terça-feira, 28 de outubro de 2025

COLUNAS, TEMAS, CRÔNICAS


 COLUNISTAS l Colunas, temas, crônicas...

Por: Beto Carretta


 ...e lá vinha eu, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, num mês antes de dezembro...


- E aí, Carretta, como estás? - parou-me uma jovem senhora.


- Tudo bem, graças a Deus e a senhora? - respondi.


- Ah, eu vou muito bem e sempre que posso, leio as tuas colunas, que me são encantadoras...


 Um tanto encabulado, tentei argumentar:


- Isso é bondade sua, muito obrigado pelos seus elogios. - agradeci.


 Ao que ela, me indagou:


- Carretta, me responde uma questão, a qual eu não consigo imaginar de onde vem tanto assunto - como é que consegues sempre ter um tema envolvente, seja de hoje, seja no passado, mas que nos prende a atenção?


- Prezada senhora, não é nada fácil lhe responder esta questão, pois que uma crônica, uma coluna, um assunto sempre é a união de vários pontos, interligados, que nos fazem construir uma ideia, um conceito ou uma opinião.


 Todavia, esta opinião, este ajuntamento de argumentos pelo qual venha a ser formado em texto, exige, antes de mais nada, muita coragem em expor o meu raciocínio, visto que o crivo das pessoas são totalmente diferentes...cada um pensa de um jeito, cada um pode gostar ou não daquilo o que a engenharia das palavras construiu em minha mente.


 Coragem, perseverança e honestidade.


 Mesmo que eu já tenha trilhado muitos mais de 35 anos de imprensa, de colunas, de crônicas e quatro livros editados, mesmo assim, em cada “filha” que brota a cada semana e é “solta” pela vida na imprensa e, pelo mundo afora, ainda assim, “o frio na barriga” sempre está presente...mas, devo admitir que já estou calejado e a análise terceirizada faz parte do contexto.


 Os temas surgem por um fato, um acontecimento, um sentimento ou sensação e, que, se você não os anota, eles vão embora, mas em algum dia, em algum momento, eles voltam.


 Não somos nós que vamos atrás de temas, a não ser quando você quer aderir a um assunto que você acha necessário abordar, pois que os temas sempre nos encontram, eles nos procuram, até que nos rendamos aos seus apelos.


 Existe uma citação da jornalista Giovana Madalosso, escritora e colunista do Jornal Folha de São Paulo que traduz muito bem o que se tem a dizer:


“...num certo sentido, não é o articulista que vai atrás do tema...e como é importante se render, porque é a partir da aceitação da temática, que o escritor se abre para assuntos, elaborações e leituras correlacionadas, permitindo a chegada dos outros pontos que, certamente, tecerão a ideia central”.


 Perfeito!


- E é exatamente assim, minha jovem senhora, que os temas, as crônicas, os assuntos florescem em nossos espaços na imprensa, sendo que o termo “envolventes” e que atraem aos leitores, fica por conta de sua bondade e educação.


- Muito obrigado! Tenha um bom dia e uma ótima semana!


-:-


AGENDA

Esta coluna contém informação e opinião.

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ARRASTA-PÉ

                                                                    




                                                                           aRRASTA-PÉ

 

                                                                                                                                                Beto Carretta

 Mas é claro que fui ter uma prosa com o Seu Google.

Arrasta-pé: Arrasta-pé pode se referir a um gênero de música e dança nordestina, popular em festas juninas, ou a uma festa informal com dança. O termo também pode designar o ritmo acelerado e animado do forró, caracterizado pelo compasso binário, e está associado à dança em que os pés são arrastados, especialmente em festas com piso de terra. 

Aqui no nosso pago, se pode também denominar o arrasta-pé como um fandango em chão batido, nestes centenários galpões de estâncias de nossa estimada e valorosa querência.

A bem da verdade, eram muito populares, todavia, com a modernidade, essa tradição angariou um arrefecimento mas, com a propulsão incentivadora e muito bem apanhada dos piquetes e centros de tradições, que enxergaram com muita propriedade a necessidade de cultuar nossas tradições, nossos fandangos do interior do interior, hoje são raros, contudo pulsam nas cidades gaúchas.

Mas, a prosa não é para este lado.

É totalmente em outro rumo.

Tenho um grande amigo/irmão que tem um dizer: “levanta estes pés para caminhar”...se começa a arrastar, a coisa não tá boa...

E, outra dele: “ estando caminhando prá frente é o que conta”.

Bueno, então, juntemos as duas coisas, ou seja, o importante é não arrastar os pés e caminhar prá frente, daí está tudo bem na nossa vida.

E, pensando nestes enunciados deste grande parceiro, cheguei a uma grande conclusão, mas, foi minha eterna namorada, esposa, amiga e parceira de todas as horas quem me alertou: não arrasta os pés!

Viram, o título não tem nada a ver com o arrasta-pés dos fandangos, dos forrós, das bailantas, mas tem a ver, e muito, com os 60+.

Parei para pensar e, procurei uma razão: porque, principalmente dentro de casa, nós arrastamos os pés.

Mas, na praia, principalmente, nós também arrastamos os pés e ninguém nos diz que estamos velhos, que somos idosos, que a idade chegou nos 60+.

A turma da minha geração: alguém já disse prá ti, numa praia, que estás arrastando os pés que nem os 60+?

Tenho certeza absoluta que ninguém, mas ninguém mesmo.

E, sabem mesmo porque nós arrastamos os pés e as pessoas ficam invocadas?

Por causa do maldito CHINELO!

Coloca um tênis, uma pantufa, um sapato....tu não arrasta os pés...coloca um temeroso de um chinelo (e , também na praia)...a primeira coisa é arrastar os pés e, aqui vale um alerta: pessoas idosas não devem, jamais, usar chinelos.

Daí, como diz a minha “rainha do lar”... lá vem o alerta: não arrasta os pés! Estás igual a um vetusto personagem de nossa realidade existencial!

E, o pior, ou melhor: está plenamente comprovada a costumária utilização deste artefato calçante...que faz o arrasta-pé...

Tchê, loko, não arrasta os pés e caminha prá frente!!

Adelante.