segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

                                                                  DAR...O QUÊ?

 

                                                                                                                                             Beto Carretta

 

Pois é, estamos chegando na época de obsequiar, de oferecer alguma coisa a alguém sem pedir nada em troca, ofertar, retribuir, de ser a razão de doar...desejar.

Feliz Natal!

A generosidade com alegria, não por obrigação, mas sim com a alma e o coração enlevados de obsequiosidade, com sinceridade e sem ostentação, pois Nosso Mestre ensinou-nos: “há mais felicidade em dar do que em receber” – Atos 20:35.

Creia.

Aos atropelos destes dias, vê-se com bastante apreensão, a correria das pessoas em buscar tais “regalos”, pois quer queiram ou não, a data traz esta marca como característica principal, o que requer destreza, tempo, intuição e decisão daquilo que ser quer e que se deseja.

“É o que se quer e se deseja!”

Com a permissão de vocês, dou uma guinada e busco no folclore de Encruzilhada do Sul, um dos grandes e estimados personagens, que sempre citava esta frase, “é o que se quer e se deseja”, ao fim dos cumprimentos e, vocês, provavelmente vão se lembrar...Nabuquinho.

Damos a César o que é de César!

Fecha-se parêntese...

Então, o corre-corre é uma das particularidades destes momentos, não resta dúvida.

Haja tempo, haja criatividade para escolher e não aborrecer, haja verba disponível para não decepcionar, haja apreensão na hora da escolha e da possível ansiedade no ínterim da compra e do momento da oblação, haja vontade e discernimento.

Quando as coisas passam aos 60+, umas meias (antigos carpins), um sabonete, um talco, um chinelo, uma pantufa...vai dizer que não?

Abaixo desta faixa etária, então, vêm as blusinhas, um vestidinho para andar em casa, para cozinhar, um anelzinho biju, umas sandálias, um creme para o rosto, um estojo de unhas...sempre tem o problema de uma blusinha ou do vestidinho ter que ser trocado...não serviu...bah, precisa da Nota Fiscal para trocar...e agora?

Prá gurizada? Uma caixa térmica ( o famoso cooler) com a intenção das pescarias, mas sabe-se que é para a balada, com gelo e mais algumas “cevas (quem sabe um Fernet?), uma camiseta descolada, um tênis, um perfume (tá caro!), ou uma cuia “bago de touro”, bem produzida...

Bueno, mas se a coisa não está tão fácil assim, não se perturbe e dê primazia as coisas que não tem preço, ao invés das coisas caras e taxadas.

Valorize as suas dádivas, os seus sentimentos: entregue caráter, respeito, lealdade, doe consideração, honestidade, ofereça amor e companheirismo.

Simples assim.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

 Um pouco daquilo que não é usual...

UM FIM DE ANO DIFERENTE
Beto Carretta
Interessante é aquilo que você pode e deve fazer, quando das circunstâncias da vida estão sorrindo.
Nem todas as pessoas puderam alcançar esta graça neste ano que voou, nem todas as pessoas puderam ver a vida como foi lá fora, pois que nem todos os dias foram lindos, claros, ensolarados e cheios de boas coisas, quando, para outros, a vida estava gris.
E, que nem sempre as coisas mudam, assim, de repente...para que você possa, enfim, ter as portas de um novo ano cheios de esperanças e contentamentos.
Neste tempo em que existimos, entre o nosso nascimento e, perceptível e evidente perecimento, daqui e cada vez mais em nossa frente, as redes sociais estarão publicando, para vermos e lermos as pessoas publicando suas conquistas do ano.
Conquistas. Ainda bem.
Que coisa agradável, generosa e benevolente para com os dias de um ano em relação a vida das pessoas.
Isto são os grandes privilégios que os personagens que compõem o movimento da existência, têm ao expor as alegrias, o entusiasmo, a satisfação de percorrer as horas de luz e claridade.
Vejam bem que, uma das maiores conquistas nestes ínterins de sustento, e continuidade na permanência das boas coisas, não está em outro momento a não ser na sua sobrevivência, pois que o ano 2025 lhe trouxe os bons momentos.
Não, não poderia ter sido melhor, quando as horas da vida estiveram sempre em consonância com os seus desejos e predileções e, lhe empuxaram aos píncaros da felicidade e contentamento.
“Andar sem temor pela vida e sentir o valor de se ter liberdade...”
Neste entremeio, deixo a vagar pelas suas interpretações, aquilo que também existe em muitos e muitos dias da vida de tantas outras pessoas, que padecem por diagnósticos não tão alvissareiros assim e, que, como foi dito antes, são as nuvens, infelizmente cinzentas, a compor as janelas dos quartos e salas das casas de cada um que têm a vida sobrecarregada de algumas tristezas.
Não, não conseguimos chegar aos sentimentos que passam pelos corações destas pessoas...
E, muito melhor. Ao invés de você dizer aquela frase padrão, corriqueira e enfadonha: Vai dar tudo certo...! Apenas e tão somente, dê um grande abraço, apertado e cheio de bons sentimentos e muita energia. Vale muito mais.
E, em se falando em abraço, quanto a você, cheio de graça e saúde, com os dias ensolarados e de muitas alegrias, para você que se manteve de pé, mesmo, e até, quando não sabia como, dê um grande e caloroso abraço em si mesmo.
Eis um fim de ano diferente.
Você merece!
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Esta coluna contém informação e opinião.
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terça-feira, 28 de outubro de 2025

COLUNAS, TEMAS, CRÔNICAS


 COLUNISTAS l Colunas, temas, crônicas...

Por: Beto Carretta


 ...e lá vinha eu, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, num mês antes de dezembro...


- E aí, Carretta, como estás? - parou-me uma jovem senhora.


- Tudo bem, graças a Deus e a senhora? - respondi.


- Ah, eu vou muito bem e sempre que posso, leio as tuas colunas, que me são encantadoras...


 Um tanto encabulado, tentei argumentar:


- Isso é bondade sua, muito obrigado pelos seus elogios. - agradeci.


 Ao que ela, me indagou:


- Carretta, me responde uma questão, a qual eu não consigo imaginar de onde vem tanto assunto - como é que consegues sempre ter um tema envolvente, seja de hoje, seja no passado, mas que nos prende a atenção?


- Prezada senhora, não é nada fácil lhe responder esta questão, pois que uma crônica, uma coluna, um assunto sempre é a união de vários pontos, interligados, que nos fazem construir uma ideia, um conceito ou uma opinião.


 Todavia, esta opinião, este ajuntamento de argumentos pelo qual venha a ser formado em texto, exige, antes de mais nada, muita coragem em expor o meu raciocínio, visto que o crivo das pessoas são totalmente diferentes...cada um pensa de um jeito, cada um pode gostar ou não daquilo o que a engenharia das palavras construiu em minha mente.


 Coragem, perseverança e honestidade.


 Mesmo que eu já tenha trilhado muitos mais de 35 anos de imprensa, de colunas, de crônicas e quatro livros editados, mesmo assim, em cada “filha” que brota a cada semana e é “solta” pela vida na imprensa e, pelo mundo afora, ainda assim, “o frio na barriga” sempre está presente...mas, devo admitir que já estou calejado e a análise terceirizada faz parte do contexto.


 Os temas surgem por um fato, um acontecimento, um sentimento ou sensação e, que, se você não os anota, eles vão embora, mas em algum dia, em algum momento, eles voltam.


 Não somos nós que vamos atrás de temas, a não ser quando você quer aderir a um assunto que você acha necessário abordar, pois que os temas sempre nos encontram, eles nos procuram, até que nos rendamos aos seus apelos.


 Existe uma citação da jornalista Giovana Madalosso, escritora e colunista do Jornal Folha de São Paulo que traduz muito bem o que se tem a dizer:


“...num certo sentido, não é o articulista que vai atrás do tema...e como é importante se render, porque é a partir da aceitação da temática, que o escritor se abre para assuntos, elaborações e leituras correlacionadas, permitindo a chegada dos outros pontos que, certamente, tecerão a ideia central”.


 Perfeito!


- E é exatamente assim, minha jovem senhora, que os temas, as crônicas, os assuntos florescem em nossos espaços na imprensa, sendo que o termo “envolventes” e que atraem aos leitores, fica por conta de sua bondade e educação.


- Muito obrigado! Tenha um bom dia e uma ótima semana!


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AGENDA

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ARRASTA-PÉ

                                                                    




                                                                           aRRASTA-PÉ

 

                                                                                                                                                Beto Carretta

 Mas é claro que fui ter uma prosa com o Seu Google.

Arrasta-pé: Arrasta-pé pode se referir a um gênero de música e dança nordestina, popular em festas juninas, ou a uma festa informal com dança. O termo também pode designar o ritmo acelerado e animado do forró, caracterizado pelo compasso binário, e está associado à dança em que os pés são arrastados, especialmente em festas com piso de terra. 

Aqui no nosso pago, se pode também denominar o arrasta-pé como um fandango em chão batido, nestes centenários galpões de estâncias de nossa estimada e valorosa querência.

A bem da verdade, eram muito populares, todavia, com a modernidade, essa tradição angariou um arrefecimento mas, com a propulsão incentivadora e muito bem apanhada dos piquetes e centros de tradições, que enxergaram com muita propriedade a necessidade de cultuar nossas tradições, nossos fandangos do interior do interior, hoje são raros, contudo pulsam nas cidades gaúchas.

Mas, a prosa não é para este lado.

É totalmente em outro rumo.

Tenho um grande amigo/irmão que tem um dizer: “levanta estes pés para caminhar”...se começa a arrastar, a coisa não tá boa...

E, outra dele: “ estando caminhando prá frente é o que conta”.

Bueno, então, juntemos as duas coisas, ou seja, o importante é não arrastar os pés e caminhar prá frente, daí está tudo bem na nossa vida.

E, pensando nestes enunciados deste grande parceiro, cheguei a uma grande conclusão, mas, foi minha eterna namorada, esposa, amiga e parceira de todas as horas quem me alertou: não arrasta os pés!

Viram, o título não tem nada a ver com o arrasta-pés dos fandangos, dos forrós, das bailantas, mas tem a ver, e muito, com os 60+.

Parei para pensar e, procurei uma razão: porque, principalmente dentro de casa, nós arrastamos os pés.

Mas, na praia, principalmente, nós também arrastamos os pés e ninguém nos diz que estamos velhos, que somos idosos, que a idade chegou nos 60+.

A turma da minha geração: alguém já disse prá ti, numa praia, que estás arrastando os pés que nem os 60+?

Tenho certeza absoluta que ninguém, mas ninguém mesmo.

E, sabem mesmo porque nós arrastamos os pés e as pessoas ficam invocadas?

Por causa do maldito CHINELO!

Coloca um tênis, uma pantufa, um sapato....tu não arrasta os pés...coloca um temeroso de um chinelo (e , também na praia)...a primeira coisa é arrastar os pés e, aqui vale um alerta: pessoas idosas não devem, jamais, usar chinelos.

Daí, como diz a minha “rainha do lar”... lá vem o alerta: não arrasta os pés! Estás igual a um vetusto personagem de nossa realidade existencial!

E, o pior, ou melhor: está plenamente comprovada a costumária utilização deste artefato calçante...que faz o arrasta-pé...

Tchê, loko, não arrasta os pés e caminha prá frente!!

Adelante.