quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 



O descrédito no brasil


                                                             Beto Carretta

 

         É público e notório o descrédito de nosso País, frente a opinião internacional e, muito mais em seu âmago.

         São tantos e tantos acontecimentos negativos acontecidos neste nosso País que, não seria nada injusto o total desabono e, porque não dizer, a enorme desonra a que nos oferece.

         Não foi nem A e nem B, nem azul e nem branco, nem frio e nem quente, foram diversos os fatores e pessoas, fatos, atos e governantes é claro, que nos deixaram e, pior ainda, estão nos deixando de herança.

         Legado esse da pior espécie que poderia ser, um total desfavor.

         Dívidas e mais dívidas, gastos exorbitantes, pois que o débito sempre é muito, assaz superior do que o crédito e, quem tem um mínimo saber sobre contabilidade, sabe perfeitamente que a conta nunca vai fechar. Aliás, é o que os tupiniquins mais sabem, basta ver o valor de um salário mínimo...

         Péssimas administrações, a corrupção, a roubalheira descarada, poderes apodrecidos, enriquecimentos totalmente ilícitos, dinheiros em malas, nas cuecas, em paraísos fiscais...

         E, daí, num dia desses, embarca nos noticiários da já tão cataclísmica imprensa brasileira, reportagem dando conta da “quebradeira” financeira das ONGs, no Brasil.

         Existem, pasmem, em torno de 800 a 900 mil ONGs por aqui, em solo brasileiro.

         A maior parte delas são associações sem fins lucrativos (81%), seguidas por organizações religiosas (em torno de 17%) e, fundações privadas (+ ou – 1,5%).

         ONGs?

         Infelizmente, e isto podemos afirmar com muita certeza, de que os brasileiros não possuem nem um pouquinho de memória, para tanto, basta fazer uma pergunta muito simples e, com toda a certeza não conseguirão responder: quem você votou para deputado estadual/federal nas últimas eleições? E, para vereador?

         Pois bem, há algum tempo atrás e, não se pode afirmar que esta “sangria” tenha sido estancada, fomos informados de que escândalos de desvio de verbas envolvendo Organizações Não Governamentais (ONGs) no Brasil frequentemente envolveram o uso de emendas parlamentares, superfaturamento, entidades de fachada e pagamentos por serviços fictícios. Isto seria classificado como que crime? Peculato, corrupção, lavagem de dinheiro...

         Investigações jornalísticas e auditorias da CGU, apontaram que dezenas de ONGs no Rio de Janeiro e em outros estados receberam centenas de milhões de reais via emendas sem o devido histórico de capacidade técnica ou transparência ativa, levantando suspeitas de uso de laranjas e desvios de até 30% dos recursos repassados.

         Quebradeira? Pois a reclamação veemente hoje, dos dirigentes das ONGs no Brasil, em altos brados é que, de um tempo para cá, estão desparecendo a grande maioria dos seus doadores e, naturalmente, as doações.

         Esperavam o quê? Por favor, deixem de ser “tansos”, ou, sem nenhuma vergonha na cara: tansos pois que pode, neste joio todo, existir algum grão de trigo, mas desinformado (se é que são) e, descarados, porque, provavelmente, a grande maioria está vendo desaparecer das suas contas bancárias, as “doações”, desviadas, é claro.

         O descrédito neste país é público e  notório justamente por mazelas de todos os tipos, de todos os jeitos, e este é um deles, onde nós, povo, responsável e honesto, somos obrigados a conviver com lamaçal todo.

         Ora, por favor, ONGs quebradas pela falta de doações...queriam o quê?

-:-

CARA-A-CARA

hcarretta.blogspot.com

Esta crônica contém informação e opinião.

Direitos Reservados na Lei 9610/98.

Nenhum comentário: