terça-feira, 28 de outubro de 2025

ARRASTA-PÉ

                                                                    




                                                                           aRRASTA-PÉ

 

                                                                                                                                                Beto Carretta

 Mas é claro que fui ter uma prosa com o Seu Google.

Arrasta-pé: Arrasta-pé pode se referir a um gênero de música e dança nordestina, popular em festas juninas, ou a uma festa informal com dança. O termo também pode designar o ritmo acelerado e animado do forró, caracterizado pelo compasso binário, e está associado à dança em que os pés são arrastados, especialmente em festas com piso de terra. 

Aqui no nosso pago, se pode também denominar o arrasta-pé como um fandango em chão batido, nestes centenários galpões de estâncias de nossa estimada e valorosa querência.

A bem da verdade, eram muito populares, todavia, com a modernidade, essa tradição angariou um arrefecimento mas, com a propulsão incentivadora e muito bem apanhada dos piquetes e centros de tradições, que enxergaram com muita propriedade a necessidade de cultuar nossas tradições, nossos fandangos do interior do interior, hoje são raros, contudo pulsam nas cidades gaúchas.

Mas, a prosa não é para este lado.

É totalmente em outro rumo.

Tenho um grande amigo/irmão que tem um dizer: “levanta estes pés para caminhar”...se começa a arrastar, a coisa não tá boa...

E, outra dele: “ estando caminhando prá frente é o que conta”.

Bueno, então, juntemos as duas coisas, ou seja, o importante é não arrastar os pés e caminhar prá frente, daí está tudo bem na nossa vida.

E, pensando nestes enunciados deste grande parceiro, cheguei a uma grande conclusão, mas, foi minha eterna namorada, esposa, amiga e parceira de todas as horas quem me alertou: não arrasta os pés!

Viram, o título não tem nada a ver com o arrasta-pés dos fandangos, dos forrós, das bailantas, mas tem a ver, e muito, com os 60+.

Parei para pensar e, procurei uma razão: porque, principalmente dentro de casa, nós arrastamos os pés.

Mas, na praia, principalmente, nós também arrastamos os pés e ninguém nos diz que estamos velhos, que somos idosos, que a idade chegou nos 60+.

A turma da minha geração: alguém já disse prá ti, numa praia, que estás arrastando os pés que nem os 60+?

Tenho certeza absoluta que ninguém, mas ninguém mesmo.

E, sabem mesmo porque nós arrastamos os pés e as pessoas ficam invocadas?

Por causa do maldito CHINELO!

Coloca um tênis, uma pantufa, um sapato....tu não arrasta os pés...coloca um temeroso de um chinelo (e , também na praia)...a primeira coisa é arrastar os pés e, aqui vale um alerta: pessoas idosas não devem, jamais, usar chinelos.

Daí, como diz a minha “rainha do lar”... lá vem o alerta: não arrasta os pés! Estás igual a um vetusto personagem de nossa realidade existencial!

E, o pior, ou melhor: está plenamente comprovada a costumária utilização deste artefato calçante...que faz o arrasta-pé...

Tchê, loko, não arrasta os pés e caminha prá frente!!

Adelante.

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