sexta-feira, 17 de julho de 2026

 


UMA ETERNA E INESQUECÍVEL LIÇÃO 

                                           Beto Carretta

 

        Aconteceu!

        Tomara, a grande maioria dos brasileiros tenham visto e, mais ainda, tenham admirado e tomado como uma grande e inesquecível lição.

        Não deixo por menos.

        Quiçá, o mundo inteiro também, pois que, exímios professores nos deram, de graça, esta tão magnificente exibição de garra, de luta, de vontade, de brio...em um quadrilátero nominado por “campo de futebol”.

        Pois é, “eles não perdem a capacidade de encontrar uma resposta”.

        Sim, estamos falando da Argentina e, (que se diga de passagem, quanto a simpatia, não lhes sou favorável), naquele embate contra a Inglaterra, onde saiu perdendo o jogo, e, mesmo com a adversidade, mostrou ao mundo todo (que os brasileiros tenham aproveitado), sua  aguerrida e destemida vontade em não ter medo de ganhar.

        “O medo de perder tira a vontade de ganhar”!

        Inesquecível o exemplo desta equipe argentina, donde naquele momento compreendeu a luta não como um fim em si mesma, mas, como a expressão do seu compromisso em ganhar, em vencer, como se tudo isso fosse sua carta de alforria, a sua desejada liberdade.

        A sua coragem, a sua determinação, a sua resiliência, não determina apenas e tão somente um ato de heroísmo episódico, mas, uma forma de existir, de ser e, por consequência, estar e vencer.

        Uma aula de transformação na adversidade, em força, em perseverança, em coragem, onde provavelmente tenha buscado em seu passado de lutas e glórias (Malvinas?!), o fundamento de sua identidade, no sentido próximo ao existencialismo.

        E aí, Brasil, e aí, brasileiros e, por favor, não incluam nessa o povo gaúcho...somos próximos, temos histórias iguais, temos fibra, nossa vontade por um mundo melhor e muito mais decente é, até hoje inquebrantável, somos guerreiros...diferentemente do que se vê por aí...

        E aí, Brasil, e aí, brasileiros...

        Aproveitaram a lição dos “hermanos”...?

        Aproveitaram a lição destes jogadores que, ali, estavam representando este povo virtuoso, este povo indômito, que nunca se deixa subjugar e, que, preza a sua dignidade?

        Sejamos realistas, sejamos sinceros, deixemos a hipocrisia de lado: este Brasil em nada é semelhante e, de tudo isso e, com tudo isso que não somos, podemos acrescentar mais ainda, a ética, a honestidade, o caráter, a excelência moral, a justiça proporcional e imparcial...não, não as temos...

“Um povo afirma seu sentido, pelo caráter, determinação e coragem de seus guerreiros”!

Thyago

-:-

PAPO-RETO

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

 


NECESITAMOS HABLAR ii 

                                                                                             

                                                                                     Beto Carretta

 

         Pois lhes disse que voltava e, hoje, agora, quando são 10:05h, deste dia 15/07/2026, voltei.

         Promessa é sempre uma dívida que você deve cumprir, ou então, não as faça...fica feio não cumprir.

         Confesso que esperei as coisas acontecerem, mesmo porque não haveria motivo algum em retornar a este tema, a esta crônica, não fosse tudo o que já aconteceu na Copa do Mundo de Futebol/2026.

         Pois é, perdemos, ou melhor, perdemos e nos desclassificamos.

         Vejamos se não deixo ninguém para trás: Uruguai, Paraguai, Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Canadá, seriam esses?

         Não vou pesquisar, aliás, vou confiar na minha memória (coisa arriscada), mas, todas estas seleções, sul e norte americanas, já estão em suas casas.

         Não deu.

         Perderam, não se classificaram e, hoje, seus atletas, com certeza, estão ou em férias, ou, já labutando em seus clubes de origem.

         Poderão alegar um ou outros tantos fatores das suas derrotas, todavia, nada, mais nada mesmo tem a propriedade de consolar os seus torcedores que, torceram, apostaram, mas, também, frustraram-se.

         São exceções a este acontecimento, todos aqueles que “não levaram fé” nos seus escretes, e, portanto, nem torceram e nem apostaram nos seus representantes, estando agora “numa boa”.

         Inclui-se aí, neste tipo de situação, uma grande porção de brasileiros que, desconfiaram por já conhecerem o elenco verde-amarelo e, “caíram fora”, sabiamente.

         E, quem ficou de representante de todas as Américas?

         Quem foi, antes de começar a Copa, taxado de “segunda prateleira”?

E, hoje, onde está?

Como chegou?

Garra, raça, vontade, aplicação tática, técnica, é sangue mapuche e, friso novamente...muito diferente “dos de brinquinhos”.

Sendo assim, mesmo que hoje não obtenha êxito, foi o representante legal das Américas, na semifinal da Copa do Mundo: a Argentina...e, poderá sim, mesmo que os brasileiros, principalmente, não torçam por isto, o grande finalista, junto com a Espanha que, ontem, deu show contra a tão falada e propalada França.

Então, aí, entra a rivalidade, entra as aversões, as incompatibilidades, na política, na economia, na cultura e, principalmente em muita evidência, no futebol, junto com o racismo.

Mas, é o representante, em primeiro lugar, Sul-americano e, no outro instante, das Américas.

Neste momento crucial, cada um tem a total liberdade de torcer ou não para a Argentina...

Há quem diga que, se a situação fosse inversa e, o Brasil tivesse nesta situação, jamais os argentinos torceriam pelos canarinhos...

E, agora?

Por quem você vai torcer hoje?

-:-

PAPO-RETO

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sábado, 11 de julho de 2026

 


DINHEIRO NÃO É FELICIDADE, É SOLUÇÃO...


                                                                 Beto Carretta

         Olha só como são as coisas...

         Quem traz no sangue o jornalismo, e, dentro do jornalismo, a crônica, seria mesmo que ser um assíduo ao ópio...não tem como.

         Pois é, postei num interregno de tempo atrás, um repente...repente daqueles que me é tempestivo, me é toma lá, dá cá, está dentro da concepção de um instante e, imbecilmente não deixo passar...

         Ora, mas que intrigante, pois que, por que eu tenho que dar um pitaco nas coisas que não me são inerentes...por que?

         Imbecil?

         Mas, desta vez e, em mais esta vez, não deixei passar e, disse: “dinheiro não é felicidade, é solução”...perdão, mas foi um repente.

         Quem sabe era melhor eu ficar quieto...quem sabe...?

         Mas, quem traz o jornalismo no sangue, quem traz a crônica no coração e na alma, quem sente e faz falta escrever, escrever e escrever, mesmo que não tenha “quórum”, mesmo assim, a mim nada faz falta os aplausos, as interações, os positivos, os comentários, para mim e, faz falta sim, eu não escrever, eu não comentar...eu não ser aquilo que me traz felicidade...o jornalismo, a crônica.

         OLHA AÍ, A FELICIDADE!!

         Sim, é disso mesmo do que  queremos e estamos falando: “dinheiro não é a felicidade, é apenas e tão somente uma fugaz e tempestiva solução”.

         Apenas isso e, nada mais.

         Posso falar de cátedra, posso falar por experiência própria e, ninguém, mas ninguém mesmo tem o poder ou a petulância de extinguir esse sentimento, essa história, essa saga que tenho e trago no peito, assim como tantos e tantos outros guerreiros que lutaram ou, ainda, assim como eu, lutam por um desejo: ter vida e ser feliz!

         Tudo isso veio de uma inspiração e,  que fique claro e evidente: apenas uma palavra, apenas uma frase, apenas uma atitude...é uma verdadeira cascata, um turbilhão, uma enxurrada de pensamentos e desejos de um cronista: escrever, escrever e ter a sua felicidade em poder, singelamente, transmitir a vida como ela é.

         Meu caro, obrigado pela frase: “me deixem ser feliz...”!

         Porque bateu forte lá no meu coração que o dinheiro é apenas e tão somente uma esvanecente ilusão, uma fugitiva e efêmera solução...felicidade, para mim, é ter saúde, é ter uma família linda e feliz, é ter amigos sinceros e consentâneos...como certa vez eu escrevi: “sim, nós queremos uma casa no campo, onde possamos ter o tamanho da paz...”

         Eu queria ser um poeta...mas, me tenho por um cronista...não tenho a rima mais doce e compreensível, tento ser um impressionista de uma linguagem mais fácil, sou um prosador que sempre está em busca de um tema e, dar um sentido em um papel...

         Todavia, o espírito do poema se foi, ou...nunca existiu.

         Portanto...

        O dinheiro veste os dias de conforto, abre portas, encurta distâncias e oferece escolhas. É como uma lanterna em meio à noite: ilumina o caminho, mas não cria e nem te traz o amanhecer.”

                Perdão, perdão pela intromissão...é o jornalismo, é a crônica...

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ETERNIDADE

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