AS FRALDAS E O NOSSO PAÍS
Beto Carretta
Edson Arantes do Nascimento, nosso inigualável Pelé, foi em tempos atrás, crucificado por uma grande verdade que disse, todavia, o povo brasileiro naquela época, não entendeu e, hoje, parece-me que dão toda a razão a ele: “O povo brasileiro não sabe votar!”.
E não sabe mesmo, prova está a mediocridade do nosso país.
Podemos complementar essa reflexão de Pelé, que buscou entender a realidade pela razão, em outra grande filosofia de Sigmund Freud: “As massas nunca tiveram sede de verdade. Eles querem ilusões e não vivem sem elas.”
A política em nosso país não, ou nunca foi, um meio para melhorar a situação de seu povo, nunca foi do povo, para o povo e pelo povo, mas, e não sejamos hipócritas de renegar a verdade, a política em nosso país é para os políticos, pelos políticos e dos políticos.
Ou seja: venham a mim ou louros dos lucros e riquezas!
O povo? A gente engana com pão e circo.
Estamos errados?
Aliás, estamos ferrados!
Toda a regra tem exceção, que fique bem claro isso.
Dentre o joio, volta e meia se encontra um grão de trigo nesta multidão.
A política no Brasil se tornou uma excelente profissão, extremamente bem remunerada e, principalmente, e o que eles mais gostam, a tranquilidade de não serem molestados por suas “peraltices”.
Não está aí a derrubada do relatório final da CPMI do INSS?
E os nossos “velhinhos”, como ficam? Quem roubou, devolveu o dinheiro? Ou somos nós que, também e mais uma vez, estamos pagando pelo roubo alheio?
Quem foi para a cadeia? Não existe investigação, não existe inquérito, não existem “apropriadores do dinheiro alheio”?
Que coisa interessante: como os políticos brasileiros gostam de pizza...
Renato Russo/Legião Urbana ainda não foram contemplados com a resposta da pergunta mais intrínseca, atual e totalmente procedente a todos nós: “Que País é Este?”
Ah! A profissão mais desejada...a política.
Mark Twain certa feita, meditou: “A política é a única profissão em que se pode mentir, enganar e roubar e, ainda assim, ser respeitado”.
Discordo em parte, “data vênia” mestre Twain, pois que “respeitado”, acredito que de tantas imoralidades, já não o são mais.
E, nem vamos entrar no assunto da justiça partidária, de conveniência política e arbitrária, que, ao seu bel prazer, destituem a Carta Magna e, lambuzam-se com “interpretações individuais”.
Um escárnio, um desdém e depreciação aos nossos direitos.
Democracia?
Quem e quando alguém vai acabar com tudo isso?
Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo.
Eça de Queiroz
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MISCELÂNEA
Esta crônica contém informação e opinião.
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