Krretta
hcarretta@yahoo.com.br
Vais cair nos braços de Morfeu?
Pois esta é uma expressão bastante popular, todavia, um tanto quanto “demodê”, mas muitos de vocês já ouviram, outros, nunca...
Meu grande amigo Batistella era um usuário contumaz desta expressão e o que ele mais gostava de dizer quando ia se retirar de um lugar já quase perto da meia-noite era: “Vou escutar o Antonio Augusto e cair nos braços de Morfeu!”.
Grande Batistella!
Pois esses dias, lembrei-me desta expressão, e, curioso, fui em busca de sua origem, e, qual minha surpresa, a expressão segundo alguns escribas está errada.
A mitologia grega ensina que Hipnos, filho de Erebo e da Noite, era o deus do sono e distribuía docemente sobre a terra e o mar um repouso benéfico e reparador.
Os estudiosos da mitologia acreditam que seu palácio ficava numa caverna perto da região onde habitava um povo descrito por Homero, em sua Ilíada, como vivendo numa escuridão perpétua, e considerado por Heródoto o “pai da história”, como os primeiros ocupantes da Rússia Meridional, de onde foram repelidos através do Cáucaso até a Ásia Menor.
Ainda segundo alguns estudiosos, “junto à entrada da caverna crescem abundantemente papoulas e outras plantas, de cujo suco a Noite extrai o sono, que espalha sobre a terra escurecida”.
Entre os filhos de Hipnos estava Morfeu, que tinha a faculdade de revestir de sonhos a imaginação dos homens adormecidos.
É preciso salientar que os povos primitivos e os da antiguidade viam não apenas o sono como uma atividade fisiológica, mas uma das manifestações do sobrenatural na vida cotidiana.
Entre a farta variedade de drogas que o homem vem se servindo, principalmente na medicina, há milhares de anos, o ópio é uma das mais antigas de que se tem notícia, pois no quarto milênio antes de Cristo, os sumérios já o conheciam, bem como os gregos, os egípcios e os árabes.
Extraído de diversas espécies de papoulas, a planta que existia na entrada da caverna de Hipnos, pai de Morfeu, o ópio contém vinte alcalóides diferentes, sendo a morfina um dos principais.
Isolada em 1805 ela recebeu inicialmente o nome de morphium em alusão a Morfeu, mas depois essa designação foi alterada para morfina, acompanhando a terminação comum a outros produtos tóxicos.
Por isso Hipnos era o deus do sono, e Morfeu o dos sonhos.
Em razão disso, quando a expressão popular “cair nos braços de Morfeu” pretende indicar que alguém vai dormir os sonos dos justos, comete um engano mitológico, porque a lenda explica que o responsável por este estado de repouso é o deus Hipnos, de cujo nome, inclusive, surgiu o prefixo hipno, com o significado de sono, como em hipnose e hipnótico.
Vejam só quanta informação em somente buscar o significado de uma expressão popular, que esteve muito em “voga”, mas que até hoje persiste no dicionário particular de muitas pessoas, e, que ainda a utilizam para enunciar um estado fisiológico e natural.
No entanto, daqui para frente sai Morfeu e assume Hipnos na expressão, ou seja: “Vais cair nos braços de Hipnos”? Que Morfeu esteja contigo!
Agenda também é cultura.
-:-
Fonte: Recanto das Letras - Fernando Kitzinger Dannemann – 18.12.2005
Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar. Francis Bacon – filósofo inglês
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
GENTILEZA GERA GENTILEZA
Krretta
hcarretta@yahoo.com.br
É bem provável que você já ouviu diversas vezes o que acima esta escrito, pois esta grande verdade foi dita por um homem que se chamava Jose Daltrino, empresário do ramo de caminhões, nascido na cidade de Cafelândia, São Paulo, em 11 de abril de 1917.
Ele se tornou o Profeta Gentileza, quando, após uma tragédia acontecida com o Gran Circus Americano, em Niterói-RJ, onde morreram inúmeras pessoas, a maioria crianças, ele ofereceu consolo e solidariedade aos parentes das vítimas e, plantou um jardim sobre as cinzas do circo.
A partir daí o Profeta Gentileza, alegando ter ouvido “vozes astrais”, que o mandavam abandonar o mundo material e, se dedicar somente ao seu lado espiritual, passou a cumprir sua jornada como personagem andarilho, sendo visto por ruas, praças, barcas da travessia Rio - Niterói, trens, ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza, a todos que cruzassem o seu caminho.
Aos que o chamavam de louco, ele respondia: -“ Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.
Então, está aí, estamos vivendo uma grande carência de gentilezas.
Ser gentil.
Quantas pessoas conhecem esta palavra e, a usam pela excelência da educação, da delicadeza, do sentimento solidário e, pela excelência do amor desinteressado?
Você viu o seu vizinho hoje? Cumprimentou-o?
Seus colegas de trabalho ouviram o seu “bom dia”?
Pacientemente, você deu passagem a alguém mais apressado que você no trânsito?
Você esteve em paz com a vida e com o carro da frente que, mesmo com o sinal aberto não se movimentou, sem “tacar” a mão na buzina?
Já cedeu seu lugar no ônibus, numa sala de espera, num consultório a uma pessoa idosa, uma grávida ou alguém que necessitasse este recosto?
Assim, como estas, outras tantas atitudes poderiam fazer parte de nosso cotidiano, mas, infelizmente, esta qualidade muito pouco ou quase nada está presente em nossas atitudes e pensamentos.
Talvez estejamos vivendo uma aridez de sensibilidade e brandura...
Segundo o livro A Arte da Gentileza, de Piero Ferrari, pesquisas científicas confirmam que pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais amadas e produtivas, têm mais sucesso nos negócios e são mais felizes.
O “Gentileza” pregava em suas viagens educadoras que tudo passa pelo favor, pois o simples fato de pedir, ”por favor,” e agradecer com um “muito obrigado”, gera uma reação anímica, que mexe com a alma e o coração, na atitude educada e desprovida de qualquer sentimento de malquerença.
Presenciamos, e muito, a frieza e a rispidez em grande maioria da humanidade.
Estamos perdendo o sentimento de afetividade com nossos semelhantes.
Talvez, também por isso, a vida esteja mais estressada, com mais violência, com mais hostilidade, com mais raiva, e, nos levando, sem que percebamos, guardadas a proporções, de volta a sociedade de Neandertal.
Mas, beleza da vida, felizmente, não está muito longe de nosso alcance, para tanto, basta rever conceitos e aceitá-los como eles o são, valorizando bem mais a troca de sentimentos desinteressada, estes sentimentos de pureza refrescante que vivificam o princípio da existência, a condição primacial, a essência, o sentimento de generosidade da alma.
Gentileza gera gentileza!!!
hcarretta@yahoo.com.br
É bem provável que você já ouviu diversas vezes o que acima esta escrito, pois esta grande verdade foi dita por um homem que se chamava Jose Daltrino, empresário do ramo de caminhões, nascido na cidade de Cafelândia, São Paulo, em 11 de abril de 1917.
Ele se tornou o Profeta Gentileza, quando, após uma tragédia acontecida com o Gran Circus Americano, em Niterói-RJ, onde morreram inúmeras pessoas, a maioria crianças, ele ofereceu consolo e solidariedade aos parentes das vítimas e, plantou um jardim sobre as cinzas do circo.
A partir daí o Profeta Gentileza, alegando ter ouvido “vozes astrais”, que o mandavam abandonar o mundo material e, se dedicar somente ao seu lado espiritual, passou a cumprir sua jornada como personagem andarilho, sendo visto por ruas, praças, barcas da travessia Rio - Niterói, trens, ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza, a todos que cruzassem o seu caminho.
Aos que o chamavam de louco, ele respondia: -“ Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.
Então, está aí, estamos vivendo uma grande carência de gentilezas.
Ser gentil.
Quantas pessoas conhecem esta palavra e, a usam pela excelência da educação, da delicadeza, do sentimento solidário e, pela excelência do amor desinteressado?
Você viu o seu vizinho hoje? Cumprimentou-o?
Seus colegas de trabalho ouviram o seu “bom dia”?
Pacientemente, você deu passagem a alguém mais apressado que você no trânsito?
Você esteve em paz com a vida e com o carro da frente que, mesmo com o sinal aberto não se movimentou, sem “tacar” a mão na buzina?
Já cedeu seu lugar no ônibus, numa sala de espera, num consultório a uma pessoa idosa, uma grávida ou alguém que necessitasse este recosto?
Assim, como estas, outras tantas atitudes poderiam fazer parte de nosso cotidiano, mas, infelizmente, esta qualidade muito pouco ou quase nada está presente em nossas atitudes e pensamentos.
Talvez estejamos vivendo uma aridez de sensibilidade e brandura...
Segundo o livro A Arte da Gentileza, de Piero Ferrari, pesquisas científicas confirmam que pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais amadas e produtivas, têm mais sucesso nos negócios e são mais felizes.
O “Gentileza” pregava em suas viagens educadoras que tudo passa pelo favor, pois o simples fato de pedir, ”por favor,” e agradecer com um “muito obrigado”, gera uma reação anímica, que mexe com a alma e o coração, na atitude educada e desprovida de qualquer sentimento de malquerença.
Presenciamos, e muito, a frieza e a rispidez em grande maioria da humanidade.
Estamos perdendo o sentimento de afetividade com nossos semelhantes.
Talvez, também por isso, a vida esteja mais estressada, com mais violência, com mais hostilidade, com mais raiva, e, nos levando, sem que percebamos, guardadas a proporções, de volta a sociedade de Neandertal.
Mas, beleza da vida, felizmente, não está muito longe de nosso alcance, para tanto, basta rever conceitos e aceitá-los como eles o são, valorizando bem mais a troca de sentimentos desinteressada, estes sentimentos de pureza refrescante que vivificam o princípio da existência, a condição primacial, a essência, o sentimento de generosidade da alma.
Gentileza gera gentileza!!!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
VAMOS COMBINAR: O VOTO É LIVRE!!!!
Krretta
hcarretta@yahoo.com.br
Fui em busca de uma resposta que esclarecesse de uma vez por todas as dúvidas que andam por aí sobre os efeitos do voto em branco e do voto nulo.
Atenção: não existe diferença entre voto branco e voto nulo.
Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato.
Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição.
Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.
As dúvidas sobre esse assunto sobreviveu porque, de 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato.
Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um candidato virtual, mas os votos nulos não entravam nessa estatística.
Com a Lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos, não computados os votos em branco e os votos nulos.
Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes?
Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político, já o voto em branco, simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa.
Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística.
Porém, depois da mudança da lei eleitoral, essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.
Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições andou circulando e-mails que pregavam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.
Esses textos dizem que se houver mais de 30% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais.
Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Mas, também o que se sabe que votar é importante, é uma demonstração de cidadania, é exercer nosso direito de escolha, mas também é protesto sim, e, para que isso ocorra, basta abster-se do pleito, pois ninguém tem a régia posição de taxar qualquer indivíduo, eleitor, de inapetente aos assuntos políticos do nosso país, se, ele mesmo, que irá votar, tiver seu candidato misturado em falcatruas e roubalheiras, o que dá o direito de lhe nominar convicta e popularmente de conivente, também.
Pensar que votar branco ou nulo é antidemocrático é ir de encontro à própria democracia, que representa, entre outros, a liberdade de associação e de expressão.
Se no meio do joio não há trigo?
As lições de civilidade já há muito tempo os professores em Brasília se encarregaram de nos ensinar, e com louvor, portanto, o voto nulo ou o voto em branco é sim um protesto legítimo de recusa a tudo o que tem de errado na Corte deste País.
O voto é uma influência ou demonstração de maturidade política?
hcarretta@yahoo.com.br
Fui em busca de uma resposta que esclarecesse de uma vez por todas as dúvidas que andam por aí sobre os efeitos do voto em branco e do voto nulo.
Atenção: não existe diferença entre voto branco e voto nulo.
Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato.
Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição.
Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.
As dúvidas sobre esse assunto sobreviveu porque, de 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato.
Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um candidato virtual, mas os votos nulos não entravam nessa estatística.
Com a Lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos, não computados os votos em branco e os votos nulos.
Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes?
Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político, já o voto em branco, simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa.
Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística.
Porém, depois da mudança da lei eleitoral, essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.
Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições andou circulando e-mails que pregavam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.
Esses textos dizem que se houver mais de 30% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais.
Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Mas, também o que se sabe que votar é importante, é uma demonstração de cidadania, é exercer nosso direito de escolha, mas também é protesto sim, e, para que isso ocorra, basta abster-se do pleito, pois ninguém tem a régia posição de taxar qualquer indivíduo, eleitor, de inapetente aos assuntos políticos do nosso país, se, ele mesmo, que irá votar, tiver seu candidato misturado em falcatruas e roubalheiras, o que dá o direito de lhe nominar convicta e popularmente de conivente, também.
Pensar que votar branco ou nulo é antidemocrático é ir de encontro à própria democracia, que representa, entre outros, a liberdade de associação e de expressão.
Se no meio do joio não há trigo?
As lições de civilidade já há muito tempo os professores em Brasília se encarregaram de nos ensinar, e com louvor, portanto, o voto nulo ou o voto em branco é sim um protesto legítimo de recusa a tudo o que tem de errado na Corte deste País.
O voto é uma influência ou demonstração de maturidade política?
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