O descrédito no brasil
Beto Carretta
É público e notório o descrédito de nosso País, frente a
opinião internacional e, muito mais em seu âmago.
São tantos e tantos acontecimentos negativos acontecidos
neste nosso País que, não seria nada injusto o total desabono e, porque não
dizer, a enorme desonra a que nos oferece.
Não foi nem A e nem B, nem azul e nem branco, nem frio e nem
quente, foram diversos os fatores e pessoas, fatos, atos e governantes é claro,
que nos deixaram e, pior ainda, estão nos deixando de herança.
Legado esse da pior espécie que poderia ser, um total
desfavor.
Dívidas e mais dívidas, gastos exorbitantes, pois que o
débito sempre é muito, assaz superior do que o crédito e, quem tem um mínimo
saber sobre contabilidade, sabe perfeitamente que a conta nunca vai fechar.
Aliás, é o que os tupiniquins mais sabem, basta ver o valor de um salário
mínimo...
Péssimas administrações, a corrupção, a roubalheira descarada,
poderes apodrecidos, enriquecimentos totalmente ilícitos, dinheiros em malas,
nas cuecas, em paraísos fiscais...
E, daí, num dia desses, embarca nos noticiários da já tão
cataclísmica imprensa brasileira, reportagem dando conta da “quebradeira”
financeira das ONGs, no Brasil.
Existem, pasmem, em torno de 800 a 900 mil ONGs por aqui, em
solo brasileiro.
A maior parte delas são associações sem fins lucrativos
(81%), seguidas por organizações religiosas (em torno de 17%) e, fundações
privadas (+ ou – 1,5%).
ONGs?
Infelizmente, e isto podemos afirmar com muita certeza, de
que os brasileiros não possuem nem um pouquinho de memória, para tanto, basta
fazer uma pergunta muito simples e, com toda a certeza não conseguirão
responder: quem você votou para deputado estadual/federal nas últimas eleições?
E, para vereador?
Pois bem, há algum tempo atrás e, não se pode afirmar que
esta “sangria” tenha sido estancada, fomos informados de que escândalos de desvio de verbas envolvendo Organizações Não
Governamentais (ONGs) no Brasil frequentemente envolveram o uso de emendas
parlamentares, superfaturamento, entidades de fachada e
pagamentos por serviços fictícios. Isto seria classificado como que crime?
Peculato, corrupção, lavagem de dinheiro...
Investigações jornalísticas e auditorias da CGU, apontaram
que dezenas de ONGs no Rio de Janeiro e em outros estados receberam centenas de
milhões de reais via emendas sem o devido histórico de capacidade técnica ou
transparência ativa, levantando suspeitas de uso de laranjas e desvios de até
30% dos recursos repassados.
Quebradeira? Pois a reclamação veemente hoje, dos dirigentes
das ONGs no Brasil, em altos brados é que, de um tempo para cá, estão
desparecendo a grande maioria dos seus doadores e, naturalmente, as doações.
Esperavam o quê? Por favor, deixem de ser “tansos”, ou, sem
nenhuma vergonha na cara: tansos pois que pode, neste joio todo, existir algum
grão de trigo, mas desinformado (se é que são) e, descarados, porque, provavelmente,
a grande maioria está vendo desaparecer das suas contas bancárias, as “doações”,
desviadas, é claro.
O descrédito neste país é público e notório justamente por mazelas de todos os
tipos, de todos os jeitos, e este é um deles, onde nós, povo, responsável e
honesto, somos obrigados a conviver com lamaçal todo.
Ora, por favor, ONGs quebradas pela falta de
doações...queriam o quê?
-:-
CARA-A-CARA
hcarretta.blogspot.com
Esta crônica contém informação e opinião.
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