum deste desventurado país, vão se realizar!

         Deixem de ser ridículos, hipócritas, parvos, estultos...

         Ora festa democrática...tudo isso e todos esses consideram, isto sim, um povo e as suas imbecilidades empacotadas...em seus oásis fiscais, ora bolas.

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PAPO-RETO

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ESCREVER TEM MUITO, PARA QUEM... NINGUÉM...

 

                                                                                     Beto Carretta


         Isto é uma daquelas coisas que, toda a vontade que você sempre possuiu em grifar as suas impressões sobre a vida, sobre o cotidiano, sobre as coisas erradas, as coisas boas, alegres ou tristes, justas ou imperfeitas, o bem ou o mal, enfim, caem totalmente por água abaixo.

         Ninguém, hoje em dia, tem algum tempo para parar e ler uma opinião que não seja dos “grandes”.

         Ser peixe pequeno no mundo da informação, das crônicas, das opiniões, é a mesma coisa que não ser ninguém.

         Ninguém!

         Somos apenas e tão somente um parêntese, ou, como na antiga matemática dos vetustos bancos escolares, um conjunto vazio.

         Escrever para quem? Mas, ninguém te pediu mesmo!

         Então, como as coisas acontecem...primeiro foi o fim de uma coluna de jornal, depois foi o outro jornal, depois, foram-se os livros (acabaram-se os livros...escrever para quem?) mas, então e quem sabe, uma tábua de salvação: o blog!

         Como fogo de palha, mesmo porque, nem mesmo se teve um início, quando naturalmente já se chegou ao fim.

         Ora blog! ...os eternos sonhadores.

         Escrever para quem?

         Ninguém.

         Hoje, se escreve para nós mesmos.

         Na tentativa da criatividade neste momento inoportuno, triste, muito triste e totalmente cabisbaixo, nada mais restou a não ser abrir uma pasta no “drive” do computador e, batizá-la: ETERNIDADE.

         Que idiotice!

         Mas, foi o que restou.

         Sabe-se lá, quando da morte, alguém algum dia pode ter a curiosidade de abrir o seu computador e, lá naquela pasta, ETERNIDADE,  encontrar alguma coisa de fundamento para ler, se é que vai ter vontade.

         A vontade de “te” ler...duvido muito.

         Ter o que escrever? Ah, isto tem e “aos montes”!

         Vivemos num mundo totalmente diverso, cheio de nuances, de altos e baixos, de alegrias e grandes tristezas, de doenças e de ciência, de dias bons e ruins, de sol e chuva, tragédias e superações, vivemos num mundo extremamente turbulento, onde não tem como não se ter opinião das muitas coisas que acontecem.

         E, para quem tem “o bicho carpinteiro” de grifar suas opiniões, suas ideias, suas conjecturas, filosofias, perguntas e soluções, o papel em branco é um desafio que, aos nossos olhos, não duram nem um milésimo de segundos.

         Compor, conceber, criar, a matéria prima que sempre está a flor da pele, eis aí nosso grande trunfo, a sofreguidão de por em caracteres alfabéticos nossa vontade de “explodir” em prosa, verso, resenhas, a ideia rotulada pelos acontecimentos.

         A crônica.

         Escrever tem muito, todavia, para ninguém...

         Que se danem!

         Fica a ETERNIDADE.

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ECOS

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