domingo, 6 de setembro de 2026

 


A IMBECILIDADE EMPACOTADA

 

                                                             Beto Carretta

 

         Estamos as vésperas de mais uma eleição neste país.

         Aliás, um país desmontado, totalmente despedaçado, caído do abismo das irregularidades, das corrupções, das hipocrisias, do inacreditável, onde o que menos se espera, pois é justamente o que acontece.

         Sim, o país é este, o país é o Brasil, infelizmente.

         Nada aqui pode-se dizer que é verdadeiro.

         Vivemos numa incomensurável mentira, sempre, todos os dias, pois quem deveria dar rumo aos bons destinos desta nação, endereçam o leme para as tempestades escuras e revoltas, nos mares das transgressões, das contravenções, do delito.

         Somos embalados por uma associação, não tão secreta assim, de malfeitores, aos moldes do século XIX, como na Sicília, se podem lembrar.

         Está aí, agora, em mãos de quem caberia o julgamento justo, decente, idôneo, as malignidades explícitas nas investigações dos corredores judiciais.

         Bate à nossa porta, novamente, a oportunidade de mudanças radicais e benfeitoras, todavia, é preciso apuradamente, ter a sensibilidade de separar o joio do trigo.

         Mas, esquecem. Nosso povo não tem memória.

         Na oportunidade, em dezoito anos de erradicaram a fome, como prometeram, não extinguiram...

         Não, nossas eleições não é uma festa democrática quanto dizem por aí.

         É uma grande balela.

         Se algum dia foi, hoje, com toda a certeza é uma seara de mentiras e falácias, pelo o que os pretensos a cargos muito bem remunerados proferem, pelo o que tingem os papéis com seus projetos, suas ideias, pelo que falam e prometem...palavras jogadas à arena, como gladiadores eram jogados aos leões.

         Como pão aos famintos lobos...a lama aos porcos.

         Presumem, com toda a certeza, a imbecilidade empacotada.

         Este país não é sério e, não é mesmo...atribuem este dito a Charles de Gaulle, todavia, a frase foi cunhada pelo diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, que era embaixador do Brasil em Paris, no ano de 1962.

         Este país, sim o nosso despossuído país, é uma grande piada, um enorme deserto de honestidade, de boas intenções, de ordem e de progresso, donde a imbecilidade empacotada, cada vez mais, se adianta e, leva aos destinos deste navio, mãos totalmente desvirtuadas de sentimento probo, honrado, honesto, aos seus desígnios.

         Veem sim, o enriquecimento complacente, desfrutável, apetitoso, nas ilicitudes de que praticam, mas que os protagonistas da vontade popular, como a oportunidade de eleger, esquecem, se enrolam e caem nas palavras brandas, mas tóxicas, nefastas, infestas das mentiras, das ilusões de uma vida próspera e alvissareira.

         De um futuro resplandecente.

         Promessas, nada mais do que promessas que nunca, em recanto algum deste desventurado país, vão se realizar!

         Deixem de ser ridículos, hipócritas, parvos, estultos...

         Ora festa democrática...tudo isso e todos esses consideram, isto sim, um povo e as suas imbecilidades empacotadas...em seus oásis fiscais, ora bolas.

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PAPO-RETO

hcarretta.blogspot.com

Esta crônica contém informação e opinião.

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