segunda-feira, 14 de outubro de 2024

 



Também carregam na bolsa!

(Coluna Agenda)

 

 

                                                                                              Beto Carretta

 

 

        Mas, também, usam em casa.

        Aliás, este é um tema que, com toda a certeza, já deve ter sido abordado inúmeras, centenas, milhares de vezes pelos cronistas.

        Ele é muito interessante, ele é curioso, ele desperta indagações das mais diversas vontades em querer saber, e você, agora também deve estar indagando qual o assunto.

        Então vai lá: mas, afinal de contas, o que as mulheres carregam dentro das bolsas?

        Não esqueçamos que os homens também usam bolsas.

        Contudo, nas grandes cidades, e por ser bem mais prático e caber bem mais coisas, a grande maioria das pessoas, ao invés das bolsas, estão lá nas suas costas, as mochilas.

        Os homens também usam bolsas, é bem verdade, porém, acredito que as pessoas e, principalmente as mulheres, não têm a curiosidade de saber o que os homens carregam dentro delas.

        Já as bolsas das mulheres...ah!, existem os curiosos que possuem o desejo de “derramar” o conteúdo delas e, de preferência, em cima de uma mesa ou no sofá da sala...mas, talvez seria muito deselegante “esparramar” o teor em cima de uma mesa de bar...

        Vai dizer que não?

        Agora, tem uma coisa que é um material indispensável dentro de uma bolsa de mulher e que vocês talvez nem possam imaginar, mas sempre está lá.

        Aliás, elas sabem que está lá, embora a confusão de uma bolsa de mulher e, ainda mais, daquelas modelo “bag”, mas o material, que é um “pedido de socorro”, está lá.

        Mas, qual é o material?

        Provavelmente todos sabem um pouco das coisas que são carregadas dentro das bolsas femininas, como escova de cabelo, escova de dente, fio dental, pasta de dente, caixa de grampos, “piranhas” para prender o cabelo, batom, “modess”, com aba ou sem aba ou “O.B.”, um perfuminho, um esmalte para qualquer retoque, um alicate para cortar cutículas, uma base, um ruge, creme Nívea para umedecer as mãos, uma cadernetinha para as anotações (agenda, com o advento do celular, caiu de moda), caneta, lenços secos e umedecidos, celular, carteira de dinheiro e de documentos, cartões de crédito, moedeira, chaves de casa, do trabalho, do carro, do céu...sim, porque as mulheres são sempre “divinas”, “tufinhos” de algodão, um band-aid, e, também aquilo que usam em casa, mas estão também na bolsa, sempre.

        Sei que existem outras “cositas” que as mulheres carregam em suas “bags”, todavia daquilo que estou falando, isto sim me parece que é fundamental.

        Alguém deve estar perguntando: mas se ele citou um monte de coisas, de que ele, então, estaria falando?

        E, olha que eu antepus em não citar mais outras “cositas” ...mas do que estou falando, ah, isto sim eu vou dizer.

        Pois dia desses, eu estava viajando com minha digníssima esposa e, ao olhar para o lado, vi que ela estava fazendo, o que é muito comum quando estamos em casa, principalmente na sala, assistindo algum programa na televisão.

        Mas na estrada, viajando, dentro do carro, deixando de admirar as paisagens?

        Pois ela estava removendo os esmaltes das unhas.

        Perceberam do que falo?

        TAMBÉM CARREGAM NA BOLSA!

          Não só usam em casa, viajando e dentro do carro, na sala e “bispando” um programa de televisão, como também no “instituto” e, mais ainda: pelo visto é totalmente imprescindível, pois TAMBÉM CARREGAM NA BOLSA...

          Sabem o que é?

          Simples: um vidro de acetona.

         

 

       


terça-feira, 8 de outubro de 2024


 

Como é TÃO TRISTE...

(Coluna Agenda)

 

 

                                                                                          Beto Carretta

 

 

        ...a despedida, também, aos animais de estimação.

        Tenho visto e tenho lido tanta história triste destes casos, que não tem como não se emocionar.

        Daí, minha imaginação viaja aos confins dos relacionamentos homem/animal e de todo o tempo em que conviveram, por suas mãos ou relatos e, tomo-me de uma grande tristeza ao lembrar que se separaram.

        Não é nada fácil, a gente sabe.

        Os animais entram em nossas vidas como qualquer outro ser vivo, é bem verdade, e, com o passar do tempo, nos tomam em sentimentos de amor e companheirismo, que, ao partirem, nos deixam totalmente prostrados.

        Por diversas vezes isso já aconteceu comigo, pois que cachorros sempre estiveram na minha vida, como tais momentos de separação definitiva também já aconteceram.

        É doído.

        São tantas as nuances e sentimentos que nos deixam deveras tristes, quando a morte é a separação definitiva de todo esse convívio.

        Mas, e quando você tem que se despedir do seu cão ou gato, por não poder levá-los?

        Sem nem mesmo que eles tenham partido para nunca mais voltar...

        Também acontece.

        Recentemente li pelas redes sociais de uma pessoa, tutora de dois cães machos, da raça Maltês, que foi obrigada a deixar no Brasil pois que estava de viagem definitiva para o Canadá e, não lhe foi permitido levá-los.

        Vi a foto dos animais...sozinhos...

        Não preciso lhes dizer que meus olhos se encheram de lágrimas e percebi todo o abandono que aqueles animais estavam sentindo naquela hora.

        Eram dois machos, castrados, vacinados, lindos...

        Mas seus olhos (dos cachorros), naquela foto, demonstravam uma tristeza tão grande...imaginem...nunca mais iam ver os seus tutores, nunca mais teriam eles por perto...nunca mais...cheios de vida e saúde...o quanto dói tudo isso...

        ...para todos...os tutores, os cães, e, para mim também, porque hoje, na idade em que já estou, as emoções estão em todos os lugares, é verdade.

        Li, também, que um jornalista que tinha um lindo gato de estimação, siamês, depois de 18 anos de convívio, notou que um dia ele ficou com as pernas bambas, e não conseguia mais ficar de pé...se deitou (o gato) e olhou para ele tristemente.

        Ficou ali de plantão à noite toda e, vendo-o definhar aos poucos, pela manhã ao ir para o trabalho, lhe disse, com muito carinho e afeto:

- Amigo, muito obrigado por todos estes bons momentos que convivemos – e saiu para trabalhar.

        Ao voltar, o bichano tinha partido.

        Doutra feita, e foi a minha própria irmã, com seu vira-lata de estimação, acometido de uma paralisia total, sem poder se locomover para nada, foi aconselhada pela veterinária a permitir a eutanásia.

        E, fui eu que a tive que levar para a clínica, com o Bobi, para deixá-lo partir...

        Nossa viagem foi em prantos, ainda mais quando fitávamos os seus olhinhos, talvez nos consolando, talvez...

        Ele ia embora, aquela era a sua última viagem, aquele era os nossos momentos derradeiros com ele...nem quis entrar na clínica e deixei a tarefa de alcançar o Bobi nas mãos da veterinária, para a minha irmã.

        Não queria ter esse momento na retina das minhas recordações.

        Ela entrou no carro de volta, nos abraçamos e choramos um bom bocado...

        E o Bobi até hoje está em nossas lembranças...

        Como tudo isso é tão triste...!!!

       

 

 

       

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2024


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Cismas - Coluna de Opinião 


ELE, É VOCÊ!

                                                                                            Beto Carretta

         Não tem como ser diferente disso, se você for digno, íntegro e honesto consigo mesmo.

         ELE, É VOCÊ!

Dias desses, fui interrogado na rua, se eu não ia falar de eleições em minhas crônicas.

         A bem da verdade, é um assunto muito palpitante, porém é polêmico, e traz diversas outras interpretações em tudo aquilo que o cronista pensa ou quer exprimir, com suas ideias.

         Principalmente nas redes sociais, “a crucificação” é decorrente e está sempre de plantão, onde pouco ou quase nada existe de “gentilezas” e amenidades, com atestações educadas, coerentes e incentivadoras, mesmo que sejam contrárias.

         Quem gosta de criar uma linha de raciocínio, transcrevê-la para uma coluna e, receber, de “presente”, paus e pedras e apenas uma gota de incentivo?

         Difícil.

         Por isso que falar em política nos tempos de hoje, transformou-se num verdadeiro campo de batalha medieval, pois a manutenção de uma ideia geralmente não resiste, e cai por terra, não só pelas tantas e tantas insinuações irresponsáveis, agressivas e incoerentes, como também a falta de respeito e nenhuma consideração para com o articulador.

         Por fim, não as componho e publico.

         Ah, se todos conhecessem o dito de um dos maiores tribunos deste país, de nome Gaspar Silveira Martins, que um dia cunhou: “Ideias não são metais que se fundem”.

         Mas, vamos lá…

         Por aquele pedido de um amigo, feito nas andanças pelas ruas da nossa querida Encruzilhada do Sul.

         Tenho comigo que as eleições municipais são as mais importantes de todo este contexto de nome “democracia”, pois que é exatamente aqui, no município, que vivem as pessoas e, portanto, é aqui que as coisas acontecem.

         Ninguém vive no ar, no céu, no mar, pois que vivem na terra, em um município e este lugar, seja capital federal, de estado ou cidades, é justamente onde as pessoas existem e convivem.

         Sendo assim, a escolha daqueles que vão “comandar” a administração de uma comunidade, é de vital importância.

         Eles, os que vão ganhar o pleito, terão uma grande influência na gestão do município, não esqueçam.

         Contudo, sou adepto de que o voto não deveria ser obrigatório, pois vota quem quer, vota quem tem devoção por esta ou aquela ideologia (coisa que nem existe mais – as ideologias), quem tem amizade por candidato, quem tem alguma obrigação, porém, quem não se sente à vontade com tudo isso, deveria ter a opção de não votar.

         E, não ser punido.

         É natural que ele, por não votar, vai delegar aos outros a escolha dos administradores do seu município, e isso é o ônus pela sua indignação, pela não preferência dos candidatos oferecidos, ou seja, pela falta de opções e de tantas outras razões.

         Na minha concepção, o voto é um direito e não uma obrigação.

         Daí a razoabilidade criada no sistema eleitoral, por mim não convicta (a razoabilidade), do voto em branco e nulo.

         Deveria, isto sim, ser opcional, não obrigatório.

         Mas, enfim…

         Nesta e em todas as eleições, o voto vai para as pessoas que se candidataram e este seu voto, no meu entender, precisa ser de muita convicção, pois que você deve escolher aquele que mais se identifica contigo.

         Simples assim.

         Aquele que mais se identifica contigo. O teu espelho.

         Responsabilidade, honestidade, comprometimento, trabalho, eis o reflexo ideal.

         Ele, o candidato por você escolhido, deve refletir aquilo que você é, aquilo que você sente, aquilo que você quer, ou seja, em questão de política, ao olhar por este prisma, você vai escolher por se espelhar nele, com todas as suas qualidades, mas também com os seus defeitos.

         Afinal de contas, você o escolheu, então, ELE É VOCÊ!

         Ou seja, escolha um candidato pela identificação de como você é.

         Sem devaneios ou anseios de tentar mudar a tua personalidade, personificada em um candidato.

         Seja sincero, íntegro, digno e honesto consigo mesmo.

         ELE, É VOCÊ!

         Não se esqueça disso.

         Boa sorte.