terça-feira, 27 de janeiro de 2026







 Às vezes a dor de um sorriso por um dizer, "bom dia", nos parecer forte, é muito maior que uma lágrima de angústia, no silêncio da alma. 
Thyago

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

     


                               

                                        CADUM, CADUM...

 

Beto Carretta

 

-  Mas então, amigo Pilhério, como estás? E as festas de fim-de ano, tudo numa boa?

- Bah, Carretta véio, tudo as mil maravilhas, pois que tu sabes, tendo saúde, o resto a gente corre atrás.

- Sim, com certeza, esta é uma grande verdade...saúde é tudo nesta vida, amigo Pilhério.

- E, Carretta véio, a gente tendo saúde, tudo nesta vida passa a ser mais fácil, mais agradável, mais divertido, que, até lamber uma “tirinha de alumínio”, daquelas que fecham um iogurte, quando se abre o potinho, é ótimo.

Que beleza as pessoas aproveitarem as coisas simples da vida...você está nessa?

- Então, amigo Pilhério, tu és um daqueles, divertidos, que abre um potinho de iogurte e te atraca dando uma lambida na tampa?

- Mas bah, Carretta véio, é claro que sim.

- Eu não dou bola para aquelas pessoas que dizem que isso é errado, que não é educado, que não é isso ou aquilo...

- Carretta véio, cada um tem as suas atitudes, suas preferências, suas manias e, lamber uma tampa de iogurte é uma dessas...eu não deixo de aproveitar...

- Afinal de contas, quem pagou fui eu, o dinheiro é meu, trabalhei para isso honestamente, então, faço o que quiser...vai dizer que não? O que alguém tem a ver com isso?

- Absolutamente, amigo Pilhério, pois que cada um faz aquilo que quiser, desde que respeite sempre o “quadrado” dos outros...cada um no seu espaço, sem invadir o do próximo.É preciso entender muito bem esta premissa.

Estamos vivendo muito isso, ou seja, não a lambida na tampa do pote do iogurte, mas a invasão da privacidade das pessoas e, sabe-se muito bem que as redes sociais são as principais rotas para as desavenças.

Precisamos no moldar a certos princípios, centenários é bem verdade, e este que foi citado é um deles, ou seja, o respeito às delimitações da liberdade das pessoas. Comecemos por aí.

- Carretta véio, dia desses falei de um outro hábito que as pessoas mais antigas faziam e, tinham lá as suas razões, mas que, hoje, se citarmos aqui, haverão inúmeras críticas...era aquela de juntar pedaços de sabonete que sobravam e, ao amassá-los bem amassadinhos, lá se formava outro sabonete e, de diversos perfumes.

- E a erva que sobrava nas cuias, que não estava molhada...pimba para a geladeira para outro chimarrão...ou, secar a erva para o outro dia...

- Um pouco de água no tubo de xampu, para misturar com o resto que ficou e, já dá uma outra lavada de cabelo...

- Arroz, arroz carreteiro, bolinho de arroz...bife, guisado, almôndega, croquete...

- Pois é, amigo Pilhério, ninguém tem nada a ver com que as pessoas fazem ou deixam de fazer, dentro do conceito de respeitar a liberdade do próximo, é bem verdade.

- Cada um, cada um, com suas manias, jeitos, ações...e, já que estamos no início do ano, amigo Pilhério, nada demais incluir este preceito no dia-a-dia, por menos desavenças e mais paz neste mundo.

- Isto aí, Carretta véio, respeitar... CADUM, CADUM...

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AGENDA

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 




E QUANDO A FÉ VIRA PÓ, A VIDA ACONTECE?

 








LEMBREM-SE:


UM DIA COMUM SEU, PODE SER O SONHO DE MUITOS!







UM LIVRO EM BRANCO

 

                                                                            Beto Carretta

 

Eu diria um caderno em branco.

De acordo com a sua história, você escolhe, livro ou caderno...

Tem gente que vai direto naqueles de 10 matérias, e outros, mais “recolhidos”, preferem um bloquinho de anotações, tão somente.

Os livros, os cadernos, os bloquinhos de anotação, sim, referem-se à sua vida, os seus dias, as suas alegrias ou tristezas, as suas conquistas ou fracassos, desistências ou o preço de um amor, as suas finanças, ou seja, tudo aquilo que compõem os segundos, minutos, horas e dias da sua existência.

Quer queiram ou não, tanto vocês como qualquer outra pessoa que estejam em seu convívio ou não, que moram ao lado, que passam na rua, que estão em uma mesa num bar, no trabalho...todos são plumitivos, redatores, noticiaristas dos seus tempos, no espaço, no interlúdio disto que chamamos do tempo que a Terra leva para completar uma volta em torno do Sol.

Sempre é hora, é rumo, ou ritmo de se tornar um escriba da sua experiência, no e com o pertencimento da seiva da vida.

Sabem por que?

Mesmo que seja até um “assuntinho” corriqueiro, de todos os inícios de um novo ano, um “papinho entediante”, todavia, ele nunca cai de moda, ele nunca é “démodé”, afinal de contas, somente o fenecimento dos dias é que, definitivamente, encerram a sua história.

Mas, afinal de contas, do que estamos falando?

“É chegado o momento, de mais uma vez, você, principiar doze novos capítulos...365 páginas...da sua história.

...redatores, noticiaristas, mensageiros...não se pode fugir daquilo que está em você, é inerente, inseparável, pois enquanto a seiva percorre os rios da vida, tatuando os seus, os meus, os nossos destinos, assim escrevemos as nossas narrativas existenciais.

Livros, cadernos, bloquinhos... eles estão aí para que o sejam manuscritos, de preferência, por belas e producentes histórias...

...é verdade também...alguns personagens vão se retirar, tristemente das nossas narrativas, desembarcarão em estações do trem da vida de que não gostaríamos, mas outros virão...alegres e estimulantes para decorrermos, com o grafite em carvão, as folhas das nossas histórias.

...12 temporadas...365 dias.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".  Médium espírita brasileiro Chico Xavier

Pensem nisso.

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sábado, 3 de janeiro de 2026

   


                               
O MOMENTO É SÓ SEU

 

                                                                                                                                       Krretta        

 

Ninguém, nem nós mesmos, conhecemos as nossas reações diante de uma situação inusitada.

O certo é que criaram pretensos paradigmas no enfrentamento de algumas circunstâncias, que são verdadeiras crueldades.

São momentos singulares, portanto só seus, que transmitem sentimentos muito complexos e extremamente sensíveis, e isso precisa ser respeitado.

Muito eu vi, depois li, e ainda o cotidiano me revela estes atos impiedosos, no entanto, em sua grande maioria que é escrita ou proferida, muitas das vezes traz inserido na mensagem principal, o desejo de ajudar, é verdade.

Esta conversa precisa existir, faz parte da vida, da minha e a de vocês, e ela será de frente, sem argumentos capciosos, e nem subterfúgios.  Deixaremos as hipocrisias de lado, encarando a crua realidade, pois é ela quem dita às regras e quem comanda as nossas atitudes, sejam elas quais forem.

Não quero, sob hipótese nenhuma, ferir a suscetibilidade de ninguém, por favor, no entanto é preciso ser bastante verdadeiro e límpido nestas considerações, no intuito de quem sabe, poder ajudar uma, duas, ou várias pessoas.

O tema versa sobre o que ninguém, em nenhum momento de toda a sua vida gostaria de se defrontar: o diagnóstico de um câncer.

Sim, eu sei, é extremamente cruel.

Dói, o mundo cai, cinza e entorpecido é o tempo, entramos em pânico, morremos muito ali naquele momento.

  Planos se esvaziam, o futuro é enfermiço, desaparecem as esperanças, e aquele filme passa inteiro em sua mente: o filme da sua vida.

E, se não bastasse tudo isso, premissas ainda impõem implacáveis mitos aos que padecem desta intensa infelicidade, que são inexoráveis torturas.

Não, não atenda a estes chamados, ao contrário, acenda a sua autoestima, clame por sua autenticidade, imponha coragem, instigue a sua independência, e mande para aquele lugar todos estes preceitos.

Quais?

Pois, na ânsia da solidariedade, aconselham:

“Você tem que ter calma, você tem que ter pensamento positivo, você tem que ser otimista, você tem que se ajudar, você não deve esconder. . .”

Pqp! Não! Decididamente não!

Você é você mesmo, insurja-se como der e quiser.

Se não puder, não mantenha a calma, ninguém precisa manter a calma nessa hora.

Xingue, chute, grite, chore, quebre, faça o que você tem vontade de fazer.

Desabafe, você é um ser humano, não um espectro sem sentimentos.

Assim como ninguém precisa ter pensamento positivo, porque ninguém consegue ter pensamento positivo nessas circunstâncias, aliás, só negativo, entendem ou querem que desenhe?

Sugerem otimismo.

Mas que otimismo numa hora dessas? Vão se catar!

E, mais, se não quiser falar para ninguém, não fale, é um direito seu, você não é obrigado a dar publicidade a sua dor, ao seu martírio, você é você, com o seu destino e suas fraquezas.

Não ceda! A sua vontade é soberana!

Que fique bem claro: ninguém é culpado por esta doença aparecer.

É de uma crueldade atroz, é desumano insinuar que a pessoa foi quem “fez” a doença, por uma tristeza, por uma separação, por uma grande perda, frustração ou mágoa...valha-me as gotas das desesperanças...espírito imperfeitos!?!

Tudo isso é uma grande idiotice.

Ninguém faz câncer, ou opta por ter câncer!

Inconscientemente!

E quem carrega consigo um interruptor liga/desliga, da vida e das suas surpresas?

Magoam sobremaneira a quem já está sofrendo tanto.

Sim, tudo pode vir com boa intenção, mas acabam ferindo ainda mais quem já está totalmente fragilizado.

E, mais, sim, é verdade que os efeitos colaterais do tratamento doem, machucam de todas as maneiras, e acabam com todas as vaidades, é verdade sim que o sentido literal da expressão “fim da linha” passa a existir.

Pois é o que está valendo, é o momento, é o que se está vivendo.

Faça-se, sempre, existir à sua vontade.

Por fim, eu me atreveria a dar um conselho: não consulte e nem pesquise a internet, consulte e fale com o seu médico.

Vá passo-a-passo, caminhe um dia de cada vez, e faça o que precisa ser feito.

E chore sim, se tiver vontade, desabafe, grite, chute, quebre, e ignore totalmente os olhos de dó e compaixão.

Vocês outros, permitam que o silêncio preencha este lugar!

O momento é só seu.”

                                                                                     -:-

Esta crônica contém informação e opinião.

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