sexta-feira, 14 de junho de 2019


SEM UM PORVIR

                                                                                                                  Krretta


“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
         E assim vamos continuando a caminhar por este país que, tem em seus filhos, infelizmente, seus maiores detratores.
         Não se tem mais a coragem de acreditar que um dia ainda poderemos viver felizes.
         Existe uma guerra velada no Brasil, entre os que querem o bem e o progresso desta nação, e os que fazem de tudo para contingenciar, por meios ilícitos, a caminhada rumo ao desenvolvimento.
         A cada dia que passa, a cada hora que os ponteiros completam a volta no relógio, são sempre minutos e segundo de decepções.
         As alegrias, o bem, a solidariedade, o amor, a convivência pacífica, a fraternidade, honestidade, grandeza, fidalguia e, tantos quantos outros substantivos vocês quiserem buscar nos dicionários deste mundo de Deus, não hão de encontrar guarida no seio brasileiro.
         Que Brasil estamos vivendo?
         Há uma descrença generalizada neste país, onde o senhor ou a senhora só vai encontrar este ceticismo, na consciência das pessoas honestas e que realmente tinham o desejo de ver a nação tupiniquim prosperar.
         Para tanto, basta ver os últimos acontecimentos no cenário nacional.
         E como a imprensa vai fugir disso?
         Não há como.
         Ao invés de estarmos aqui falando do amor, dos enamorados, das conquistas e decepções (por que não?) do coração, vemo-nos na obrigação de manifestar as cotidianas decepções e a eminente bancarrota de um país totalmente encharcado pela corrupção e pela belicosidade.
         Sim, é assim mesmo.
         Não poderia ser diferente, pois estaríamos dando vida a hipocrisia ao falarmos do “amor”, enquanto logo ali na esquina, um mundo se desmancha no veneno do bem-querer próprio.
         Nossa política, em qualquer instância, afunda-se em desonestidade e maracutaias estapafúrdias, que até mesmo os Céus duvidam, aliás, já de muito tempo não duvidam mais.
         A pergunta que se faz necessário é: onde tudo isso vai parar?
         Falam muito em ideologias, e o que se pode observar que o significado de ideologia mudou radicalmente, pois que a ideologia “deles” é “vem a mim ao meu reino”, só e somente só.
         Se posso fazer-lhes outra pergunta, então faço: e o povo?
         O povo somos nós que estamos aqui, dou outro lado da linha e sofrendo as agruras de ter um combustível extremamente caro, do tomate na feira ser o impulso para os preços estratosféricos, impostos os mais variados possíveis e cada vez mais surgindo novos, saúde, segurança, educação nem vamos falar...
          Diriam os místicos: existem forças estranhas que querem de qualquer maneira, travar o Brasil.
         E, pior é que esta luta e seus idealizadores não têm prazo e nem querem arrefecer seus instintos de revolta e negação ao seu país.
         Quanto pior, melhor.
         O que não for meu e para mim, não será de mais ninguém.
         A política e os políticos deveriam ser repensados, urgentemente.
         O ódio e o individualismo formaram dobradinha, assim como queijo e goiabada, Buchecha e Claudinho, Piu-Piu e Frajola, namoro e beijinho...
         Talvez, por hoje deva-se esquecer, e seja a hora de colocar um pouco mais de amor e romantismo no coração, ir até a floricultura, comprar um belo ramalhete de flores e, a noite oferecê-lo a amada, num delicioso jantar com uma taça de um bom vinho.
         A solidão é o pior castigo...
        


        
        
               


quinta-feira, 6 de junho de 2019


FUTEBOL E CORRUPÇÃO

                                                                                                                 Krretta

         À tardinha já ia findando, com a temperatura na marca de 14 graus centígrados, exigia uma lenha na lareira e, como era domingo, nada melhor que um futebol na televisão para distrair.
         Tem gente que até hoje odeia o domingo após o “Fantástico”, por razões óbvias, outros tantos dizem ser a tarde deste dia uma melancolia sem fim, eu já acho o domingo de manhã um dia resplandecente, e assim vão determinando, conforme as alegrias e desalentos que compõem o primeiro, ou último dia da semana (existe esta dúvida até hoje).
         O Campeonato Brasileiro brindou as torcidas com futebol não só as 11 horas da manhã, como também às 19 horas da noite.
         Eu acho excelente estes horários, há quem os odeie.
         E foi justamente neste domingo, olhando uma partida de futebol com um foguinho na lareira para compensar os 14 graus, que mais uma vez algumas coisas me chamaram a atenção pelo o que vinha me desagradando (e muito) de há muito tempo.
         O futebol brasileiro, e vou me ater somente ao futebol brasileiro, é uma das maiores instituições, com ensino básico, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado em matéria de corrupção.
         Dizem muito por aí que, para combater este tipo condenável de atitude você precisa ser cidadão, como não fazer fila dupla, não estacionar em vaga de idoso (aliás, ali na frente do Mistral, ao lado do Banco do Brasil, naquela vaga para idoso com identificação do cartão, NINGUÉM , mas ninguém mesmo cumpre a lei), devolver troco errado e, assim por diante, mas poucos enxergam no futebol os maiores ensinamentos de incivilidade.
         Até pelo contrário, aplaudem.
         Como vamos combater a corrupção se, no esporte mais popular do nosso país, que atrai milhares e milhares de pessoas nos dias de jogos, acontecem as maiores corrupções, ao vivo e em cores?
         Onde uma grande parte destas milhares e milhares de pessoas são crianças, são crianças que estão formando as suas personalidades, montando os seus conceitos, aprendendo exemplos, e estes exemplos são os piores possíveis...
         E o que eu vi e vejo toda hora, a todo instante numa partida de futebol, durante os 90, 100 minutos de bola rolando?
         Corrupção!
         Comecemos pelas coisas simples: jogadores, treinadores, torcida sabendo que o lateral não lhes pertence, que a bola bateu por último no jogador do seu time, no seu próprio companheiro, ou em si mesmo e, ainda assim, tentam induzir o árbitro ao erro, acenando, gritando, brigando que a “bola é sua”...
         ...um pênalti que todo mundo viu que não foi, mas os pretensos favorecidos vão as últimas consequências tentando ganhar a posse de bola.
         Um impedimento que foi, mas discutem que não foi.
         E a pior e mais corriqueira, o jogador faz falta no seu adversário e, o que pratica a infração normalmente reage... diz que foi na bola, que não fez falta, enquanto isso seu colega de profissão jaz no chão lesionado, mas, também tem o vice-versa, pois o que estava no chão, agora nem sofre falta e faz uma encenação como se estivesse a ponto de morrer...
         Vai dizer que não é assim?
         Isso é corrupção.
         Tentam levar vantagem em tudo e a todo momento, querem ser malandros, tentam ludibriar e induzir ao erro o árbitro que ali está para organizar e fazer cumprir as regras do jogo.
         Porque ser malandro neste país, enganar as pessoas, as instituições, roubar e querer se dar bem pela corrupção passou a ser sinônimo de “sucesso”.
         São todos! Treinadores, ídolos, craques e, também os “pernas-de-pau”.
         E ali está, bem na frente da nossa televisão os maiores exemplos de como não se deve proceder em nossas vidas, ali está para todo mundo ver, o que tem de mais errado, ali estão os maiores e malfadados atos de corrupção, quando milhares e milhares de crianças estão assistindo, e infelizmente aprendendo tudo de errado que o maior e mais popular esporte do país tem para oferecer.
         Que lástima.
         Por que o futebol e tantos outros esportes não podem ser um exemplo de honestidade?
         Ao sentar na noitinha com um bom chimarrão, junto de uma lareira aos domingos, infelizmente já não enxergo mais só futebol...
        

        
        


quarta-feira, 5 de junho de 2019


COMENTÁRIOS DE JOHN


CRISE

        É muito claro, cristalino e, também totalmente equivocado o “modus operandi” dos administradores públicos.
        Quando o débito já está suplantando e muito o crédito, os vorazes e inescrupulosos gestores do bem público voltam-se mais do que erroneamente para o aumento de receitas, leia-se "mais impostos".
        Jamais e, em nenhum momento pensam em reduzir despesas: salários, diárias, gratificações, reajustes, e todo o tipo de mordomias de que desfrutam.
        E o povo...


VACINAÇÃO

        Há tempos paira no ar uma acertada indagação, que até agora não foi definitivamente esclarecida e respondida: por que a vacinação infantil aqui no RS não atinge nenhuma meta?
        Dizem por aí que é irresponsabilidade, outros que é falta de tempo, logo ali é por causa das reações da vacina e, enquanto isso, nossas crianças ficam desprotegidas das doenças infecciosas.
        Eu diria que é falta de amor aos seus filhos e afins, pois não existe outra explicação.
- Bah tchê, sei lá, entende!!


TEMPO PARA TUDO

        A Tramontina, Spotify e J.Walter Thompson transformaram música em comida.
        O projeto “Sabor das Músicas” através de um algoritmo, converte canções em receitas gastronômicas.
        Na boa: será que alguém tem tempo de acessar uma música no Spotify, através do site “sabordasmusicas.com.br”, para saber o que vai cozinhar naquele dia?
       -  John: tem gente prá tudo!


HINO NACIONAL

        Por que ainda insistem em reproduzir o Hino Nacional nos campos de futebol, quando há um total desrespeito das torcidas durante a sua execução?
        A falta de educação e de patriotismo com este símbolo nacional nos gramados do nosso país, é algo que atinge o inacreditável.
        Portanto, não existe nenhuma razão para assim continuar, ou vai ser preciso desenhar?


SIMPLÓRIO NEY

        Tudo leva a crer que é armação, isso é fato.
        Ainda assim, não se sabe direito qual o motivo que o jogador Neymar se expõe tanto.
        Ostentação?
        O menino Ney não cresceu.
        Estagnou no deslumbramento da sua riqueza meteórica e, por consequência, nas suas benesses e o que demais lhe advém.
        Uma verdadeira lástima, porque o tempo está passando e o seu talento esvai-se entre sua profissão e tantas manchetes nada recomendáveis para quem quer ser chamado de ídolo.
        Não vai acontecer, mas a revogação de sua convocação seria o ideal.


A PROPÓSITO

        Desde que os convocados para a seleção brasileira de futebol se apresentaram, o assunto é um só: Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, Neymar...e ainda hoje continua, Neymar, Neymar, Neymar....