Krretta
Eu não sei se esta seria a definição certa.
Demérito seria muito forte e, não estaria condizendo com a verdade.
Desinteresse, bem, quem sabe então isso, já que o tempo decorrido, a continuidade, o trivial, leva para as pessoas a certeza de que sempre as coisas, como estão acontecendo, hão de seguir acontecendo, de modo como decorre desde há muitos e muitos anos atrás, e, que, assim, vem mantendo a fórmula do sucesso.
Talvez também sucesso não esteja muito bem empregado, ou, devidamente empregado, talvez não seja a palavra pontual, pois nem sempre o sucesso chega a tempo e à hora, nos dias em que se expõe a crítica, o que é cotidiano nestes tantos anos já cumpridos.
As pessoas, decididamente ignoram a introspecção aos seus pensamentos e sentimentos, as suas palavras ditas e que, pior ainda, não foram ditas, não medem atitudes, julgam o que não presta e, legam ao esquecimento o que verdadeiramente deveria ser valorizado.
Isto é essencialmente verdade, a história não mente.
Você pensou ao menos algum minuto nestas últimas vinte e quatro horas em quem lhe ajudou em alguma coisa, em quem lhe prestou um favor, em quem lhe estendeu a mão por uma necessidade, em quem lhe disse uma palavra de carinho, lhe deu um beijo de agradecimento? Você só pensou em si, ou é totalmente desprovida de sentimentos altruístas?
Pensou em retribuir a ajuda? Pensou em uma primeira oportunidade retribuir o favor recebido? Quer restituir de uma outra maneira a necessidade suprida? Já pensou em devolver o carinho, que não seja com outro carinho, vá lá, então, com uma flor, uma visita, um aperto de mão?
Você já pensou algum dia, agradecer alguma coisa a alguém, e, lhe oferecer bem mais do que recebeu?
Retribuir-lhe a altura do que você acha que deveria receber,se estivesse no papel inverso?
Nem sempre é assim, ou, quase nunca é assim.
Outras vezes, este mesmo egoísmo, esta mesma excentricidade provida de resultados, palpáveis e, jamais divisíveis, também deixam de proferir palavras de incentivo, de conforto, de amabilidades, e, por não serem ditas, ferem o coração e a alma de seus surdos interlocutores, deixando-os como velas soltas aos ventos, seus sentimentos e agora, conceitos, sejam eles de amizade, de profissionalismo, de sentimentos tantos quantos o ser humano possa definir.
O desprovimento dos conceitos básicos de atitudes, suas abrangências, causas e efeitos, podem vir a ser extremamente consideráveis, negativamente, é claro, incomensurável quanto ou mal ou a ofensa feita a outrem, mas, que, com certeza, nunca passou pelas grelhas da sua sapiência, é bastante provável.
Não somos deste mundo para que possamos emitir julgamentos que não sejam aos desígnios dos homens com seus atos e obras, previstos nas Leis Divinas, e, que nos permitem, então, traçar destinos.
Enfim, estamos falando verdadeiramente do egoísmo das pessoas, dos seus mundos egocêntricos, dos seus segredos guardados ao bel prazer, mas contados ao ar, das suas casernas senhoriais fortificadas e ornadas pelo labor de outrem, estamos falando de quem não preza, de quem não tem apreço ao que lhe rodeia, estamos falando de quem construiu falsas fortalezas baseadas na história passada, e, nada fazem em sentido de outras atitudes qual sejam a de valorizar quem lhes trouxe novos ventos e favoráveis, determinando o porto, seguro e testemunha do seu sucesso!
Se cada uma soubesse do seu amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios?
Acho que estou cansando...
-:-
“Leia, não para contradizer nem para acreditar; mas para ponderar e considerar”
Francis Bacon – escritor inglês
Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar. Francis Bacon – filósofo inglês
segunda-feira, 13 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
ÀRVORES, FILHOS E, UM LIVRO
Krretta
O nome popular dela é “Extremosa”.
Já no campo científico se chama “Lagerstroemia indica”, da família das “Lytraceae”, originária da Ásia e da Austrália, e, que muito bem se aclimatou aqui na região Sul do Brasil.
Seu porte é de até 6m de altura, com tronco liso marmorizado de 15 a 20 cm de diâmetro.
Suas principais características são as flores que desabrocham em cachos nas pontas dos ramos, em cores róseas, lilás, carmim ou branca.
Os galhos são fracos e quebradiços e devem ser podados no inverno para estimular e dar bom aspecto à planta.
Floresce no verão a pleno sol e, por ser de pequeno porte, vai bem em jardins pequenos e na ARBORIZAÇÃO URBANA.
Arborização urbana, foi o que eu pensei.
Comprei no ano passado três mudas e, plantei-as na calçada em frente de casa, no intuito de embelezar a nossa Rua Sete de Setembro e, também proporcionar aos mais incautos, uma sombra densa e refrescante no verão, não era uma boa ideia?
Comprei também um saco de areia preta, preparada, com adubo e húmus para que elas, as mudas, tivessem um bom início de vida naquele solo, que agora seria as suas moradas, e, quem as contemplasse, falassem do seu vigor e da sua beleza.
Junto aos seus caules, atei taquaras para que o vento não as castigasse e, num ímpeto mais forte, viesse a quebrá-las, o que seria de minha parte um desleixo não protegê-las.
Medi as distâncias donde ficariam, não tão milimetricamente assim, mas, que fossem dispostas proporcionalmente ao espaço a que lhes competia, e, assim o fiz.
Pá de corte, terra preparada, buracos feitos, e, o plantio própriamente dito.
Uma beleza. Era para ser uma beleza...
Lá estavam, garbosamente as três “extremosas”, lindas, exuberantes, em pé, se bem que apoiadas pelas taquaras e, amarradas, mas, a intenção era das melhores possíveis.
Quer queiram, quer não queiram, são como filhas, é claro que guardadas as devidas proporções, como qualquer outro tipo de ação, seja tangível ou não, pois nascem da nossa vontade, da criação, do ímpeto de concretizar os desejos da concepção, por pensamentos e obras, assim é o que é.
Pois ali em frente postavam-se as três Marias, assim apelidei-as.
Maria Cristina, Maria Beatriz e Maria Dalila.
Devo-lhes confessar de que não sou muito afeito aos tratos com a terra, mas as “Marias” eram uma devoção, pois cabia a mim os seus tratos.
Muitos e muitos dias reguei-as, refiz as amarras, cuidei das formigas, muitas vezes contemplei-as, imaginando-as crescidas, frondosas, cheias de flores embelezando a Rua Sete de Setembro, e, por muitas vezes achei que tinha realmente feito uma boa ação.
É preciso que se diga que um belo dia, ou melhor, um péssimo dia, encontrei Maria Beatriz com seu caule quebrado e, então, de imediato enrolei-a num esparadrapo e, como reforço, enfaixei-a de fita crepe, e não é que deu certo?
Maria Beatriz se recuperou magnificamente bem, e deu seu curso normal ao crescimento, tal qual suas irmãs
Contudo, minha tristeza, meu desencanto, minha desilusão hoje, é que percebi que quebraram pela raiz, os caules de Maria Dalila e Maria Beatriz, e, consumiram-nas.
Elas não existem mais.
Ficou na Rua Sete de Setembro um grande vazio, não virão mais as sombras, e, as flores róseas na primavera, não enfeitarão a retina dos transeuntes daquele passeio, e, os mais incautos, jamais se beneficiarão das suas espessas sombras.
O que leva uma mão a extirpar a vida, mesmo vegetal, da terra?
Vivemos um tempo em que talvez os prazeres residam nas intempestivas reações bestiais dos homens, que desconhecem a si próprios.
Ceifaram as “Marias”!
O nome popular dela é “Extremosa”.
Já no campo científico se chama “Lagerstroemia indica”, da família das “Lytraceae”, originária da Ásia e da Austrália, e, que muito bem se aclimatou aqui na região Sul do Brasil.
Seu porte é de até 6m de altura, com tronco liso marmorizado de 15 a 20 cm de diâmetro.
Suas principais características são as flores que desabrocham em cachos nas pontas dos ramos, em cores róseas, lilás, carmim ou branca.
Os galhos são fracos e quebradiços e devem ser podados no inverno para estimular e dar bom aspecto à planta.
Floresce no verão a pleno sol e, por ser de pequeno porte, vai bem em jardins pequenos e na ARBORIZAÇÃO URBANA.
Arborização urbana, foi o que eu pensei.
Comprei no ano passado três mudas e, plantei-as na calçada em frente de casa, no intuito de embelezar a nossa Rua Sete de Setembro e, também proporcionar aos mais incautos, uma sombra densa e refrescante no verão, não era uma boa ideia?
Comprei também um saco de areia preta, preparada, com adubo e húmus para que elas, as mudas, tivessem um bom início de vida naquele solo, que agora seria as suas moradas, e, quem as contemplasse, falassem do seu vigor e da sua beleza.
Junto aos seus caules, atei taquaras para que o vento não as castigasse e, num ímpeto mais forte, viesse a quebrá-las, o que seria de minha parte um desleixo não protegê-las.
Medi as distâncias donde ficariam, não tão milimetricamente assim, mas, que fossem dispostas proporcionalmente ao espaço a que lhes competia, e, assim o fiz.
Pá de corte, terra preparada, buracos feitos, e, o plantio própriamente dito.
Uma beleza. Era para ser uma beleza...
Lá estavam, garbosamente as três “extremosas”, lindas, exuberantes, em pé, se bem que apoiadas pelas taquaras e, amarradas, mas, a intenção era das melhores possíveis.
Quer queiram, quer não queiram, são como filhas, é claro que guardadas as devidas proporções, como qualquer outro tipo de ação, seja tangível ou não, pois nascem da nossa vontade, da criação, do ímpeto de concretizar os desejos da concepção, por pensamentos e obras, assim é o que é.
Pois ali em frente postavam-se as três Marias, assim apelidei-as.
Maria Cristina, Maria Beatriz e Maria Dalila.
Devo-lhes confessar de que não sou muito afeito aos tratos com a terra, mas as “Marias” eram uma devoção, pois cabia a mim os seus tratos.
Muitos e muitos dias reguei-as, refiz as amarras, cuidei das formigas, muitas vezes contemplei-as, imaginando-as crescidas, frondosas, cheias de flores embelezando a Rua Sete de Setembro, e, por muitas vezes achei que tinha realmente feito uma boa ação.
É preciso que se diga que um belo dia, ou melhor, um péssimo dia, encontrei Maria Beatriz com seu caule quebrado e, então, de imediato enrolei-a num esparadrapo e, como reforço, enfaixei-a de fita crepe, e não é que deu certo?
Maria Beatriz se recuperou magnificamente bem, e deu seu curso normal ao crescimento, tal qual suas irmãs
Contudo, minha tristeza, meu desencanto, minha desilusão hoje, é que percebi que quebraram pela raiz, os caules de Maria Dalila e Maria Beatriz, e, consumiram-nas.
Elas não existem mais.
Ficou na Rua Sete de Setembro um grande vazio, não virão mais as sombras, e, as flores róseas na primavera, não enfeitarão a retina dos transeuntes daquele passeio, e, os mais incautos, jamais se beneficiarão das suas espessas sombras.
O que leva uma mão a extirpar a vida, mesmo vegetal, da terra?
Vivemos um tempo em que talvez os prazeres residam nas intempestivas reações bestiais dos homens, que desconhecem a si próprios.
Ceifaram as “Marias”!
POR FAVOR, VOLTEM
Krretta
Há muito tempo atrás, eu me lembro, a saúde pública era infinitamente superior do que a praticada hoje.
Os leitores e as leitoras estão extenuados de ler e de ouvir, pela imprensa nacional, das condições em que se encontra este atendimento, tendo muitas vezes também vivido estas tristes situações.
A espera, a aflição, e, o desespero diante da ineficiência do processo, é o cotidiano.
Em toda regra existe exceção, é preciso salientar.
Então, também me lembro dos médicos de família.
Ah, como era bom!!!
As famílias tinham sempre o seu médico, aquele que era a confiança do clã, em quem depositavam ampla e irrestritamente a segurança da saúde dos seus componentes, sempre cercados de fé e, de muito crédito.
Receita dada, recomendações cumpridas à risca.
Nada fugia ás prescrições, pois, além do profissionalismo embutido nos atendimentos, eles vinham acrescidos da amizade que se forjou durante os muitos anos de serviços prestados à família.
Os diagnósticos eram seguros, emanavam confiança, credibilidade, e, o que sempre foi uma certeza: os tratamentos eram extremamente bem dirigidos.
Os médicos de família, quando o paciente não tinha condições de se locomover até o consultório, atendiam a qualquer hora, a qualquer instante, se fosse necessário, sem olhar para dia da semana, sem olhar para o relógio, eram solícitos nos chamados e, não dispensavam um cafezinho ao final das consultas, quiçá um bolinho.
Independente da doença que acometia o paciente bastava efetuar o chamado do médico da família e, as coisas já começavam a melhorar, porque estes profissionais traziam junto consigo o atendimento personalizado, o conforto do amigo da família, e, mais, a esperança da cura através de suas determinações e preceitos.
As urgências eram tratadas com urgência.
Infelizmente não os temos mais.
Dizem que a evolução dos tempos são favas contadas, no entanto, os médicos das famílias foram, neste dito processo de transformação e desenvolvimento, uma perda irreparável.
É estritamente importante ressaltar que os médicos em Encruzilhada do Sul sempre me foram presentes, em todos os momentos que foram solicitados, e, ainda cumprem o que Hipócrates (grego, Cós-460 – Tessália-377 a.C), considerado o “Pai da Medicina”, prometeu em seu juramento quando disse: “Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunha todos os deuses e deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: ...Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes...”
Mas, queremo-los ainda mais presentes, queremo-los como nossos médicos de família, como antigamente, incluindo-se aí o cafezinho e, quiçá um bolinho, queremos que deem auxílio em nossos lares quando tivermos a urgência de seus préstimos, queremos poder contar com um atendimento eficaz, profissional, amigo, que possa nos dedicar uma melhor consideração, enfim, queremos fugir da ineficiência, do descaso, da incompetência, do desleixo e, da falta de apreço a quem necessita de atendimento médico, pois a saúde pública deixa muito a desejar.
Há muito tempo atrás, eu me lembro, a saúde pública era infinitamente superior do que a praticada hoje.
Os leitores e as leitoras estão extenuados de ler e de ouvir, pela imprensa nacional, das condições em que se encontra este atendimento, tendo muitas vezes também vivido estas tristes situações.
A espera, a aflição, e, o desespero diante da ineficiência do processo, é o cotidiano.
Em toda regra existe exceção, é preciso salientar.
Então, também me lembro dos médicos de família.
Ah, como era bom!!!
As famílias tinham sempre o seu médico, aquele que era a confiança do clã, em quem depositavam ampla e irrestritamente a segurança da saúde dos seus componentes, sempre cercados de fé e, de muito crédito.
Receita dada, recomendações cumpridas à risca.
Nada fugia ás prescrições, pois, além do profissionalismo embutido nos atendimentos, eles vinham acrescidos da amizade que se forjou durante os muitos anos de serviços prestados à família.
Os diagnósticos eram seguros, emanavam confiança, credibilidade, e, o que sempre foi uma certeza: os tratamentos eram extremamente bem dirigidos.
Os médicos de família, quando o paciente não tinha condições de se locomover até o consultório, atendiam a qualquer hora, a qualquer instante, se fosse necessário, sem olhar para dia da semana, sem olhar para o relógio, eram solícitos nos chamados e, não dispensavam um cafezinho ao final das consultas, quiçá um bolinho.
Independente da doença que acometia o paciente bastava efetuar o chamado do médico da família e, as coisas já começavam a melhorar, porque estes profissionais traziam junto consigo o atendimento personalizado, o conforto do amigo da família, e, mais, a esperança da cura através de suas determinações e preceitos.
As urgências eram tratadas com urgência.
Infelizmente não os temos mais.
Dizem que a evolução dos tempos são favas contadas, no entanto, os médicos das famílias foram, neste dito processo de transformação e desenvolvimento, uma perda irreparável.
É estritamente importante ressaltar que os médicos em Encruzilhada do Sul sempre me foram presentes, em todos os momentos que foram solicitados, e, ainda cumprem o que Hipócrates (grego, Cós-460 – Tessália-377 a.C), considerado o “Pai da Medicina”, prometeu em seu juramento quando disse: “Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunha todos os deuses e deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: ...Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes...”
Mas, queremo-los ainda mais presentes, queremo-los como nossos médicos de família, como antigamente, incluindo-se aí o cafezinho e, quiçá um bolinho, queremos que deem auxílio em nossos lares quando tivermos a urgência de seus préstimos, queremos poder contar com um atendimento eficaz, profissional, amigo, que possa nos dedicar uma melhor consideração, enfim, queremos fugir da ineficiência, do descaso, da incompetência, do desleixo e, da falta de apreço a quem necessita de atendimento médico, pois a saúde pública deixa muito a desejar.
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