quarta-feira, 22 de abril de 2026


REALITY SHOW = MEDIOCRIDADE

                                                                                                   Beto Carretta


        Terminou!

        Ainda bem!

        Esteve por aí, em saturados e parvos dias, através de rede de televisão, um programa dito de telerrealidade, ou, um programa de realidade.

        Devemos admitir sim que foi, tal programa, uma grande e autêntica realidade do nosso país, sem sombra de dúvidas.

        Total decepção. Mediocridade.

        Longe de uma ficção, os cem dias em que esteve no ar tal telerrealidade, demonstrou muito claramente, a índole, o feitio, a essência de uma parte da população brasileira, que, venera a falta de respeito, a beligerância, a inurbanidade, as celeumas, e tantos outros atributos descorteses.

        Os comportamentos antissociais, a incivilidade no cotidiano daquele lugar chamado de “casa” (casa nos remete a família, a amor, a compreensão, mansuetude...), é uma total desventura, um caos, onde infelizmente, muitos dos brasileiros adoraram.

        A “casa” da perturbação, da desordem, das revoltas e tumultos.

        Demonstraram isso.

        Ficou totalmente comprovado que a baixaria, a mediocridade, a balbúrdia, ganharam a atenção e venceram.

        “Que País É Este”?

        Onde a ética, os valores morais, o caráter, a honestidade, a honradez, a respeitabilidade, foram esquecidas, deixadas para trás, tal como acontece nas eleições do nosso Brasil.

        É o populismo mediano e sem feição moral.

        Estas mesmas pessoas, que dão palco aos políticos de vida pregressa duvidosa, compensa-os com o voto, dando espaço aos extremismos ideológicos, totalmente acima do bom senso.

        O mal venceu o bem nesta telerrealidade.

        Qual a intenção, a finalidade, o desejo de quem formou, informou e deu final ao reprovável, ao morbo, ao agravo da incivilidade, dos triunfantes?

        Vamos e convenhamos, foi uma péssima e vexaminosa lição, o “The End”, a história construída ali, seus personagens maléficos, e todas as malfazejas consequências.

        Lamentavelmente, este “reality show” é o espelho do Brasil.

-:-

 

PAPO-RETO

Esta crônica contém informação e opinião.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.

        

quarta-feira, 15 de abril de 2026

 


Comentários de John 


CRIME ORGANIZADO

 

        Pelo visto, aqui neste país, está liberado.

        O que impressiona, são as “tratativas”, nos labirintos dos esgotos palacianos, onde os ditos representantes do povo, tramam, enganam,  se vendem por propinas, cargos, etc., e tal, e, quando, surgem raros momentos de uma CPI séria e de fundamento, os cambalachos acontecem.

        Uma articulação conjunta entre o governo e a presidência do Senado, resultou na troca de membros da CPMI do Crime Organizado momentos antes da votação do relatório final.

        Senadores de oposição foram removidos da comissão e substituídos por governistas.

 A mudança alterou o equilíbrio de forças dentro da comissão e garantiu a rejeição do relatório que pedia o indiciamento de ministros do STF,  além do procurador-geral da República.

O texto, apresentado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), acusava os ministros de supostas condutas incompatíveis com o cargo e apontava crimes de responsabilidade.

Com a manobra, a CPI encerrou seus trabalhos sem aprovar nenhum relatório final, representando uma vitória clara da base governista.

Como se chama isto?

-:-

 

TIME DO GRÊMIO NÃO VAI A BAILE...

 

Está mais do que visto que o Tricolor gaúcho, com este time que aí está e seu treinador, não vai a baile e, se vai, não dança.

O seu retrospecto não o credencia a nada, tanto no Brasileirão, como na Copa Sul-Americana e, logo aí adiante, dia 21/04/2026, entra na quinta fase da Copa do Brasil, contra o Confiança(SE).

        Se vale como análise de uma história já acontecida, no ano passado caiu na terceira fase, contra o CSA(AL).

Vejam só o naipe dos times, com muito respeito, é claro, mas nada de ter à frente um Palmeiras, um Flamengo, Fluminense e outros.

Ontem foi um fiasco.

Vale a pena vocês se inteirarem da história deste adversário do Grêmio de ontem, que veio aqui com o time reserva.

Recuso-me a falar.

Então, se não fosse o colombiano Enamorado e o belga Amuzu, nascido em Gana, o gaúcho Grêmio estaria fazendo mais um grande fiasco.

Cruz e credo!

-:-

 

QUE COISA, HEIM?

 

Onde se encontra uma boa notícia neste país, aliás, até neste mundo afora?

Que coisa, heim?

Onde chegamos neste nosso Brasil, quando tudo é imoralidade, tudo é corrupção, tudo é roubo, é locupletação, enriquecimento ilícito, feminicídios, saúde sucateada, segurança deixando a desejar...

E a educação, heim? A educação arruinada, onde muitas e muitas famílias jogam os filhos nas escolas sem nenhum aprendizado de civilidade de hábitos sociais e, querem de qualquer jeito que os professores e professoras, além de ensinarem, os eduquem.

E as agressões nas escolas, e os atentados nas escolas, e a falta de segurança nas escolas e, também para os professores e professoras?

O que é isso? Onde estamos? Para onde vamos?

Vejam só, quantos velhinhos e velhinhas morreram por falta de dinheiro para comprar os seus remédios, enquanto salafrários, canalhas, patifes, estão se enriquecendo, com milhões, bilhões de reais roubados do INSS?

Onde esses patifes estão, onde andam, foram investigados...?

Ah! A tal presunção da inculpabilidade...um escárnio, um desapreço com a sociedade, que, infelizmente, é a grande culpada em ter votado nestes políticos que aí estão, a escrachar a todos nós.

É verdade, estou ficando muito enfadonho...sempre e praticamente as mesmas “insinuações”.

        Mas, onde se encontram as boas notícias neste país? E no mundo?

        Que coisa, heim?

-:-

 

Esta crônica contém informação e opinião.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.

 

 

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026


OS MELHORES MOMENTOS

 

                                                                                                                    Beto Carretta


É uma questão de teoria, empírica, todavia, vale o que você mais atribui valor, ou seja, “na melhor idade ou no “melhor tempo”.

Em minha vã filosofia ( há mais coisas entre o céu e a terra...o que sonha nossa vã filosofia – Shakespeare), tenho plena certeza de que existe aí uma grande e abissal diferença.

Alguém, pirado ou pirada, ou não, sei lá, resolveu denominar a idade dos 60+ de “melhor idade”.

Não subscrevo, decididamente não é a melhor idade e sim, na minha concepção, é o “melhor tempo” de nossas vidas, e, está definido em fatos e ações espessas, como o concreto armado, nas nossas experiências, vivências angariadas durante toda essa caminhada.

E tem mais, não só vivência, tem mais sabedoria, tem mais aprendizado, tem mais estabilidade emocional, tem mais resiliência, serenidade, mansuetude, enfim, são tantos os atributos que nos tornam mais suaves.

A cada passo dado, sabemos muito bem de que o caminho, quer se queira, quer não se queira, vai se restringindo, contudo, e por este prisma, sabemos muito mais em aproveitar todos os nossos instantes, segundos dourados em altos quilates, mesmo que confrangidos em nosso peito.

“É a vida...viver e não ter a vergonha de ser feliz...”

Sim, somos eternos aprendizes.

O melhor tempo está no que queremos, no que gostamos e, no que fizemos, como ter uma casa no campo e repor a vida, ter a certeza dos amigos do peito e nada mais...

Em nosso melhor tempo o que queremos é ter o tamanho da paz, conhecer o limite de nosso corpo, respeitá-los e nada mais.

Um churrasco de carne gorda, um belo exemplar de vinho, violão, canções, risadas, filosofias e, nada mais.

Faça-se o que quiser, desde que respeitemos os limites das nossas liberdades, sem invadir a amplidão dimensional de nossos iguais.

Ah, as amizades, as risadas, a convivência, a solidariedade, as biritas, os causos, a música, a dança e os nossos “anjos”...

“...olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela, menina, que vem e que passa...” Sim, esta não é a melhor idade, É O MELHOR TEMPO!

A melhor idade passou, ficou para trás, quando tudo era  bem mais tranquilo, não haviam boletos a ser pagos, responsabilidades a serem cumpridas, haviam muito poucas doenças, o compromisso era só estudar, brincar era a tônica, como num acorde, a nota mais importante.

Claro que sim, éramos felizes, mesmo porque, depois, vieram os namoros, as reuniões dançantes, a Jovem Guarda, e a responsabilidade além de somente estudar, era ter a coragem de pegar na mão da namorada, porque e quase sempre, elas não davam muita chance assim, não.

A vida passa telefono e você já não me atende mais...”

Recatadas, prudentes, ainda mais quando o pai ou a mãe a esperavam na porta da casa, nas vindas dos colégios, de olho somente em nós, os pretensos namorados.

Além, é claro, das bandas de  carro do amigo, das calças Lee boca-de-sino, botinhas RC, e cabelos compridos, o toca-discos portátil, os LPs...”era um garoto, que como eu, amava Os Beatles e os Rolling Stones”...

Mesmo que sem dinheiro sobrando, mesmo que as dificuldades em pagar os colégios particulares, as melhores roupas, melhores casas, mesmo tendo muitos desejos alijados de nossas vidas, mas, com os supernos pais, esta sim FOI A MELHOR IDADE!

Duas épocas, dois andamentos, duas árias, duas vidas, mas, OS MELHORES MOMENTOS!

-:-

MISCELÂNEA

Esta crônica contém informação e opinião.

· Direitos Reservados na Lei 9610/98.