segunda-feira, 18 de junho de 2012

TAXAS E IMPOSTOS

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Recentemente, mais precisamente na terça-feira, dia 05 de junho de 2012, depois de duas horas e meia de discussões, foi aprovado na Assembleia Legislativa, o projeto do Governador Tarso Genro que reajusta as principais taxas do Detran. Até aí nenhuma novidade, pois quando o governo sente sede no seu caixa, recorre imediatamente ao contribuinte, em forma de taxas e impostos, para que, novamente, voltem a correr “águas” em suas fontes. A medida passa a valer a partir de janeiro de 2013. É bom que se registre que a vitória do governador foi bastante apertada, ou seja, foram 29 votos – um a mais do que o mínimo necessário – o que lhe garantiu o triunfo sobre a oposição. Vejam, por exemplo, para quem vai comprar um carro zero: - Vistoria e identificação, hoje: R$ 52,33 A partir de janeiro: R$ 52,33 - Expedição de CRV/CRLV, hoje: R$ 40,95 A partir de janeiro: R$ 98,34 Variação de 61,5% de aumento. Carro usado: - Vistoria e identificação, hoje: R$ 52,33 A partir de janeiro: R$ 52,33 - Alteração de registro de veículo: R$ 195,68 A partir de janeiro: R$ 232,08 - Expedição de CRV/CRLV, hoje: R$ 40,95 A partir de janeiro: R$ 98,34 Variação de 32,4% de aumento. Mas, o que nos deixa confuso são as explicações, tal qual o presidente do Detran, Alessandro Barcellos, garantindo que os R$ 15 milhões arrecadados com os aumentos das taxas serão destinados ao Fundo Estadual de Segurança e que o restante será aplicado no órgão, sem riscos de se perder no CAIXA ÚNICO. Já está dada a resposta, Caixa único. Inclusive as manifestações dos opositores a estes aumentos são taxativos em afirmar que provavelmente o dinheiro vai reverter para pagamento de cargos de confiança que o governo criou, e, isso lembra muito bem a famosa CPMF, que, criada para um fim, sabe-se que nunca, em nenhum momento a este fim de destinou, caindo, naturalmente no tal Caixa Único. Injuriados, ainda os opositores afirmam que o Detran já tem uma arrecadação superavitária, portanto, não havendo justificativa para o que aconteceu, a não ser ter este ímpeto de arrecadação outro destino. E, dentre toda esta polêmica estamos nós, contribuintes, que ainda temos o seguro obrigatório e o IPVA a pagar. Portanto, enquanto os grandes brigam por taxas e impostos, nós, meros contribuintes continuamos a pagar a conta do governo, e, o pior é que “eles” não têm dó nem piedade, e, sem cerimônia nos mandam a conta. É como sempre digo, a caravana vai passando, os cães a latir, no entanto, sem eco e nem repercussões, valendo a vontade daqueles que, um dia, foram eleitos pelo voto popular, e, que, com toda certeza, prometeram criatividade ao invés de aumento de impostos e taxas, todavia, a maneira mais fácil de não deixar a fonte secar, sem pestanejar, somos nós, os contribuintes. Ainda assim, alguém contestou, do lado mais forte, é claro, que o aumento das taxas nada tem a ver com impostos, ao que devolvo com a pergunta: e quem paga as taxas e os impostos? Taxas pagamos nós, contribuintes e, impostos os fantasmas? Ainda por cima estão de brincadeira conosco, pois bem sabem que tudo sai de um mesmo bolso, não importando ser taxa ou imposto, ou seja, do nosso bolso. Ainda estamos à cata de um governo sério e criativo. Eleições, valorize e seu voto!

DITADOS GAÚCHOS

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Em algum tempo atrás um amigo pediu-me que publicasse nesta coluna alguns ditados gaúchos, pois, dizia ele, teria em mãos “nossas filosofias”, uma vez que estava afastado do pago já há algum tempo, e, queria poder beber de nossa sabedoria popular e mostrar aos outros, também, um pouco de nossa cultura. Passou-se um tempo, no entanto a tarefa a que me foi imposta não esqueci, e, casualmente, esta semana visitei um endereço na internet que trazia a “encomenda”, nem tão completa assim, mas que trouxe a necessidade de cumprir o que me foi solicitado, todavia bastante interessante e que vai fazer você ler até o fim, garanto e, assim o faço, a saber: * Quieto no canto como guri cagado * Mais ligado que rádio de preso * Mais curto que coice de porco * Firme que nem prego em polenta * Mais nojento que mocotó de ontem * Saracoteando mais que bolacha em boca de velha * Solto que nem peido em bombacha * Mais curto que estribo de anão * Mais pesado que sono de surdo * Calmo que nem água de poço * Mais amontoado que uva em cacho * Mais perdido que cego em tiroteio * Mais perdido que cachorro em dia de mudança * Mais perdido do que cusco em procissão * Mais faceiro que guri de bombacha nova * Mais assustado que velha em canoa * Mais angustiado que barata de ponta-cabeça * Mais por fora que quarto de empregada * Mais por fora que surdo em bingo * Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa * Feliz que nem lambari de sanga * Mais ansioso que anão em comício * Mais apressado que cavalo de carteiro * Mais atirado que alpargata em cancha de bocha * Mais baixo que voo de marreca choca * Mais bonita que laranja de amostra * De boca aberta que nem burro que comeu urtiga * Mais chato que gilete caída em chão de banheiro * Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada * Mais constrangido que padre em zona de tolerância * Mais conhecido que parteira de campanha * Mais comprido que moral de gago * Mais comprido que cuspe de bêbado * Mais coxuda que leitoa em engorde * Devagarzito como enterro de viúva rica * Mais difícil que nadar de poncho * Mais duro que salame de colônia * Mais encolhido que tripa na brasa * Extraviado que nem chinelo de bêbado * Mais faceiro que mosca em tampa de xarope * Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude * Mais faceiro que pica-pau em tronqueira * Mais feio que briga de foice no escuro * Mais feio que sapato de padre * Mais feio que paraguaio baleado * Mais feio que indigestão de torresmo * Mais firme que palanque em banhado * Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro * Mais gasto que fundilho de tropeiro * Mais gostoso que beijo de prima * Mais grosso que dedo destroncado * Mais grosso que rolha de poço * Mais grosso que parafuso de patrola * Mais informado que gerente de funerária * Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro * Mais nervoso que potro com mosca no ouvido * Quente que nem frigideira sem cabo * Mais sério que defunto * Mais sujo que pau de galinheiro * Tranquilo que nem cozinheiro de hospício * Tranquilo que nem água de poço * Bobagem é espirrar na farofa * Mais gorduroso que telefone de açougueiro * Mais perdido que cebola em salada de frutas * Mais feliz que gordo de camiseta * Mais chato que chinelo de gordo Se leu até aqui, é porque gostou, então, cumprida a missão, algo mais a acrescentar?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CADÊ A CALCINHA?

Krretta hcarretta@yahoo.com.br Charles de Gaulle, general, politico, estadista francês disse uma das mais célebres frases referindo-se ao nosso país quando afirmou: “O Brasil não é um país sério”. E eu me pergunto, quantos brasileiros ficaram indignados com sua audácia, com sua petulância em pronunciar algo desditoso de nossa nação, quando afirmava com todas as letras que não éramos confiáveis? Doutra feita, o cidadão Edson Arantes do Nascimento, sim, o Pelé que todos nós conhecemos, nosso melhor jogador de futebol de todos os tempos, considerado pelo mundo inteiro como o atleta do Século XX, e, que muitos ainda o consideram analfabeto, sendo que é o eterno Embaixador do Brasil, disse: “Os brasileiros não sabem votar”. Não é preciso dizer que a maioria dos tupiniquins desandaram a criticar aquele cara que saiu de um subúrbio santista e, agora, por ter se tornado uma grande figura nacional, dava-se o luxo de criticar o voto dos brasileiros, como isso? E, eu do meu cantinho ponha-me a pensar e tenho a sensação de que os brasileiros, letrados ou não, pouco estão se importando com a política nacional, para os governos, para as instituições, para os políticos em geral. Pouco se dão, também, pela roubalheira e assaltos ao erário público, pela subjugação entre propinas e enriquecimentos ilícitos, pela desordem nacional, pela balbúrdia nos corredores do Palácio Nacional. Todos estão preocupados, isto sim, em trabalhar, ganhar o seu quinhão e, tentar dar sustento a sua família com a miséria que ganham, quando não estão estudando, nas horas vagas, para galgarem uma melhor posição na sua labuta diária, que foi o que sobrou. O erário público, os saques indevidos, a ganância, a política e suas falcatruas, nada mais interessa. E, cada vez mais os exemplos afloram nas notícias de explodem na imprensa nacional e, que, por muitas vezes, nem horrorizam mais quem as recebe, pois também não estão interessados e, assim, a caravana libidinosa ganha estrada e desfila incólume diante de uma estarrecida e desmotivada plateia. Pois querem ver, está no jornal Zero Hora, 01/06/2012, manchete: Mistério na Câmara. “Há duas semanas, nos corredores, parlamentares, assessores e funcionários falam da lingerie que caiu do bolso de um deputado em plenário. Pois há quinze dias, um deputado, ao entrar no plenário, deixou a peça íntima cair do bolso do paletó. Ele tinha pressa por estar atrasado para votar o projeto sobre crimes cibernéticos. Segundo relatos, mexeu no bolso para pegar o celular e deixou cair no chão UMA CALCINHA VERMELHA E BRANCA – modelo grande, de algodão. Ocupado com o telefone, não percebeu que a peça ficou no chão, no centro do plenário. As poucas testemunhas, que naturalmente não querem aparecer, não o identificam, apenas insinuam ser um integrante do chamado “baixo-clero”, que reúne deputados sem grande destaque. Um segurança que acompanhou a cena se aproximou, recolheu a calcinha e a escondeu atrás de uma lixeira. Alertado, um assessor do presidente recolheu a lingerie, a colocou em um envelope e indicou que a levaria para o departamento de achados e perdidos”. E agora, onde estão os críticos de Charles de Gaulle, de Pelé, onde estão os que teimam em afirmar que os corredores palacianos são sérios, que a política é séria, onde está a moral de um plenário quando um de seus integrantes leva calcinha vermelha e branca, modelo grande e de algodão no paletó para votar, cadê o caráter, cadê a vergonha, cadê a responsabilidade, o brio, a honra, a dignidade, cadê a calcinha? Segundo informações, a peça foi incinerada, mas a polêmica continua...