“ Do a hard reset!”
Beto Carretta
Meu Senhor, que pandemia!
Cruz, credo!
Valei-me Meu Deus!
Chatices, aborrecimentos, importunações, ignorâncias,
violências, agastamento, enfado...e, a dita e tão execrável, asquerosa, repugnante,
hedionda, desprezível e nauseabunda polarização política, neste pilhado,
rapinado, saqueado, subtraído país.
Eleições, ah!, as eleições...
Deixou, já há muito tempo de ser o tal do “exercício da
democracia”, a “festa democrática”, o “ato de direito civil obrigatório”, vez
que os mesmos políticos se encarregaram de transformar as famigeradas “urnas
eletrônicas”, num exercício abominável.
Vejam que milhares de brasileiros deixaram de ir às urnas, e
por quê?
Porque não aguentam mais tanta desfaçatez dessa classe, porque
não toleram mais tanta roubalheira nos cofres públicos, porque não suportam
mais a quantidade de impostos para as pessoas físicas e jurídicas, pela
corrupção, pela sem-vergonhice, pela cretinice de mentirem descaradamente,
despudoradamente nesta época, ou seja, tempo das eleições...e, depois, o “dolce
far niente”.
A grande verdade é que a propaganda política deveria ser,
terminantemente proibida, pois ali mora a mentira, o engodo, as promessas
vazias e inexequíveis, o papo furado, ali pintam este país vilipendiado de o “país
das maravilhas”...
Ora, por favor, deixem de ser idiotas, imbecis...
Pregam a moral que não as têm, valorizam muito mais as
aparências porque caráter não os têm, como também tentam ludibriar os honestos, porque honra não as
têm.
Viver neste período de eleições, no ano dos embustes, das
falsidades, na época das mentiras, das ilusões, das promessas fúteis, da
insaciabilidade de poder e riqueza, já não se suporta mais.
Principalmente porque e além de tudo o que já foi citado,
sabe-se de antemão que, o desejo de todos eles (naturalmente e, como sempre
digo: toda a regra possui exceções...), o que visam é a moeda sonante em suas
já abarrotadas contas nos bancos dos paraísos fiscais.
Votar no Brasil passou a ser um suplício, uma verdadeira
tarefa repugnante e, que, se possível fosse, tenho a certeza absoluta de que a
abstenção passaria, tranquilamente, dos 21,8% (33,4 milhões de eleitores), que
deixaram de votar neste primeiro turno de 2026.
Do jeito que deixaram a democracia se transfigurar para
extremamente incômoda, insensata e inconveniente neste país, ninguém mais têm a
apetência de exercer o seu direito ao voto.
Quando possível é, quer estar longe, muito longe das urnas
eletrônicas e, estão com a mais pura e incontestável razão, pois que, ninguém
tem a coragem de a isto, contradizer, caso contrário, residem a léguas da
sensatez, da probidade, da honradez...quando os tolos são mais devassos,
canalhas, do que os sábios...
Tudo neste Brasil, corrompido, vilipendiado, aviltado nesses
mais de 20 anos da tal democracia, e, principalmente em ano das eleições, é
para não se ler e nem se ouvir, é para se ausentar, abandonar, se distanciar e,
a solução está na devolução do país aos índios, ou, às portas dos aeroportos
internacionais...
Diriam os gringos: “Do a hard reset!”
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CARA-A-CARA
hcarretta.blogspot.com
Esta crônica possui informação e opinião do autor.
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