quarta-feira, 10 de junho de 2026



NÃO É SOBRE JOVENS, É SOBRE ABSURDOS

 

Beto Carretta


Existem tantos absurdos neste país que, é mais em conta conversarmos dos mais atuais, pois que, todas as pessoas que se inteiram de nossa putrefacta política, com todas a certeza sabem que nossa Carta Magna está totalmente defasada.

Partindo deste relapso do Congresso Nacional, onde já de muito tempo seria de bom alvitre e responsabilidade a reforma política neste país, dando ênfase ao legislativo e judiciário, adaptando-os a realidade posta aos tupiniquins, a quem interessa.

Num primeiro instante, vamos ao tamanho absurdo das retenções carcerárias acontecidas nos fatos de oito de janeiro de 2023, onde deveriam sim, quem fez a invasão e as depredações ao patrimônio público, pagar as consequências, mas não as pessoas que lá nada fizeram.

Estavam em frente a um órgão de proteção nacional, pessoas de meia idade, idosos, idosas, com comorbidades, homens e mulheres que apenas participaram de uma manifestação, acampados e não em invasões e depredações, todavia, foram presos.

Aliás, até hoje, sendo que se soube de algumas mortes no cárcere por falta de remédios, por falta de atendimento, por falta de princípios humanos, por falta de sensibilidade e, com uma intensidade de vingança incomensurável.

O judiciário.

Este mesmo judiciário que, uma senhora com dois filhos menores necessitando sua presença diária, nesta mesma ocasião, foi presa por mais de dois anos, por apenas pintar com batom a estátua solitária da justiça.

O batom era a arma da “revolução” que o judiciário criminalizou?

Aliás, solitária a estátua, pois que não quer nem ser próxima de quem habita aquela alcaçaria, donde faisão, caviar, salmão,  regados a vinhos e uísques importados ressoam em seus nauseabundos corredores, com interpretações das leis ao bel prazer dos julgadores.

E, aí estão as eleições. Mais um absurdo, ao entendimento deste escriba, pois que não são os jovens os réus, mas a lei que permite aos dezesseis anos dar a eles a aptidão ao voto, contudo, a emancipação de sua idade para a responsabilização de seus atos, na sociedade, tal como as infrações criminais, não se enquadra.

Como assim? Pois é, dois pesos e duas medidas.

Votar pode, pois a lei dá a eles esse direito, no entanto, nega à sociedade, a reprimenda da justiça aos seus atos ilícitos.

Vai entender tais absurdos...

-:-

 

PAPO-RETO

hcarretta.blogspot.com

Esta crônica contém informação e opinião

Direitos Reservados na Lei 9610/98. 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

 


SOBRANCELHAS...preteridas?

 

                                                                             Beto Carretta

 

        Quantas vezes você se olhou no espelho e, enxergou suas sobrancelhas?

        Tanto faz se você recém levantou de seu sono e de seus sonhos, se você foi fazer seu asseamento bucal após as refeições, se você está se secando após um banho reconfortante...você mirou as suas sobrancelhas?

        Lhes deu o devido valor?

        Também tanto faz, homens ou mulheres...definidos ou não, até mesmo aqueles que sabe exatamente quem são e para onde vão...

        A grande e também valorosa questão: quantas vezes na vida você penteou as suas sobrancelhas e lhes deu a importância necessária?

        Aparou-as...? Penteou-as? Acarinhou-as?

        Aquelas sobrancelhas espessas, desorganizadas, com fios brancos e desalinhados...quantas vezes na vida você as emparelhou, as tratou com o devido respeito, dando-lhes o valor que merecem, pois que são componentes do seu visual, quer queira ou não?

        Todos nós sabemos que elas existem, que elas estão ali, no nosso semblante, na configuração completa de nossas imagens, no frio e enregelante termo, direto e sem rodeios, ou seja: na cara!

        Pois é, eu também sei que elas, as sobrancelhas, os nossos riscos de podem ser pontos de interrogação, que podem ser um caminho, uma seta a seguir, que sobem e traduzem seriedade, respeito, ira, ou que abaixam e se deixam admitir pela humildade e aquiescência da vida, sim, elas ali estão, e você, as veem com naturalidade e companheirismo? Com amor e respeito?

        Com parceria, amizade e conforto, pela complementação, apêndice, conclusão ou remate de uma figura desenhada pela vida e, agora e sempre, ali, na sua frente, no espelho da sua casa...você as ignora?

        Quando e quantas vezes você as tratou com um grande carinho, com um grande respeito, com amizade e paciência, com parcimônia e quietude, muito também pelas atribulações, angústias e adversidades que os dias de hoje nos trazem?

        Sei lá...onde será que está o sentimento que nos impede de agir com a falta de consideração, com o olvidar, no pretérito do esquecimento, da omissão e ablepsia das suas existências?

        Reconhece-las, é sermos fiel à sua existência, é a mais alta forma de dignidade, pois quando as descobrimos, deixamos de mendigar gratulações, ao conhecer seus próprios valores, sem depender de qualquer vontade alheia e, seguirmos caminhos...

        Nem “as”, nem “das”... pois que o que aí está posto, não é só sobre sobrancelhas...

-:-

 

MISCELÂNEA

hcarretta.blogspot.com

Crônica original, contém opinião e informação.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.

 

       

terça-feira, 26 de maio de 2026



ONDE O VENTO DOBRA...E VÊM AS TEMPESTADES


Beto Carretta


 O vento dobra? Dobra.

 Mas, e as tempestades? Surgem? Sim!

 Porque o tema é polêmico, suscita destemperanças, radicalismos, exarcebações, contudo, precisa sim ser aportado e abalroado, pois que já não merece mais ser ignorado, posposto, estar nas brumas da opacidade.

 A vereança, os vereadores, as remunerações, os penduricalhos, os balangandãs, diárias e, ...

 Vamos por partes, diria Jack...

 Fui lá no Sr.Google e, sem pudor nenhum, perguntei: “É legal a cesta alimentação para os vereadores?”

 Pois acreditem, o Sr.Google mencionou até o caso da nossa Encruzilhada do Sul-RS, e, ao que parece, ninguém (quem deveria, é claro) falou e nem disse nada.

 Vejam, ou melhor, leiam o que ele, o Sr.Google disse:

“A legalidade do auxílio ou cesta alimentação para vereadores é altamente controversa e divide opiniões jurídicas e Tribunais de Contas pelo país. 

A questão central gira em torno de o vereador ser um agente político que recebe subsídio (remuneração em parcela única), o que gera debates sobre a constitucionalidade de adicionar novos benefícios. 

Abaixo estão os principais pontos sobre o tema:

O que diz a lei e a jurisprudência?

Entendimento do TCE-RS: O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) tem jurisprudência pacífica no sentido de que não é permitido pagar auxílio-alimentação a agentes políticos (como prefeitos e vereadores). O órgão considera inconstitucional por violar a regra do subsídio em parcela única.

Entendimento divergente: Por outro lado, algumas Câmaras Municipais e entendimentos jurídicos defendem que o benefício é legal e possível desde que seja previsto em lei municipal específica, tenha dotação orçamentária e possua caráter indenizatório (para cobrir gastos eventuais com a função), sem configurar aumento salarial disfarçado.

Contexto Recente (Encruzilhada do Sul/RS)

Na região de Encruzilhada do Sul, a concessão de um vale-alimentação para os vereadores aprovada em abril foi alvo de grande polêmica. Devido à pressão popular e a apontamentos dos órgãos de controle, projetos do tipo frequentemente enfrentam o risco de revogação ou suspensão por questionamentos legais e morais.”

 Leram? Pois não sou eu quem está dizendo, e, sim, o Sr.Google.

 E, os desdobramentos de todo esse impasse, acredito, grande parte da comunidade encruzilhadense, provavelmente ficou sabendo.

 Sendo assim, e, como o assunto deve ser “abalroado”, coloca-se aqui e em pauta, o fim das remunerações dos vereadores, o fim da palavra “vereador” e, por conseguinte, a adoção de “Conselheiros da Sociedade”.

 A vereança deveria ser uma contribuição dos cidadãos e cidadãs, para com a comunidade, com apenas custos de gabinete patrocinados.

Eleitos?

Sim. Todavia, ilibados, ficha-limpa, honestos, com vida pregressa sem máculas, para que a confiança e credibilidade emanadas da urbe, possam abonar as leis, os projetos, as decisões e atitudes gestadas no útero da “Câmara dos Conselheiros Municipais”.

Tais “mentores”, oriundos da comunidade e, eleitos, certamente já estão investidos de suas profissões, e, em sendo assim, a remuneração, que, hoje transforma-se perene ao carreirismo ignóbil e desprezível, não haverá de se fazer perceptível, manifesto, pelas contribuições comunitárias outorgadas, concedidas, brindadas ao bel prazer de se ser vital e indispensável.

Só e somente só.

Mas, e onde o vento dobra?

Na criação das tempestades do conhecimento e do pendor...Invistam na educação!

"A educação é a arma mais poderosa que todos nós podemos usar, para mudar o mundo!"

-:-

PAPO-RETO

Esta crônica contém informação e opinião.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.