sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026


EU NÃO VOU...NÃO VOU!!

Por: Beto Carretta


Acho que ninguém gosta de ir.


Dizem que existem pessoas que gostam, que acham que é um programa, além, é claro, de uma obrigação, um compromisso de prestar solidariedade, naturalmente.


Conheço um cara que, disse e diz, claramente, que não vai, que não gosta de ir e, que, decididamente não precisam ir no dele.


Não deixa de ser uma convicção sua e, que, sem sombra de dúvidas temos que aceitar, afinal de contas, como havia dito na coluna da semana passada: cadum, cadum...


Vamos e convenhamos, hoje o assunto não tem nada de tétrico, de lúgubre e, muito menos triste, pois que tratamos de compromissos, responsabilidades, eventos e, tantas outras efemérides que vocês possam definir, sendo que no final, o enredo é extremamente divertido.


Sim, estamos falando de velórios...vejam uma bela definição:


“A palavra velório deriva do verbo "velar" (do latim vigilare, "vigiar, cuidar") e está ligada à antiga prática de vigiar o corpo do falecido, que era iluminada por velas para confirmar o óbito e prestar as últimas homenagens, já que antigamente era difícil distinguir um sono profundo de uma morte real, especialmente com o uso de utensílios de estanho que causavam desmaios, e a ausência de luz elétrica.”


Dito isso, ainda na semana passada me contaram um fato bastante hilário a respeito do assunto, donde um grande amigo meu, ao ser interpelado se iria em tal evento fúnebre e de um seu parceiro, disse, peremptóriamente, de que não iria.


Como se tratava de pessoa conhecida dele, os seus amigos, a princípio, ficaram bastante intrigados, outros até indignados.


Mas, afinal de contas, qual o motivo da negação de sua presença no velório?


Tem coisa aí?


Tinham algum atrito, uma desavença, alguma dívida, uma pedra no caminho...o que estava se passando?


Conversa daqui, conversa dali, papo vem, papo vai e a pergunta voltava:


- E daí, tchê, tu não vais mesmo no velório do teu amigo?


 E a resposta vinha forte, alta, clara e dura: NÃO! NÃO VOU!


- Tchê, como que não, o cara era teu comparsa...!?!


Cruzes, sei lá... mas, este meu amigo estava totalmente convicto de que não iria, todavia, o motivo não deixava de ser uma grande incógnita, até que num certo momento, alguém tomou coragem e perguntou, também forte e claro:


- Sem mais delongas, Fulano, afinal de contas, por que tu não vais no velório do teu amigo? – quase que inquirindo o parceiro, como num julgamento extremamente sério e, também,  sua falta de solidariedade.


Sem demora, sem nenhuma dúvida e a resposta veio calma, serena, leve e límpida, simples assim:


- Eu não vou no velório dele, NÃO VOU, porque ele também não vai ir no meu!!


Quer mais ou está bom prá ti...??


-:-

Esta crônica  contém informação e opinião.

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