terça-feira, 20 de outubro de 2026



Um grande privilégio

 

                                                                                                                Beto Carretta

 

 

Fui agraciado pela vida em ter um excelso avô.

Mais ainda, Capitão do Exército Nacional, com distinção.

Eu era pequeno, neófito, contudo e, vejam bem, sua postura de chefe de família foi tão intensa, tão verdadeira, tão justa e benemerente, que até hoje, guardo-o em minha memória.

Em minha puerícia, mesmo assim, aprendi intensas, genuínas e convenientes lições, que até hoje preservo-as, por ter me auxiliado e, em muito, toda a minha trajetória de vida, que já encontra a vetustez.

Mais ainda, carrego-o em meu nome: Marcínio!

Quanta honra.

Muitos foram os ensinamentos, todavia e, em primeiro lugar, o respeito.

Respeito aos meus pais, aos meus avós, aos meus tios e tias, a todos da minha família e, sim, pela tradição dos povos orientais, onde os mais velhos são reverenciados e estimados, muito pelas suas vivências e por suas experiências.

Um conselho, uma filosofia, um repreendimento, nos termos da senectude, são tão valiosos quanto a um passo reto, probo, e profícuo em nossas caminhadas.

Eles, foram e sempre serão os nossos esteios, a quem devemos muito, tenham a certeza disso, por toda esta vida.

Mas, muito mais...ensinou-me o respeito pelas demais pessoas, nossos próximos, pelos símbolos nacionais e, não seria diferente, pelas entidades sociais e, tenho a certeza de que ninguém haveria de pensar: ensinou-me o respeito e a prática da postura física, ou seja, deu-me a caminho para o cuidado do corpo e da mente.

“Men sana in corpore sano”!

Meu avô.

E eu era pequeno...

Campeão em palavras cruzadas, tendo sido vitorioso em muitas oportunidades em que concorreu, no Correio do Povo, em seus concursos.

Aprendi com ele a gostar deste passatempo, o que muito me instruiu no saber e conhecimento.

Me chamava para sentar ao seu lado (como eu era pequeno, naturalmente que eu fica em pé, na cadeira), abria aquele Correio do Povo de antigamente, em que, se alguém lembra, era de um tamanho enorme e, só em uma mesa mesmo para se ler.

Lá estávamos nós a fazer palavras cruzadas, quando também me recitava os versos de Mário Quintana, na mesma página, na coluna “Do Bric-à-Brac da Vida”.

Alguém lembra disso...?

Ah, Mário Quintana...nosso grande poeta, que tenho uma grande admiração, junto com Vinicius de Moraes, “os poetinhas”.

Trago veneração, respeito e muitas saudades de tudo aquilo que ainda me lembro, na casa do Seu Sidonal, na minha querida terra natal, Bagé-RS, com meu avô Marcínio me emprestando o seu tempo para ensinar-me coisas de grande valor e, que, carrego até hoje...não há como esquecer.

E, todas essas lembranças apenas porque apareceu uma postagem nas redes sociais, que cito abaixo (adaptada), onde o meu avô não participou, contudo, fala de outras tantas verdades que precisam ser evidenciadas para uma sociedade trôpega e totalmente esquecida dos genuínos, reais e puros preceitos da honestidade, da responsabilidade, da decência e dignidade que um povo deve envolver, num abraço a tão propalada democracia.

Inverto-o, a saber:

“Acredite no seu avô honesto e trabalhador, de 80 anos ou mais, que viveu o regime militar inteiro e afirma que foi a melhor época do Brasil.

Não acredite no seu professor de história, ou seu“dileto” amigo, de 35 anos, maconheiro, que mora com a mãe, não toma banho e nem corta o cabelo, e diz que foi horrível!”

-:-

 

PAPO-RETO

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domingo, 18 de outubro de 2026

 


“ Do a hard reset!”

 

                                                                                     Beto Carretta

 

         Meu Senhor, que pandemia!

         Cruz, credo!

         Valei-me Meu Deus!

         Chatices, aborrecimentos, importunações, ignorâncias, violências, agastamento, enfado...e, a dita e tão execrável, asquerosa, repugnante, hedionda, desprezível e nauseabunda polarização política, neste pilhado, rapinado, saqueado, subtraído país.

         Eleições, ah!, as eleições...

         Deixou, já há muito tempo de ser o tal do “exercício da democracia”, a “festa democrática”, o “ato de direito civil obrigatório”, vez que os mesmos políticos se encarregaram de transformar as famigeradas “urnas eletrônicas”, num exercício abominável.

         Vejam que milhares de brasileiros deixaram de ir às urnas, e por quê?

         Porque não aguentam mais tanta desfaçatez dessa classe, porque não toleram mais tanta roubalheira nos cofres públicos, porque não suportam mais a quantidade de impostos para as pessoas físicas e jurídicas, pela corrupção, pela sem-vergonhice, pela cretinice de mentirem descaradamente, despudoradamente nesta época, ou seja, tempo das eleições...e, depois, o “dolce far niente”.

         A grande verdade é que a propaganda política deveria ser, terminantemente proibida, pois ali mora a mentira, o engodo, as promessas vazias e inexequíveis, o papo furado, ali pintam este país vilipendiado de o “país das maravilhas”...

         Ora, por favor, deixem de ser idiotas, imbecis...

         Pregam a moral que não as têm, valorizam muito mais as aparências porque caráter não os têm, como também tentam  ludibriar os honestos, porque honra não as têm.

         Viver neste período de eleições, no ano dos embustes, das falsidades, na época das mentiras, das ilusões, das promessas fúteis, da insaciabilidade de poder e riqueza, já não se suporta mais.

         Principalmente porque e além de tudo o que já foi citado, sabe-se de antemão que, o desejo de todos eles (naturalmente e, como sempre digo: toda a regra possui exceções...), o que visam é a moeda sonante em suas já abarrotadas contas nos bancos dos paraísos fiscais.

         Votar no Brasil passou a ser um suplício, uma verdadeira tarefa repugnante e, que, se possível fosse, tenho a certeza absoluta de que a abstenção passaria, tranquilamente, dos 21,8% (33,4 milhões de eleitores), que deixaram de votar neste primeiro turno de 2026.

         Do jeito que deixaram a democracia se transfigurar para extremamente incômoda, insensata e inconveniente neste país, ninguém mais têm a apetência de exercer o seu direito ao voto.

         Quando possível é, quer estar longe, muito longe das urnas eletrônicas e, estão com a mais pura e incontestável razão, pois que, ninguém tem a coragem de a isto, contradizer, caso contrário, residem a léguas da sensatez, da probidade, da honradez...quando os tolos são mais devassos, canalhas, do que os sábios...

         Tudo neste Brasil, corrompido, vilipendiado, aviltado nesses mais de 20 anos da tal democracia, e, principalmente em ano das eleições, é para não se ler e nem se ouvir, é para se ausentar, abandonar, se distanciar e, a solução está na devolução do país aos índios, ou, às portas dos aeroportos internacionais...

         Diriam os gringos: “Do a hard reset!”

-:-

 

CARA-A-CARA

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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 


A VERGONHA DO 7 DE SETEMBRO

 

                                                                                     Beto Carretta

 

 

         ...as ruas eram cheias de pessoas, velhos, jovens, crianças, de estudantes, de povo verde-amarelo, de bandeiras, de bandas, de fanfarras, de música, de hinos, de respeito, de honestidade, de probidade, de democracia, de brasilidade espontânea e, liberta da contaminação imoral que hoje emana dos corredores fétidos palacianos...

         Ah! Como era lindo o Dia 7 de Setembro!

         Este 7 de Setembro quem viu e viveu, foi como se fosse um quadro de pintura, tal qual foi pintado “O Grito da Independência”, por Pedro Américo de Figueiredo e Mello, hoje exposto no Salão Nobre do Museu Paulista (Museu do Ipiranga)...lindo!

         Hoje, o que se tem é uma fotografia em preto e branco, totalmente desfocada, feia, triste, configurando plenamente o abismo que o “estado brasileiro” construiu nesses anos, afastando-se totalmente de um povo, já sofrido e penalizado por tantas desmesuras governamentais.

         Os fétidos corredores palacianos...

         Onde se abriga a corrupção, a desonra, os delitos de posses indevidas, o desperdício inaceitável da riqueza tupiniquim, a indiferença, o profissionalismo político, a incompetência perdulária administrativa, enfim, a decadência, o crepúsculo, o descrédito de uma governança extremamente egoísta e interesseira aos seus projetos pessoais.

         Um governo que não deveria existir, aliás, não existe para o seu povo, a não ser àqueles que estão subjugados pelas esmolas sociais.

         O 7 de Setembro naufragou, soçobrou pelas mãos daqueles que, deliberadamente, não possuem nenhum respeito pelos símbolos nacionais, ao contrário, adotam outros, copiados de países que possuem muros, para aprisionar os seus cidadãos.

         O 7 de Setembro das antigas, nas ruas, nos gramados, nas janelas das casas, nas praças, ainda ontem dava-se o valor devido as nossas insígnias nacionais, ao contrário do que aí está, onde se vê apenas um punhado de gente “encabrestados” pelos empregos sociais, do toma lá, dá cá.

         Uma total imoralidade.

         O 7 de Setembro...ao invés de manifestações de louvor pelas administrações probas, eficientes, progressistas, viu-se na mídia nacional faixas marqueteiras extravasando, errônea e politicamente, bravatas sobre a soberania nacional.

         Como afirmou o competente jornalista, Alexandre Garcia, em uma das suas maravilhosas crônicas: “O povo brasileiro perdeu a soberania”.

         Porque nada mais decide coisa alguma, lhe é imposto.

         O autoritarismo, a ditadura disfarçada, a manipulação contaminada, diluída, misturada com a corrupção, com o enriquecimento ilícito, com as mordomias de um reino privado, pessoal, invulgar, cada vez mais desmerecem o 7 de Setembro.

         A palavra liberdade encontra-se “sub judice”.

         O Estado, neste momento, luta arduamente, para levar o povo brasileiro à sua colônia.

         E o Dia 7 de Setembro?

         Uma vergonha.

-:-

 

DESASSOSSEGOS

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