quarta-feira, 29 de julho de 2026


A VIDA NÃO ACALANTA NINGUÉM

 

                                                                                     Beto Carretta

 

 

         Todos nós, é bem verdade, temos lutas diárias e dores que ninguém vê, são invisíveis aos olhos e aos sentimentos das outras pessoas.

         A não ser que você se ponha vítima das circunstâncias...

         Essas dores nos maltratam pelo tanto que doem e, não é tão difícil assim saber que existem em todas as pessoas que andam pelo mundo, ali, no teu trabalho, no clube, em casa, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapé...

         Nossos dias, em muitas vezes são difíceis, dias ruins, e, não estamos bem, não temos vontade de sorrir, de falar, e, até de pensar.

         Ah, como seria bom parar...olhar para as ondas do mar, lá em cima das falésias e, deixar voar nossos pensamentos...

         Contudo, voltar aos nossos dias, com dores e pesares, a princípio, seria de bom alvitre, para não carregar a alma e o coração, despovoarmos a vitimização das situações.

         A vida não acalanta ninguém.

         Saibamos que, lá fora, ela não para, muito menos anda para traz, ela não olha e não vê nossos sentimentos e, nem nos socorre a buscar passes de cura e atendimento, de paz e candura.

         É dura e cruel.

         Somos nós que a fizemos assim, tenham certeza disso.

         Porque somos os que destinamos nossos dias, tanto para serem felizes, quanto para as tristezas e decepções.

         Livre arbítrio.

         Vocês já pensaram nisso? O livre arbítrio?

         Somos o capitão do navio de nossas existências, com mares sempre e nunca dantes navegados, pois que, os dias e, a cada um, são diferentes, tal como as águas de um rio...elas passam e nós nunca mais as veremos.

         As agruras existem, como em todos os dias existem também as alegrias que nos trazem felicidade.

         E, o que criamos para que, um sentimento ou o outro, existam em nossos dias?

         A vida não acalanta ninguém.

         Ela é fria, é calculista, ela anda, caminha, vai,  totalmente indiferente, sem se envolver com quem e como caminham na sua estrada, tal como a doença ou a saúde, ela lhe é insensível, ela acontece lá fora e, vai, sempre, sem se importar com as águas presentes ou passadas.

         Como assim lhe fosse (a vida) o destino. Simplesmente acontecer, passar e ir...

         Pensem e ajam díspares de um “floco de neve”.

         Não esperem mimos, carinhos, branduras de quem faz os dias, anos e séculos acontecerem...a vida não acalanta ninguém.

         Busquem seus bons momentos.

         ...ela é fria, alheia e insensível.

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REFLEXOS

hcarretta.blogspot.com

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