sábado, 1 de agosto de 2026

 


A primeira é muito melhor do que a segunda

 

                                                                                       Beto Carretta

 

         Eu tenho quase certeza absoluta que muitas mentes “poluídas”, devem estar pensando em outras coisas...

         É ou não é?

         Viajar no pensamento é coisa que não paga imposto e, traz em si muita criatividade e alegria, traz reflexões, determinações, consequências inatas aos sonhadores.

         Que maravilha!

         Em frente, ponha um  alto astral em sua cadência, precisa-se sempre um grande entusiasmo para encarar, cada um, os seus caminhos, não é mesmo?

         E, acreditem: a primeira é muito melhor do que a segunda.

         Aliás, esta foi uma das inúmeras regras cotidianas que fizeram, ou melhor, trouxeram muitas alegrias ao meu estimado sogro, Bacharel Belisário Francisco da Silva.

         Minha excelentíssima esposa(Helena), filha do Tio Belisa, como sempre foi, carinhosamente chamado, ou, Tio Bilia, pois ela também é fã desta regra, deste ato, desta atitude: a primeira é muito melhor do que a segunda.

         Pois, saibam, que eu também cheguei a esta conclusão, onde verdadeiramente se determinar a esta regra, traduz os sabores pertinentes as coisas boas da vida.

         E, olha que não é uma e nem duas, são inúmeras atitudes, atos, desejos que estão englobados na regra, digamos, “Beliseriana”.

         Pronto! Neste momento, determino que este princípio, que serve como padrão, como norma, como um preceito a que todos deveriam ao menos experimentar, regra básica, mandamento número 1, aos comensais, como um “Decreto”.

         E, volto a ter certeza: não vão se arrepender nunca.

         Também acredito que, muito embora ainda não tenham percebido o quanto este mandamento, este preceito, esta regra acontece no dia-a-dia de cada um, seja bastante casual.

         Mas, e daí, Carretta, do que tu estás a falar?

         Pois é, vamos lá então, proferir, DECRETAR, o “Ensaio Dialético Beliseriano”:

- Tomem café numa caneca, e grande; nunca numa xícara.

Razão: se estiverem tomando café numa xícara, e aí a certeza, de que a primeira(xícara) é sempre muito melhor do que a segunda(esta não vai ter o mesmo sabor do que a primeira), portanto, se você tomar o café numa caneca, e grande, estará satisfeito com o melhor, e sempre, ou seja, uma caneca grande com um café sempre muito bom, sem ser preciso a segunda xícara, e, nunca igual a primeira, “capiti”?

         E, o “Ensaio Dialético Beliseriano” serve para um café, para um prato(fundo) de feijão, um pudim de leite consensado numa tigela e, não num pratinho (às favas as boas maneiras, mas, se estiver na sua casa), enfim...seja feliz, sempre, com a primeira...

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COTIDIANO

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

 


TEM QUE IR EMBORA! hoje!

 

                                                                                     Beto Carretta

 

         Não tem mais como ficar! Chega!

         Fora, Luís Castro!

         Este senhor, segundo comentários num programa de esportes de certa rádio da capital, em 33 amos, sim, trinta e três anos, este senhor ganhou somente um título.

         Por favor...

         A direção gremista contratou mal e, agora, vai ter que assumir o erro e, pagar a indenização de ruptura de contrato, ou, ele vai colocar o Grêmio na segundona do Brasileirão.

         Sem falar no risco eminente de sair fora, também, da Copa do Brasil, pois são dois compromissos contra o Mirassol e, contra o Mirassol o pesadelo é certo.

         Que sejam corajosos, que sejam responsáveis, que tenham hombridade e, que assumam as suas burrices: indenizem o treinador Luís Castro e, mandem este senhor embora da Arena, do Grêmio, da vida dos torcedores gremistas.

         O time perdeu de vez toda a sua identidade de time copeiro, de raça “hermana”, de imortal, de estirpe tal como De Léon e Kannemann, da “liquidez” de um Baltazar, de um Tarciso ou Renato Gaúcho...esta diretoria está fazendo os gremistas ficarem saudosos, sensíveis ao seu passado glorioso, porque o futuro é totalmente incerto com esse treinador.

         Chega de Luís Castro!

         Erraram? Paguem por este catastrófico erro.

         Entre tantas outras “burradas” deste treinador, onde o time gremista não tem pé e nem cabeça, jogou na Arena, precisando de uma vitória, e o cara colocou no meio campo três volantes, deixando a pérola da base como o Gabriel Mec no banco; entrou com um centroavante dinamarquês totalmente desligado (levou uma das piores notas do jogo), um Tetê que até agora não disse porque veio, enfim...

         Se ficar, como a Diretoria ontem replicou, vai jogar o Grêmio na segundona do Brasileirão e, com isso, o dinheiro que vão perder, poderia muito bem pagar essa indenização infame que, foi outro absurdo na assinatura do contrato com este senhor.

         Chega de Luís Castro!

         Este também não disse porque veio e, até agora, não fez nada de produtivo em Porto Alegre, na Arena, no Grêmio, sendo que a sua estatística gira em torno de 46% de aproveitamento.

         Tem quem diga que a prova final do treinador gremista é nos jogos de mata-mata da Copa do Brasil: se perder, vai embora.

         Mais uma vez a diretoria errou, protelou o que já está comprovado: o Grêmio não tem um treinador de fundamento e, vai deixar o time sair fora, também, da Copa do Brasil, para, então, tomar as devidas providências. Será que vai?

         Por que não agora, hoje, sexta-feira, 31/07/2026? Amanhã, e, com o Grêmio fora da Copa do Brasil, não seria muito tarde, também, com referência ao Brasileirão, enfrentar a zona do rebaixamento com um técnico novo?

         Tempo é ouro, diretoria gremista, ou será que tem que desenhar?

         FORA, Luís Castro!!

-:-

PAPO-RETO

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

 


...e o finado assinou!

                                                            

Beto Carretta

 

- Mas, e daí, Carretta véio, como tu tá? Faz horas que eu não te encontro?

- Vamos indo, amigo Pilhério, pois dizem que, enquanto estamos caminhando prá frente, a coisa vai bem!

- Aliás, Pilhério, vou te “emprestar” um conselho: não usa chinelo, tipo pantufa, prá ficar em casa.

- Mas, por que, Carretta véio?

- Porque tu começas a arrastar os pés e daí, é um passo prá...coisa de “véio”, entende?

- Mas, Carretta véio, te vendo aí, forte, rijo e musculoso, me lembro dos velhos tempos do Banco do Brasil. Eita, que era maravilhoso lidar com vocês por lá.

- Verdade, amigo Pilhério, mas, por falar nisso, me lembrei esses dias de uma história que aconteceu com um colega meu, do Banco do Brasil e um falecido vizinho teu, lindeiro, me parece.

- Mas, bah! Então me conta.

- Pois tu sabes muito bem que ele tinha uma lavourinha de milho e financiava conosco. Numa das safras, ele adoeceu bastante feio e, como já tinha feito a proposta do milho lá no balcão da Creai, precisava daquele dinheirinho, porque era uma das subsistências dele, da mulher e, da sua filha.

- Contudo, não tinha condições de ir ao Banco e, nosso gerente, sabendo das condições financeiras dele, porque da aposentadoria que tirava todos os meses, no dia consagrado ao seu crédito, pagava a farmácia, a bodega, algum tecidinho para a mulher fazer alguma roupa e, lá se ia toda a aposentadoria.

- Então, o gerente, muito caridoso,  autorizou que o financiamento dele fosse creditado na sua conta e, depois, alguém ia na casa dele, lá fora, pegar a assinatura do contrato.

- E, assim foi feito e, assim, o gerente determinou um colega, recém chegado na agência, para ir lá pegar a assinatura do teu vizinho.

-E, lá foi ele, depois de alguns dias, para pegar a assinatura deste mutuário. Chegando lá, na casa do homem, notou um movimento totalmente diferente. Pessoas pela frente da casa, alguns tomando uma cachaça, outros assando uma carne...

- Ué -  pensando o colega novato, será que tem festa aí?

- Mas, não tinha festa nenhuma, amigo Pilhério, o nosso mutuário havia falecido e, como é a tradição pelos rincões deste valoroso Rio Grande do Sul, nos velórios para fora, é comum se obsequiar as visitas com churrasco e uma boa pinga, em agradecimento ao conforto levado para a família enlutada.

- Depois do susto de nosso novo colega, ele pensou com os seus botões: - sei lá, tenho que levar o contrato do financiamento do milho assinado, mas como? Minha reputação, já nos primeiros dias de banco vão ir por água abaixo...o que o meu gerente vai dizer...não, não posso deixar isso acontecer, tenho que fazer alguma coisa.

- E, candidamente, criando coragem e estufando o peito (colho a assinatura de qualquer jeito – pensou ele), pediu licença para a esposa do mutuário, para a sua filha e presentes ao velório, e,  dirigindo-se ao defunto em cima de uma mesa...tirou da sua pasta uma carimbeira...

- Pedindo ajuda para uns “hômi” do lado da mesa, afastaram com dificuldade os dedos já endurecidos do morto, ele lambuzou, bem lambuzado o dedão da mão direita do homem já sem nenhuma cerimônia, e, “assinou” o contrato, selando o compromisso do falecido com o Banco do Brasil.

- Afinal de contas, pensou ele e de acordo com o gerente caridoso, um homem sofrido como esse tem o direito de ganhar o seu último financiamento.

- Sorriu, disfarçadamente e, disse a si mesmo, orgulhosamente: missão cumprida!

- Lembrando do que eu sempre dizia lá no Banco, tascou: Buenas, e me espalho!!

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HISTÓRIAS NÃO ESCRITAS DO BB

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