ESTÃO FERRANDO O PAÍS
Beto Carretta
Não existe título melhor do que este, para o que vamos conversar.
Duvido.
Aristóteles, filósofo da Grécia Antiga, em sua “Ética a Nicômaco”, afirmou: “A política é a atividade mestra, que ocupa o topo da hierarquia das atividades, ciências e técnicas, porque cabe a ela determinar até que ponto e em que medida serão exercidas todas as outras, da medicina à cultura, da economia ao direito penal e à educação.”
Data Vênia, luzidio filósofo, daqui de minha singela, humilde e sóbria opinião, devo desmistificar tal efeito nesta asseveração, pois que, não neste país, não no nosso país, não no Brasil, este perceptível manifesto tem guarida.
A política em nosso país não deixa de ser incompetente, corrupta, dependente, e nefasta para as pretensões dos brasileiros, como agora, neste ano, nas urnas da dita e imaginada, “festa da democracia”.
Festa?
Para quem?
Claro, é evidente e todos vocês sabem muito bem para quem as eleições servem neste país...
Quer se queira, quer não se queira, vivemos em solo de fanáticos, de radicais, de pessoas que amam, que cultuam, que admiram exageradamente os políticos, e isso é extremamente maléfico.
E, passivamente, estamos convivendo com estes absurdos.
Essa gente está doente, nós estamos doentes, estamos sendo coniventes com todos esses políticos nauseabundos e ferrando nosso país.
Sim, vamos ser coerentes: toda a regra tem exceção.
Como hoje, neste turbilhão, entre política misturada com justiça e justiça sendo maior que todos os poderes (por que será?), está em voga e expressão: “presunção da inculpabilidade”.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Todavia, vocês sabem muito bem o que isso significa: ditadura, disfarçada (que já nem mais disfarçam tanto assim), mas ditadura.
Aos inimigos, a lei; aos amigos, a bonança e o perdão...remunerado.
Indignação.
Nosso povo é benevolente, ao contrário e no momento que exige de si a braveza de contestar sobre todas essas coisas, pois que, ao invés da serenidade, uma cobrança intensa, forte e firme, contra as sujeiras à vista e nos labirintos dos esgotos palacianos.
Acredito, somos um bando de vassalos, submissos, dependentes e subordinados às leis de uma dissimulada e cruel ditadura.
Nega-se a realidade, enquanto a caravana passa, com seus grandes carros de boi, atulhados com suas riquezas furtivas...
Estão ferrando o país...
Podemos nos espelhar no que, algum dia, alguém disse (há quem atribua ao professor de direito da PUC, Michel Gralha):
“Não tenho político de estimação e nem preferido, pelo contrário, tenho opinião constante: Estado mínimo, respeito às liberdades individuais, independência dos poderes, livre economia, respeito às diferenças e ao próximo.”
Lembrem-se disso: as eleições vêm aí...
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Miscelânea
hcarretta.blogspot.com
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