quarta-feira, 28 de outubro de 2026


ÓRGÃO GENITAL OU NINHO DE ABELHA?

 

                                                                                  Beto Carretta

 

Aqui no Sul é usado no sentido de órgão genital feminino mesmo.

Dizem que pode ser uma gíria antiga, pois foi herdada dos imigrantes alemães, de 200 anos atrás.

Hoje em dia não deve mais ser usado na Alemanha, todavia, ninguém afirma ao contrário, mas, em Santa Cruz do Sul ficaram resquícios.

“Schneck”!

Mas, de antemão vamos anunciar que todos os dois sentidos, órgão genital feminino ou doce, um para os mais sabidos e o outro, principalmente para os “pelos duros”, ainda são usados.

Os mais encabulados e sabidos, ficam com o doce e, os mais “gaiatos”, tipo “à toa”, já partem para o lado do órgão genital feminino.

E, como nós moramos bem perto da “Alemanha” (Santa Cruz do Sul-RS), ali quase do lado da “Tranqueira Invicta”, ou seja, Rio Pardo, lá aportamos para inúmeras atividades, como consultas, compras, bancos, ou seja, muitos e muitos compromissos pessoais, tal qual a importante Unisc, que já formou, sei lá, tantos e tantos encruzilhadenses.

Alguém teria um número para chutar?

Como também gastronômicos e etílicos...prova está, a festa maravilhosa da Oktoberfest, o Enarte, as corridas no autódromo e, um tanto mais.

Santa Cruz do Sul é um polo de intensas atividade de nossa gente de Encruzilhada do Sul.

E, por ser muito saborosa e, trazer muitas boas lembranças da doceria alemão, lá está a “Schneck”.

Eu nem vou querer ver, neste momento, a expressão facial de vocês...

Recatados ou “´gaiatos”?

Pois conto-lhes um fato que se deu comigo, nesta Santa Cruz do Sul, exatamente e, não tão  menos famosa Padaria Pritsch, com seus quitutes de excelentes feitios e sabores.

Então, um grande amigo e irmão meu, estava lá junto comigo e, como eu era e sou apaixonado por uma Schneck (queria ver a cara de vocês...), convidei-o para passarmos nesta padaria, que era e ainda é a mais conceituada neste quesito, para comprarmos e levarmos para Encruzilhada do Sul, o que de pronto foi aceito.

Eu sabendo já da tradução deste vocábulo na “Alemanha” de Santa Cruz do Sul, e este amigo/irmão não, ao entrarmos na padaria, disfarcei para olhar outro produto e pedi que ele se endereçasse ao balcão para pedir umas “Schnecks”...

Então, no meu disfarce, fiquei observando o acontecido.

E, ele na fila, chegou a sua vez.

- Por obséquio (muito educado que é...), eu gostaria de Schneck, pode ser? A moça tem?

- SCHNECK?? Gritou a atendente..

Jesus do Céu, as moças atendentes de um lado, as senhoras clientes do outro, moças, velhas, anciãs e, com toda a certeza TODAS, sabendo falar e entender alemão...umas caíram na risada, outras levaram a mão na boca como se estivessem todas envergonhadas...foi um pandemônio no bom sentido...

Os “véios”, se viu que não gostaram muito daquilo...talvez pensassem que o meu amigo/irmão estivesse tentando “cantar” alguém...desconfiados, contorciam os bigodes...ora o cara queria da moça uma "schneck" e, ainda perguntou se ele tinha...mas claro que sim, ora bolas!

Então, meu dileto amigo/irmão entendeu que tinha dito uma enorme gafe e, com o olhar apreensivo, me procurou agoniado por uma ajuda...

- Lá estava eu, naturalmente com um sorriso maroto, mas, logo lhe prestei socorro e disse:

- Mostra prá moça o que tu queres. Tá ali na prateleira.

E ele, imediatamente procurou-a e, com o dedo indicador, apontou o seu produto desejado, o que uma moça, agora totalmente refrigerada, voltou a gritar em plenos pulmões, para toda a padaria ouvir:

- Ele quer é um ‘NINHO DE ABELHA!!!”

Muitos e intensos aplausos e um alívio geral.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026


25 ANOS DE PROFISSÃO 

                                                                                                                 

                                                                                                            Beto Carretta

Tchê, loko, na minha terra acontece cada uma...

E, essa, ninguém me contou, pois que eu vi e presenciei o fato.

A bem da verdade eu cheguei momentos depois do acontecido, mas, foi quase que a mesma coisa.

Um acidente praticamente no centro da cidade, ou seja, a duas quadras do grande monumento a Gaspar Silveira Martins, na praça do mesmo nome, que é o núcleo nervoso da minha querida Bagé.

Ali, na Rua Monsenhor Costábile Hipólito, bem perto da antiga Brahma e, ao virar a esquina, onde era a usina da CEEE, nosso local de termos jogado muita bola, entre um poste e outro, numa extensão de em torno de 70 metros, que eram as goleiras.

Quem não tem cão, caça com...

Pois nós estávamos sentados em frente ao Clube Aurora, logo abaixo da casa do Bibo, amigo também, quando ouvimos um tremendo de um estrondo.

Tchê, loko, uma baita confusão, com barulhos de vidros quebrados, latas sendo amassadas, gritarias e muita poeira.

Não teve dúvidas, levantamos num “upa” e saímos correndo para ver o que tinha acontecido.

Quando dobramos ali na Rua Barão do Triunfo, indo em direção ao Colégio XV de Novembro, logo abaixo, já tinha um punhado de gente agitada, e um carro todo amassado, dentro de um jardim de uma casa, com o muro caído por cima do motor.

Gente do céu, que coisa feia!

Percebemos, então, que era um táxi e, pior ainda, tinha um passageiro no banco de trás.

Enquanto a poeira baixava, as pessoas ajudavam aos “acidentados”, a sair do carro, pois as portas estavam difíceis de serem abertas, atingidas com o choque.

Mas, após serem retirados, ficamos mais aliviados, visto que o motorista e o passageiro não estavam feridos, apenas com algumas escoriações, então, pela proximidade deles, ouvimos a conversa entre eles:

- Mas, tchê, tu tá louco, o que tu fizeste? Tu não tens carteira de motorista? Comprou? Falsificou? – disse o passageiro, para o motorista.

- Bah, o senhor me desculpe. É que tomei um baita susto, quando o senhor bateu em meus ombros para parar...! – respondeu o motorista.

- Como assim, baita susto? Eu apenas queria descer era ali atrás! – retrucou o passageiro já indignado, colérico, e, diríamos, todo ”enlameado”.

- É que hoje é meu primeiro dia de taxista...eu trabalhei 25 anos numa funerária...

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COTIDIANO

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

 




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                                                                                                    Beto Carretta

 

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Naturalmente que as opções não são boas, é óbvio que há alternativas bem melhores, mas, sabe-se claramente que, embora todas ruins, a escolha deve recair na melhor do pior.

         E, a melhor alternativa da pior, todos sabem qual é, ou é preciso que se desenhe?

         O que foge totalmente a compreensão é vinte anos de poder, vinte anos de total estagnação, vinte anos do pior da economia, do pior da educação, do pior da saúde, vinte anos de roubo, de corrupção, de esvaziamento dos cofres públicos e, condenações em três instâncias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

         No apadrinhamento da “(in)competência maior”, foram anuladas as condenações, pelo absurdo da interpretação de que o “foramento” era indevido.

         Anularam-se as provas pelo aforamento, todavia, o contrário, ou seja, a provação de que os atos ilícitos não aconteceram, nunca e jamais foram comprovados.

         Permaneceu, então, a ilicitude: um apartamento em Guarujá dado pela empreiteira OAS, um sítio em Atibaia e, imbróglios fantasmagóricos sobre um terreno de certa fundação.

         Imaginem passar 20 anos governando um país e não conseguir transformar o seu trabalho em um belo argumento para continuar...

         Não é que o melhor do pior seja a maior maravilha, mas, é preciso articular o entendimento de que, caso não seja o ideal, é possível daqui mais quatro anos, trocar, novamente.

         Acontece que, diante do cenário atual, não restam dúvidas que é a melhor alternativa, visto a total incompetência e roubalheira do que aí está.

         Isto sim é democracia: escolher, cobrar e, se for necessário, mudar.

         E não uma democracia disfarçada de um social/comunismo já, em todo mundo, conhecido por sua total falência e ineficiência.

         Caso contrário, tais países que adotaram este inútil, imprestável e inócuo regime, não erguiam muros para evitar a fuga de seus habitantes.

         Haveria prosperidade, haveria felicidade, haveria paz e satisfação, o que é totalmente ao contrário...

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Não dá para entender o que aí está nas pesquisas, os 47% da corrupção, do roubo, das falcatruas e muito mais, o que não dá para entender é a preferência nestes 47%  em dar continuidade a proliferação dos desmandos neste país.

         O Brasil deveria estar inaugurando fábricas, construindo escolas, aparelhando a saúde, desconstruindo as filas nos hospitais, patrocinando um melhor salário aos nossos trabalhadores, reconstruindo nossas ferrovias, reduzindo impostos (ao contrário de criar mais de 30 tributos nestes últimos 3 anos e meio), ou seja, melhorando a vida das pessoas e, não ladroando...

         Os tupiniquins, nestes 20 anos e até agora, ainda precisam dos “bolsas”, para um gás de cozinha, uma energia elétrica e muito mais, o que as torna “encabrestadas” por estas migalhas em suas sobrevivências, na troca de um voto.

         Sinceramente? Não dá para entender.

         Aliás, dá sim...o incentivo a vagabundagem, a criminalidade, a hostilidade...o que está aí é o que tem de ruim, mas, os outros  reconhecem e, com toda a certeza não estão nestes 47% de total alienação.

         São estes mesmo que, odeiam os empresários, mas querem um bom emprego; odeiam o capitalismo mas possuem um iPhone; criticam quem possui um bom dinheiro, mas querem ficar ricos; odeiam o patriarcado, mas, foram e ainda são sustentados pelos pais; pregam a liberdade, mas, odeiam, hostilizam quem pensa diferente.

         Infelizmente, nestes 47%., aplaudem tudo aquilo que, nestes 20 anos, causou e ainda escandaliza com tamanha vergonha.

         Não dá para entender. Deixo-os com esta indagação:

“O que faz tanta gente votar num político que roubou, mentiu e enganou tanto o povo?”

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CISMAS

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