sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

                       


                         Nobres audazes

 

                                                                                                                            Beto Carretta

 

Neste sábado o Bumba Meu Boi vem para o palco das festividades folclóricas e já eternizadas, da nossa querida Encruzilhada do Sul.

Uma linda festa que cativa os olhares de todo o território nacional e, sabe-se lá, internacionalmente.

Êta, Encruzilhada do Sul, que, nem só de carnaval e bumba meu boi se faz valer, mas, ainda e cada vez mais enaltece esta região com a uva, nozes, o mirtilo, os azeites de oliva, enfim, a fruticultura em geral, produções da terra pelas quais, merecem uma grande homenagem, como eu sempre digo e escrevo aqui neste espaço, os “Nobres Audazes”, Batistella e Pedro Paulo.

Duvido que não conheçam?

Se não, então, procurem esta história recente acontecida aqui no nosso município, com estes valorosos personagens...dois grandes baluartes da fruticultura e, consequentemente do progresso de Encruzilhada do Sul, que deviam, ah! que deviam, deviam, ser muito, mas muito mais valorizados...

Estas coisas me indignam...esquecem, ou, por ignorância, ou por vaidade pessoal-narcisismo, ou por indiferença motivada nos bastidores sórdidos, infames, podres da política, o nome das pessoas que, realmente, são as que devem ser valorizadas, devem ser exaltadas, as que devem ser lembradas, as que deixaram na história do município, as suas maravilhosas contribuições, e, quanto aos “comandantes”, para eles as quinas do esquecimento.

Onde estavam? Onde estão? Os narcisismos...

Ah, e vamos acrescentar nesta equipe de sucesso da fruticultura encruzilhadense, dois maravilhosos técnicos, ou seja, o Genésio e o Proveta.

Também não conhecem?

Pois é, quanta injustiça cometem, ao levar ao ostracismo o nome de quem realmente merece todas as láureas, sem sombra de dúvidas.

Meus queridos amigos, Batistella e, que, esteja nas pradarias encantadas do céu, Pedro Paulo, quem sempre ofereceu seu trabalho para os encruzilhadenses, todavia, nunca priorizaram, nas urnas, suas excelentes habilidades trabalhistas...pois eu uso deste espaço democrático para lhes homenagear, ontem, hoje e sempre...reconheço imensamente suas contribuições e, até mesmo me emociono, vez pela grosseria e incivilidade dos “comandantes” e, em um outro prisma, pelo brilhantismo, pela capacidade de trabalho, pela busca de novos horizontes e, pelo progresso hoje já instituído em nosso município, sendo este sucesso total de responsabilidade destes dois grandes baluartes da fruticultura, com mais dois coadjuvantes, Genésio e Proveta...

Não os esqueço...não, nunca, jamais...

A fruticultura floresceu, quando duas mentes visionárias uniram esforços e conhecimentos, transformando sementes de trabalho em colheitas de progresso e prosperidade para Encruzilhada do Sul.

Se tem alguém que merece, são vocês.

Meus sinceros e infindáveis aplausos!!

-:-

MISCELÂNEA

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Esta crônica contém informação e opinião.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

 


VÉIO É VÉIO... 

                                                                                                                                             Beto Carretta

 

Não só eu, mas, tenho absoluta certeza de que milhares, não, milhares não, mas milhões de “véios”, querem saber quem foi o idiota ou a idiota que chamou esta turma de “Melhor Idade”.

Ora, Melhor Idade!?!

Comecemos pelo ato de acordar...vai dizer que não é verdade: se ao acordar, os véios não sentirem nenhuma dor, podem ter certeza de que suas almas já estão morando lá em cima, ao lado do Nosso Senhor.

Véio sem dor de manhã cedo, ao acordar, é algo totalmente incomum...dor nas costas, dor de barriga, dor na bexiga...aliás, saibam que, ninguém dos véios acordam porque precisam ir no banheiro...eles vão no banheiro porque simplesmente acordam.

Ah! Perderam o sono, então, automaticamente o endereço é o “xixi-room” e, sempre que a enxurrada se faz efeito, estrondosas trovoadas se fazem escutar...coisas de véio.

Aliás, para os véios, o ato de tossir também já vem com efeitos agregados e que nem precisam mais serem provocados...a tosse, as trovoadas e, o afrouxamento total do ato de mictar.

Véio é véio.

Tem outra e, muito importante: véia tem que deixar essa idiotice de vaidade de lado e, usar sapatos com solado de borracha, usar tênis, usar o que for anti-derrapante e, não aquelas sandálias rasteirinhas ou sapatos de sola de couro...afinal de contas, o que vale mais? A segurança de não levar um tombo, ou, queda, quebradura, hospital e sala de cirurgia?

Sim, quem foi o imbecil ou a imbecil que disse que esta é a “Melhor Idade”?

Só pode ser um milionário ou uma milionária...

Porque não devem ter nenhum problema sobre frequentar, ao invés de restaurantes, churrascarias, boates, shows, etc., e tal, as farmácias, os hospitais, os postos de saúde.

Quanto custa um remedinho de ponta para pressão alta, que não esteja no rol da farmácia popular?

Exames, tratamentos, consultas...véio é véio.

- E aí, véio, como estás?

- Vamos dançando conforme a música...meu cartão de crédito é só farmácias...

Diabetes, dor no joelho, catarata, varizes, azia, má digestão...toma um chazinho de boldo...colesterol, hipertensão, problemas cardiovasculares, osteoporose, artrite reumatoide... afinal de contas, onde está a “Melhor Idade”...?!?

Ora bolas...mas tem que fazer por onde...academia, caminhadas, natação, esportes como tênis, padel, vôlei, basquete...por falar em vôlei, rapidinho lhes conto: não façam esportes que vocês já fizeram e querem voltar...conheço alguns ex-atletas que tentaram voltar e, sabem o que aconteceu: sala de cirurgia, rompimento de ligamentos...joelho, ombros, tendão...seja lá onde for... é uma grande temeridade, pois querem fazer o que faziam nas suas “melhores idades” (juventude = esportes) e, daí, dá no que dá...

Ora, Melhor Idade...

Melhor Idade “uns cactus”...este tempo “é ser mais”, mais experiência, mais sabedoria, mais aprendizado, mais estrada e, muito mais vida, não anos de idade, mas, vida...

Bom mesmo nesta muito mais vida, é o “Melhor Tempo”: uma casa no campo, uma carne gorda, churrasco dos bons, um belo exemplar de vinho, um violão, as cantorias e amigos para rir e filosofar...

“Não, a velhice não é tão ruim assim, quando consideramos a única alternativa, e boa, dos fins dos tempos, nunca uma melhor idade”. Thyago

-:-

Miscelânea

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

         


                     


NÃO ME PERTENCE MAIS...


Beto Carretta


 Lá vem, de novo, o título de duas ou três crônicas atrás, “Cadum, Cadum”... acho que nunca mais vou ter, ou melhor, criar uma expressão tão envolvente, abrangente, como um grande amplexo.

 Ela, a expressão (Cadum, Cadum...), fala muito de todas as coisas e pessoas, se é que é possível atingir tal compreensão, e, se você leu aquela crônica lá atrás, vai entender perfeitamente, caso contrário, procure-a, para saber o que “Cadum, Cadum”, quer manifestar, quer dizer.

 Pois Cadum, Cadum...

 Por exemplo: está aí as festas de Momo...ah, como eram maravilhosas...blocos, escolas de samba, casa das rainhas, desfiles, salão dos clubes, alegria, descontração, felicidade e, ainda mais os penduricalhos (vocábulo atualmente bastante proferido pela classe política e jornalistas...).

 Contudo e por mim eu confesso, veja lá, cadum, cadum... com o tempo, fomos nos afastando de muitas coisas...festas, eventos, multidões.

 Alguns...não foram todos... pois que cadum, cadum, e, é bom que se saiba que ainda existe por aí, como uma turma de um grande amigo meu, chamada de “Inimigos do Fim”.

 Decididamente eles são Inimigos do Fim, pois só encerram as suas participações quando o fim termina...vai entender...ora, o fim termina...

 Vejam só que maravilhosa expressão: Inimigos do Fim!

 Quem olha de fora, ou até mesmo os Inimigos do Fim, podem estar concluindo de que, quem é amigo do “vá, mas não me convide” perdeu o brilho, perdeu a vontade, de que perdemos o “pique”, e, até que podem ter razão, mas não é bem isso.

 Ao invés de nós perdermos a vontade, o brilho, etc., e tal, não perdemos, a bem da verdade nós aprendemos, com o passar dos tempos, a escolher os nossos momentos.

 Nem todas as festas são imperdíveis, até mesmo o carnaval.  Não precisamos estar em todos os lugares, sorrir o tempo todo, até mesmo estar inseridos onde nem sempre “ainda”somos bem-vindos.

 Adequados onde já não mais cabemos.

 Volto a dizer: cadum, cadum...

 Não precisamos, ou melhor, não queremos mais forçar a barra, onde o coração já não pulsa e a felicidade, como a paz, habitam outros espaços, que aprendemos, em primeiro lugar a encontrar, e, depois a habitar.

 Daí, a certeza em afirmar, com o frescor da paz que, provavelmente antes não existia, e, hoje, na integridade de quem é sincero e honesto, dizer com todas as letras: isso não mais me pertence, não é mais para mim.

 Podem concluir que aí tem tristeza, tem abandono, tem total desânimo, mas, não é nada disso.

 Acreditem, é um grande conforto, um alívio, uma suavização da vida em poder escolher a paz sem precisar provar mais nada.

 Festas, eventos, multidões, agitações rumorosas...não mais me pertencem...

 O tempo passa e as pessoas mudam (provérbio local).

                                                  -:-

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