quinta-feira, 31 de maio de 2012

PREVISÃO DO TEMPO

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Tempo ruim. Muito ruim, mas não porque vai chover a cântaros a ponto de acabar com a estiagem que já se faz sentir aqui no município de Encruzilhada do Sul, e, em todo o Estado, principalmente no norte. Ao contrário, não existe previsão de chuva para a nossa região, que possa debelar esta seca antes do dia 15.06.2012, ou seja, até lá vamos ter apenas e tão somente algumas precipitações em torno de 10mm a 18mm, o que nem chega perto do que necessitamos. Então, em vista disso, quando os senhores e as senhoras estiverem lendo este artigo, provavelmente já estarão enfrentando um racionamento de água em nossa cidade. Ao que me lembro, nunca, em nenhum momento desde que para cá vim no ano de 1977, houve um racionamento de água por motivo de seca em nossa região, mas, como tudo, sempre existe uma primeira vez e, parece que agora chegou a nossa primeira vez. Chegou a nossa vez de aguardar o rodízio da água, de angariar baldes, panelas, chaleiras, jarros, e, tudo o mais que se possa armazenar água e, começar a rezar para que as chuvas voltem o mais depressa possível. Também vale o apelo a toda a comunidade para que colabore, pois quando falta água para um, também faltará para todos, então, nada de lavar calçadas, carros, (aliás, aqui vai um voto de louvor aos postos de gasolina e pontos de lavagem que utilizam-se de água tratada para lavar automóveis que, em solicitação da Corsan, suspenderam tais procedimentos), como também limpeza de telhados, molhar os jardins, banhos demorados (pentear os cabelos embaixo do chuveiro para tirar o creme rinse, nem pensar!!!), torneiras abertas durante a escovação dos dentes, a lavagem das mãos, enfim... Muita coisa pode mudar e, com certeza vai mudar a partir do momento que a população sentir na própria carne o que é ficar sem água para as coisas mais simples tal qual puxar uma descarga no vaso sanitário. E disso lembro bem quando ontem e, ainda hoje, em Bagé, as coisas mudaram, e mudaram bastante, pois os racionamentos por lá já são corriqueiros, com água nas torneiras somente uma vez por dia, quando não se faz outra coisa a não ser juntar as ditas bacias, baldes, jarros, leiteiras, panelas, e, os mais prevenidos, já possuem em seus pátios ou áreas de serviço dos apartamentos, os tonéis de plástico azul, juntando o tão precioso líquido. Para cozinhar, cevar um bom chimarrão, escovar os dentes, água mineral, assim como também para tomar, pois no racionamento, nem sempre a qualidade da água é cem por cento para estes fins. Banho, só de “canequinha”, e, assim mesmo é preciso que se posicione dentro de uma bacia larga para que a água que cair pelo corpo possa ser coletada para ser utilizada nas pias e vasos sanitários. Também para esta finalidade, vale a água que serviu para lavar os pratos, que são colocados dentro de outra bacia e, ali lavados, sem desperdício de um só pingo d’água. E, por aí se vai, onde se observa as mais variadas criatividades na arte de poupar água, o que, sempre na tragédia se aprende um pouco mais, e, com toda a certeza veremos mais adiante o quanto de dificuldades passamos e, o quanto se adquiriu em conhecimento, principalmente estar sempre ao lado da natureza, preservando-a o quanto mais se possa, para que não venha novamente a nos faltar. Lembrem-se: ao que tudo indica, chuva para resgatar um pouco nossas aguadas, só depois de 15.06.2012, até lá...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

XUXA MENEGHEL

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Ao contrário do que muitos pensam, não considero Xuxa uma gaúcha, muito embora tenha nascido em Santa Rosa-RS, mesmo porque sua entrevista começa dizendo que ela se lembra de Bento Ribeiro, subúrbio do Rio de Janeiro, do trem, do banho de sol na laje e, que são coisas que não saem da cabeça dela. Então, nada a considerar do RGS, muito menos de sua infância, pois ela foi criada em um bairro da Cidade Maravilhosa, e, pouco tem a ver conosco, o que não basta sua participação “errônea” como gaúcha numa série da Rede Globo, onde, forçosamente, queria falar “nossa língua”, o que, vamos combinar, ficou ridículo. É bom que se afirme que não vai aqui nenhum sentimento de bairrismo, mas quem viveu desde tenra idade em outro estado ou outro país, sentimentalmente, e, apenas e tão somente a parte sentimental, pode-se considerar nativa, pois o que demais existe, nada tem a ver com o “pago”. Novamente disserto esta coluna, antes, bem antes de nosso semanário ir às bancas, já que estamos “convocados” a entregar nossas matérias até antes de findar as terças-feiras, o que fará, sem sombra de dúvidas chegarem aos nossos leitores ou leitoras os assuntos um tanto quanto defasados, mas que se torna importante falar hoje da Xuxa e sua entrevista, pois não é um depoimento comum, mesmo vindo de Maria da Graça Meneghel, evasiva, frívola, longínqua, rude, tosca, mas que vem de um sentimento até então desconhecido, e, que por muitas vezes irá justificar algumas de suas atitudes, nem todas, é claro. Também vale a ressalva de que lhe imputam filmes libidinosos, quando na ascensão de sua carreira, mas que ninguém, até hoje, provaram sua veracidade. ...se ninguém tem pecado, que atirem a primeira pedra. Todavia, o interesse desta entrevista esta justamente aqui: “Pelo fato de eu ser muito grande, chamar a atenção, eu fui abusada, então eu sei o que é. Eu sei o que uma criança sente. A gente sente vergonha, a gente não quer falar sobre isso. A gente acha que a gente é culpada. Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa: ou era minha roupa ou era o que eu fazia que chamava a atenção, porque não foi uma pessoa, foram algumas pessoas que fizeram isso. E em situações diferentes, em momentos diferentes da minha vida. Então ao invés de eu falar para as pessoas, eu tinha vergonha, me calava, me sentia mal, me sentia suja, me sentia errada. E se eu não tivesse uma mãe, se eu não tivesse o amor da minha mãe, eu teria ido embora, porque o medo de você ter aquelas sensações de novo, passar por tudo isso, é muito grande. Só que eu não falei pra minha mãe, eu não tinha essa coragem de falar com ela. E a maioria das crianças, dos adolescentes passa por isso. Eu não me lembro direito porque eu era muito nova, eu me lembro do cheiro. Tinha cheiro de álcool, tinha cheiro de alguma coisa e eu não sei quem foi. E depois aconteceram muitas vezes. Parou aos 13 anos, quando eu consegui fugir. Agora tem essas coisas que pra mim doem, me machucam, me dá vontade de vomitar. Quando eu lembro que tudo isso aconteceu e eu não pude fazer nada porque eu não sabia, eu não tinha experiência. O que uma criança pode fazer?” Tenho a certeza de que pouco ou quase nada existe a comentar, a não ser sentir indignação, revolta, repulsa destas coisas que, infelizmente, ainda acontecem por este Brasil afora, e, que, esta mulher, Xuxa Meneghel, em um programa de rede nacional, resolveu contar para que todas saibam da sua vida, no entanto, que não fiquem as autoridades apenas comentando, caso contrário, nada valeu a pena. Que estas autoridades tomem, por exemplo, esta experiência de vida e, ajam com mais rigor, atuem com mais competência, trabalhem em prol das crianças, pois muitas e muitas delas, neste instante, estão sendo estupradas, sem que ninguém as acudam, em seus gritos de clemência, quando imploram amor, ao invés da violência. Pela Xuxa valeu sua coragem em propagar suas chagas, suas feridas, e que tudo isso tenha somente um intuito: a proteção de nossas crianças, em todo o mundo. Se pelo intuito, valeu a pena!

NOVA DESVENTURA

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Digamos que sal grosso, pé-de-coelho, trevo de quatro folhas, galho de arruda, benzedura, água benta e, sabe-se lá o que mais for, é pouco. Pois o cara estava precisando de uma mercadoria, um objeto necessário em sua casa, tendo em vista que o existente há muito pedia substituição, e, como as coisas não andam tão baratas assim, uma boa pesquisa se fazia necessário. E, assim foi feito. Pesquisa daqui, pesquisa de lá, condições de pagamento, vezes, quantas vezes, juros, acréscimos, entrada ou não, crediário, talvez, o que bem leva uns quantos dias. O tempo urge, e, não é possível demorar muito, a decisão tem que ser ligeiro, pois, pode-se incorrer no erro de passar o tempo e o produto sair de oferta. Então, vá lá, chegou o momento de comprar. A loja escolhida recai, pela internet, as “maravilhosas” Lojas Americanas. Dia 24.04.2012 é realizada a compra. Enfim, uma decisão que já deveria ter sido tomada há bem mais tempo, até por uma questão de saúde, mas, tudo bem, antes tarde do que nunca. E, como toda a compra pela internet, tudo é uma maravilha, tudo anda, caminha depressa, assaz depressa, tudo se encaixa, tudo é certinho, nada está errado, nada está fora do lugar, inclusive os e-mails que demoravam antes uma eternidade para abrir, naquele momento, se tem quase certeza que a velocidade dobrou, triplicou em sua internet. É quando você fecha um negócio por telefone, uma assinatura da Zero Hora, por exemplo, ou um plano de telefonia, ou qualquer outra coisa que não seja ao vivo e a cores, não dá tudo certinho, tudo no seu lugar, o vendedor ou vendedora não são uns amores, uns anjos, sensacionais? Pois é, pela internet também é assim. Tudo certo. Nesse caso, dia 24.04.2012, conforme consta no site das Lojas Americanas, está escrito lá em “seus pedidos”, “em aberto” : Pedido Realizado. Completo. Mais adiante, no mesmo site, na mesma página, os mesmo dizeres, agora num gráfico horizontal, a data está lá: 07.05.2012 : Pagamento autorizado. Completo. Isto, então, quer dizer que o vivente pagou a mercadoria que havia escolhido e, só depois do pagamento autorizado é que a loja virtual, Lojas Americanas, vão liberar o produto. Viva!Viva!Viva! O produto vai ser liberado. Voltemos aquela mesma página: o dia marca, agora, 05.05.2012, e os dizeres são os seguintes: Preparado para envio. Em andamento. (xiiiiiiiiiii) E, assim ficou toda a semana. Passou-se mais uma semana, e nada se movimentava naquele gráfico horizontal, onde os próximos passos ali anotados deveriam ser “produto em transporte” e “produto entregue”. Mas nada disso aconteceu. Na infeliz, ou feliz, data de 17.05.2012, utiliza-se do “Contate conosco”, e, envia-se um e-mail falando que a mercadoria havia sido comprada em tal data, paga em tal data, e, estava preparada para envio desde 05.05.2012, e, já haviam passado 23 dias após a compra e, a mercadoria não tinha sido entregue. Resposta: “Infelizmente temos a lhe comunicar que a mercadoria está indisponível no momento, e, somente lhe será remetida se as Lojas Americanas comprarem outra remessa desta mesma mercadoria, aí, então, estaremos lhe remetendo, caso contrário, entre em contato conosco via telefone para fazer o cancelamento da compra, quando o senhor estará sendo reembolsado em dez (10) dias úteis. Que legal! Que honestidade! Que atendimento! Desta maneira, serão 33 dias em que as “maravilhosas” Lojas Americanas estarão brincando com o dinheiro do cidadão... Adianta sal grosso, pé-de-coelho, trevo de quatro folhas... com estas empresas??????