quinta-feira, 22 de outubro de 2026

 




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                                                                                                    Beto Carretta

 

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Naturalmente que as opções não são boas, é óbvio que há alternativas bem melhores, mas, sabe-se claramente que, embora todas ruins, a escolha deve recair na melhor do pior.

         E, a melhor alternativa da pior, todos sabem qual é, ou é preciso que se desenhe?

         O que foge totalmente a compreensão é vinte anos de poder, vinte anos de total estagnação, vinte anos do pior da economia, do pior da educação, do pior da saúde, vinte anos de roubo, de corrupção, de esvaziamento dos cofres públicos e, condenações em três instâncias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

         No apadrinhamento da “(in)competência maior”, foram anuladas as condenações, pelo absurdo da interpretação de que o “foramento” era indevido.

         Anularam-se as provas pelo aforamento, todavia, o contrário, ou seja, a provação de que os atos ilícitos não aconteceram, nunca e jamais foram comprovados.

         Permaneceu, então, a ilicitude: um apartamento em Guarujá dado pela empreiteira OAS, um sítio em Atibaia e, imbróglios fantasmagóricos sobre um terreno de certa fundação.

         Imaginem passar 20 anos governando um país e não conseguir transformar o seu trabalho em um belo argumento para continuar...

         Não é que o melhor do pior seja a maior maravilha, mas, é preciso articular o entendimento de que, caso não seja o ideal, é possível daqui mais quatro anos, trocar, novamente.

         Acontece que, diante do cenário atual, não restam dúvidas que é a melhor alternativa, visto a total incompetência e roubalheira do que aí está.

         Isto sim é democracia: escolher, cobrar e, se for necessário, mudar.

         E não uma democracia disfarçada de um social/comunismo já, em todo mundo, conhecido por sua total falência e ineficiência.

         Caso contrário, tais países que adotaram este inútil, imprestável e inócuo regime, não erguiam muros para evitar a fuga de seus habitantes.

         Haveria prosperidade, haveria felicidade, haveria paz e satisfação, o que é totalmente ao contrário...

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Não dá para entender o que aí está nas pesquisas, os 47% da corrupção, do roubo, das falcatruas e muito mais, o que não dá para entender é a preferência nestes 47%  em dar continuidade a proliferação dos desmandos neste país.

         O Brasil deveria estar inaugurando fábricas, construindo escolas, aparelhando a saúde, desconstruindo as filas nos hospitais, patrocinando um melhor salário aos nossos trabalhadores, reconstruindo nossas ferrovias, reduzindo impostos (ao contrário de criar mais de 30 tributos nestes últimos 3 anos e meio), ou seja, melhorando a vida das pessoas e, não ladroando...

         Os tupiniquins, nestes 20 anos e até agora, ainda precisam dos “bolsas”, para um gás de cozinha, uma energia elétrica e muito mais, o que as torna “encabrestadas” por estas migalhas em suas sobrevivências, na troca de um voto.

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Aliás, dá sim...o incentivo a vagabundagem, a criminalidade, a hostilidade...o que está aí é o que tem de ruim, mas, os outros  reconhecem e, com toda a certeza não estão nestes 47% de total alienação.

         São estes mesmo que, odeiam os empresários, mas querem um bom emprego; odeiam o capitalismo mas possuem um iPhone; criticam quem possui um bom dinheiro, mas querem ficar ricos; odeiam o patriarcado, mas, foram e ainda são sustentados pelos pais; pregam a liberdade, mas, odeiam, hostilizam quem pensa diferente.

         Infelizmente, nestes 47%., aplaudem tudo aquilo que, nestes 20 anos, causou e ainda escandaliza com tamanha vergonha.

         Não dá para entender. Deixo-os com esta indagação:

“O que faz tanta gente votar num político que roubou, mentiu e enganou tanto o povo?”

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CISMAS

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terça-feira, 20 de outubro de 2026



Um grande privilégio

 

                                                                                                                Beto Carretta

 

 

Fui agraciado pela vida em ter um excelso avô.

Mais ainda, Capitão do Exército Nacional, com distinção.

Eu era pequeno, neófito, contudo e, vejam bem, sua postura de chefe de família foi tão intensa, tão verdadeira, tão justa e benemerente, que até hoje, guardo-o em minha memória.

Em minha puerícia, mesmo assim, aprendi intensas, genuínas e convenientes lições, que até hoje preservo-as, por ter me auxiliado e, em muito, toda a minha trajetória de vida, que já encontra a vetustez.

Mais ainda, carrego-o em meu nome: Marcínio!

Quanta honra.

Muitos foram os ensinamentos, todavia e, em primeiro lugar, o respeito.

Respeito aos meus pais, aos meus avós, aos meus tios e tias, a todos da minha família e, sim, pela tradição dos povos orientais, onde os mais velhos são reverenciados e estimados, muito pelas suas vivências e por suas experiências.

Um conselho, uma filosofia, um repreendimento, nos termos da senectude, são tão valiosos quanto a um passo reto, probo, e profícuo em nossas caminhadas.

Eles, foram e sempre serão os nossos esteios, a quem devemos muito, tenham a certeza disso, por toda esta vida.

Mas, muito mais...ensinou-me o respeito pelas demais pessoas, nossos próximos, pelos símbolos nacionais e, não seria diferente, pelas entidades sociais e, tenho a certeza de que ninguém haveria de pensar: ensinou-me o respeito e a prática da postura física, ou seja, deu-me a caminho para o cuidado do corpo e da mente.

“Men sana in corpore sano”!

Meu avô.

E eu era pequeno...

Campeão em palavras cruzadas, tendo sido vitorioso em muitas oportunidades em que concorreu, no Correio do Povo, em seus concursos.

Aprendi com ele a gostar deste passatempo, o que muito me instruiu no saber e conhecimento.

Me chamava para sentar ao seu lado (como eu era pequeno, naturalmente que eu fica em pé, na cadeira), abria aquele Correio do Povo de antigamente, em que, se alguém lembra, era de um tamanho enorme e, só em uma mesa mesmo para se ler.

Lá estávamos nós a fazer palavras cruzadas, quando também me recitava os versos de Mário Quintana, na mesma página, na coluna “Do Bric-à-Brac da Vida”.

Alguém lembra disso...?

Ah, Mário Quintana...nosso grande poeta, que tenho uma grande admiração, junto com Vinicius de Moraes, “os poetinhas”.

Trago veneração, respeito e muitas saudades de tudo aquilo que ainda me lembro, na casa do Seu Sidonal, na minha querida terra natal, Bagé-RS, com meu avô Marcínio me emprestando o seu tempo para ensinar-me coisas de grande valor e, que, carrego até hoje...não há como esquecer.

E, todas essas lembranças apenas porque apareceu uma postagem nas redes sociais, que cito abaixo (adaptada), onde o meu avô não participou, contudo, fala de outras tantas verdades que precisam ser evidenciadas para uma sociedade trôpega e totalmente esquecida dos genuínos, reais e puros preceitos da honestidade, da responsabilidade, da decência e dignidade que um povo deve envolver, num abraço a tão propalada democracia.

Inverto-o, a saber:

“Acredite no seu avô honesto e trabalhador, de 80 anos ou mais, que viveu o regime militar inteiro e afirma que foi a melhor época do Brasil.

Não acredite no seu professor de história, ou seu“dileto” amigo, de 35 anos, maconheiro, que mora com a mãe, não toma banho e nem corta o cabelo, e diz que foi horrível!”

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PAPO-RETO

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domingo, 18 de outubro de 2026

 


“ Do a hard reset!”

 

                                                                                     Beto Carretta

 

         Meu Senhor, que pandemia!

         Cruz, credo!

         Valei-me Meu Deus!

         Chatices, aborrecimentos, importunações, ignorâncias, violências, agastamento, enfado...e, a dita e tão execrável, asquerosa, repugnante, hedionda, desprezível e nauseabunda polarização política, neste pilhado, rapinado, saqueado, subtraído país.

         Eleições, ah!, as eleições...

         Deixou, já há muito tempo de ser o tal do “exercício da democracia”, a “festa democrática”, o “ato de direito civil obrigatório”, vez que os mesmos políticos se encarregaram de transformar as famigeradas “urnas eletrônicas”, num exercício abominável.

         Vejam que milhares de brasileiros deixaram de ir às urnas, e por quê?

         Porque não aguentam mais tanta desfaçatez dessa classe, porque não toleram mais tanta roubalheira nos cofres públicos, porque não suportam mais a quantidade de impostos para as pessoas físicas e jurídicas, pela corrupção, pela sem-vergonhice, pela cretinice de mentirem descaradamente, despudoradamente nesta época, ou seja, tempo das eleições...e, depois, o “dolce far niente”.

         A grande verdade é que a propaganda política deveria ser, terminantemente proibida, pois ali mora a mentira, o engodo, as promessas vazias e inexequíveis, o papo furado, ali pintam este país vilipendiado de o “país das maravilhas”...

         Ora, por favor, deixem de ser idiotas, imbecis...

         Pregam a moral que não as têm, valorizam muito mais as aparências porque caráter não os têm, como também tentam  ludibriar os honestos, porque honra não as têm.

         Viver neste período de eleições, no ano dos embustes, das falsidades, na época das mentiras, das ilusões, das promessas fúteis, da insaciabilidade de poder e riqueza, já não se suporta mais.

         Principalmente porque e além de tudo o que já foi citado, sabe-se de antemão que, o desejo de todos eles (naturalmente e, como sempre digo: toda a regra possui exceções...), o que visam é a moeda sonante em suas já abarrotadas contas nos bancos dos paraísos fiscais.

         Votar no Brasil passou a ser um suplício, uma verdadeira tarefa repugnante e, que, se possível fosse, tenho a certeza absoluta de que a abstenção passaria, tranquilamente, dos 21,8% (33,4 milhões de eleitores), que deixaram de votar neste primeiro turno de 2026.

         Do jeito que deixaram a democracia se transfigurar para extremamente incômoda, insensata e inconveniente neste país, ninguém mais têm a apetência de exercer o seu direito ao voto.

         Quando possível é, quer estar longe, muito longe das urnas eletrônicas e, estão com a mais pura e incontestável razão, pois que, ninguém tem a coragem de a isto, contradizer, caso contrário, residem a léguas da sensatez, da probidade, da honradez...quando os tolos são mais devassos, canalhas, do que os sábios...

         Tudo neste Brasil, corrompido, vilipendiado, aviltado nesses mais de 20 anos da tal democracia, e, principalmente em ano das eleições, é para não se ler e nem se ouvir, é para se ausentar, abandonar, se distanciar e, a solução está na devolução do país aos índios, ou, às portas dos aeroportos internacionais...

         Diriam os gringos: “Do a hard reset!”

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CARA-A-CARA

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